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TEATRO

Sergio Baia / Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

O MENINO QUE VENDIA PALAVRAS. De boas intenções o circuito de teatro infantil está cheio. Em cartaz na arena do Espaço Sesc, em Copacabana, a peça, adaptação de Pedro Brício para o livro vencedor do Prêmio Jabuti de 2008, escrito por Ignácio de Loyola Brandão, tem a evidente proposta de conduzir os pequenos por uma encantadora aventura de descoberta das palavras. E o faz, driblando o didatismo de cartilha com um jogo teatral empolgante - inclusive para os adultos. Na trama, Vado sempre recorre ao pai, inteligente, dono de uma vasta biblioteca, quando os amigos querem saber o significado de um determinado termo. É aí que ele tem a ideia de trocar essas informações por algo de valor, como uma guloseima, um brinquedo ou o convite para uma festa. Pablo Sanábio vive o protagonista e Eduardo Moscovis interpreta o pai no ótimo elenco completado por Letícia Colin, Renato Linhares, Luciana Fróes e Raquel Rocha. A montagem reserva espaço para estimular a imaginação da plateia. Ao mesmo tempo, é animada por figurinos coloridos e cenografia composta de objetos infláveis e projeções, além da direção musical dos tarimbados Pedro Sá e Domenico Lancellotti. Não por acaso, lembra outra encenação bastante original, A Mulher que Matou os Peixes... e Outros Bichos, também dirigida por Cristiana Moura. Fruto de um processo criativo que envolveu a diretora, Brício e o elenco, o espetáculo foi sendo construído ao longo dos ensaios. Saído de tantas cabeças, poderia ter chegado ao palco um tanto desconjuntado, mas não: alia boa diversão ao intuito nobre de incentivar a leitura. No fim da sessão, as crianças são convidadas a desbravar a biblioteca do pai do menino e atendem à convocação com gosto. Saiba mais na coluna crianças desta semana.

Fonte: VEJA RIO