Roteiro da Semana

VEJA Rio Recomenda

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SHOW

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(Foto: Redação Veja rio)

Zé Ramalho. Músicos costumam seguir gêneros consagrados, mas alguns poucos optam por abrir um novo caminho. Nos anos 70, o cantor e compositor paraibano chamou atenção ao temperar ritmos regionais com folk e rock. Batendo na Porta do Céu, sua bem-sucedida versão para Knockin? on Heaven?s Door, do bardo americano Bob Dylan, acabou por levá-lo a desenvolver anos mais tarde a fórmula no CD Zé Ramalho Canta Bob Dylan. Assim, Like a Rolling Stone virou Como uma Pedra a Rolar e Man Gave Name All Animals transformou-se na deliciosa O Homem Deu Nome a Todos Animais. Mexer com clássicos desse porte pode soar como heresia, mas o talento do músico foi reconhecido com a indicação do CD ao Grammy Latino na categoria melhor disco de rock, em 2009. Enquanto não sai em turnê com nova empreitada dedicada aos Beatles, Zé Ramalho lidera um sexteto, no Vivo Rio, no sábado (8), para celebrar Dylan e lembrar sucessos de sua carreira, como Banquete de Signos, Avôhai e Chão de Giz.

CONCERTO

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(Foto: Redação Veja rio)

Orquestra Sinfônica Brasileira. Reconhecidos virtuoses, o bandolinista Hamilton de Holanda e o violonista Yamandu Costa receberam a encomenda da OSB há pouco mais de um ano e puseram mãos à pauta. No sábado (8), o conjunto, sob a regência de Roberto Minczuk, promove a estreia da peça assinada pela dupla: Suíte Interiores para Violão de Sete Cordas, Bandolim de Dez Cordas e Orquestra. Como o nome sugere, Yamandu, em sua segunda contribuição para a sinfônica, e Hamilton participam da apresentação como solistas em seus res­­pectivos instrumentos. Um passeio por ritmos musicais brasileiros, a composição ficou para o grand finale, depois do intervalo. Antes, o público vai ouvir a Sinfonia Nº 8, de Schubert ? conhecida como Sinfonia Inacabada, já que o compositor austríaco só concluiu dois de seus movimentos. Entre uma e outra, completando o original programa, será tocado Vertigo (Suite), tema conhecido do clássico Um Corpo que Cai, de Alfred Hitchcock. A execução da obra é um tributo ao centenário de seu criador, o americano Bernard Herrmann (1911-1975) ? parceiro frequente do mestre do suspense, além de Orson Welles (Cidadão Kane) e Martin Scorsese (Taxi Driver), e um dos maiores autores de trilhas sonoras da história do cinema.

Fonte: VEJA RIO