ROTEIRO DA SEMANA

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A exposição Modigliani: Imagens de uma Vida e a peça teatral A Mecânica das Borboletas

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EXPOSIÇÃO

Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Modigliani: Imagens de uma Vida. De biografia curta mas intensa, marcada em igual medida por problemas de saúde e boemia, falta de dinheiro e talento inigualável, Amedeo Modigliani (1884-1920) tornou-se o mais importante artista italiano do início do século XX. A mostra que ocupa o Museu Nacional de Belas Artes a partir de quarta (1º) oferece a imperdível oportunidade de conferir de perto sua obra. No acervo trazido ao Rio, maior do que o conjunto apresentado no Palácio Anchieta, em Vitória, no ano passado, as atrações principais são treze telas de fases diversas e cinco esculturas inspiradas em máscaras africanas. Entre as pinturas está o óleo Jeune Femme Assise ? Madame Cadorin. De 1905, época inicial de sua produção, o quadro tem aspecto quase primitivo, mas já traz uma personagem com os olhos enigmáticos que caracterizariam o estilo único de seu criador. Na alentada coleção de 230 itens estão ainda sessenta desenhos e 24 criações assinadas por amigos com quem ele conviveu em Paris, a exemplo do espanhol Pablo Picasso (1881-1973) e do japonês Léo­nard Foujita (1886-1968). Manuscritos, fotos e cartas completam a visita e ensinam mais um pouco sobre a trajetória de Modigliani. Saiba mais na coluna Exposições.

TEATRO

Guilherme Maia / Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

A Mecânica das Borboletas. Prepare-se para altas doses de emoção. Em cartaz no Teatro I do CCBB, a bem urdida história escrita por Walter Daguerre gira em torno da misteriosa ligação entre dois gêmeos. Eles, não por acaso, foram batizados com o nome dos personagens mitológicos cujo trágico confronto resultou na fundação de Roma. No interior do Rio Grande do Sul, Rômulo, vivido por Eriberto Leão, foge de casa aos 16 anos, decidido a conquistar o mundo. Remo, em tocante interpretação de Otto Jr., sente-se traído e abandonado. Durante duas décadas de ausência do cúmplice de infância, alimenta imensa amargura. O retorno de Rômulo, agora um famoso autor de livros de ficção em inglês, não contribui para curar as feridas. Durante o tempo que passou distante, seu pai, um mecânico, morreu. Restou ao irmão que ficou a ingrata missão de assumir as tarefas da oficina e sustentar a mãe, Rosália ? a personagem da mulher mentalmente perturbada pela viuvez é representada com sensibilidade por Suzana Faini. Na volta para casa, o escritor descobre ainda que a ex-namorada Liza (Ana Kutner) tornou-se sua cunhada. Elaborados diálogos e a direção de Paulo de Moraes, da Cia. Armazém de Teatro, contribuem para desatar os nós familiares exibidos em cena. Contando mais estraga. Saiba mais na coluna Teatro.

Fonte: VEJA RIO