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Exposição High Tech/Low Tech ? Formas de Produção, peça A Vingança do Espelho: a História de Zezé Macedo e filme A Bela e Fera

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EXPOSIÇÃO

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(Foto: Redação Veja rio)

High Tech/Low Tech ? Formas de Produção. Porto seguro para mostras que apostam no encontro entre arte e tecnologia, o Oi Futuro Flamengo abriga uma curiosa coletiva com trabalhos multimídia de artistas do Brasil e de outros doze países. Instigantes peças de videoarte são projetadas nas amplas paredes do 1º andar. Uma delas é a incrível montagem de uma "chuva" de helicópteros sobre o mar, a animação 3D South China Sea Pishkun, criada pelo vietnamita Dinh Q Lê. Deep North, do americano Chris Larson, conjuga com maestria escultura, performance, desenho e cinema, ao registrar detalhes de uma cabana de madeira congelada por ele. No 2º piso, Standard Time, do alemão Mark Formanek, é um vídeo com 24 horas de duração que mostra quatro pessoas alterando a cada minuto os grandes números de madeira instalados em um terreno baldio de Berlim. Pode-se acertar o relógio pela imagem.

TEATRO

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(Foto: Redação Veja rio)

A Vingança do Espelho: a História de Zezé Macedo. No Teatro Laura Alvim, a comédia dramática traz revelações sobre Zezé Macedo (1916-1999), figura importante nas chanchadas da Atlântida que terminou a carreira como a histérica dona Bela, no programa de TV Escolinha do Professor Raimundo. A atriz, descobre a plateia, ganhou fama primeiro como uma talentosa poetisa. Rico de informação, o texto de Flavio Marinho não tropeça no tom didático típico de outros espetáculos biográficos. Em cena, cinco atores de um grupo teatral estão preparando uma montagem sobre a artista que foi um Wilson Grey de saias: atuou em 108 longas-metragens. Na composição da peça dentro da peça, o elenco conta muito mais sobre a homenageada. Betty Gofman, no papel principal, troca a caricatura por uma representação carinhosa da inesquecível personagem feiosa de voz estridente, trejeitos debochados e olhos grandes.

CINEMA

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(Foto: Redação Veja rio)

A Bela e a Fera. Lançado nos Estados Unidos no fim de 1991, o desenho animado causou frenesi. Pioneiro na utilização de computadores, que deram efeito tridimensional à hoje famosa cena do baile, foi também a primeira animação da história a concorrer ao Oscar de melhor filme ? perdeu para O Silêncio dos Inocentes, mas saiu da cerimônia com os troféus de trilha sonora e canção. Vinte anos depois, a fita volta ao circuito com cópias em 3D. A história trata de um príncipe arrogante que ganha aparência monstruosa por causa de um feitiço. Para voltar a ser o belo moço de antes, terá de conquistar o amor de uma mulher. Feita prisioneira no castelo da Fera, a jovem Bela vai apostar na dobradinha charme e simpatia a fim de dobrar o durão. Os traços à moda antiga podem parecer ultrapassados hoje em dia, mas a graça dos personagens secundários, o clima de fábula e fantasia e o romance dos protagonistas permanecem encantadores. Anote aí: o próximo relançamento em 3D da Disney será o divertido Procurando Nemo, em outubro.

Fonte: VEJA RIO