MODA

Santa pechincha

Marcas de edifício comercial em Copacabana atraem 20 000 pessoas por mês. O preço é o maior atrativo

Por: Carla Knoplech - Atualizado em

Quem não conhece o local e passa pelo prédio de número 33 na Rua Santa Clara, em Copacabana, nem sequer desconfia. Por trás da fachada cinzenta, desprovida de charme, está escondido um dos mais movimentados e bem-sucedidos shoppings da cidade. Ao longo de seus doze andares, 264 lojas comercializam roupas para adultos, adolescentes, crianças, acessórios, calçados, lingeries e biquínis. Desconhecidas do grande público, as grifes não desfilam suas criações nas semanas de moda, nem mesmo exibem suas coleções em catálogos, mas oferecem um grande diferencial: o preço mais em conta. O centro comercial não dispõe de facilidades como estacionamento e lanchonetes, por exemplo, porém encontram-se ali pulseiras a partir de 5 reais, shortinhos de algodão por 20 e conjuntos de biquíni liso a 40.

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Chamado carinhosamente de ?33? pelos habitués, o prédio foi inaugurado em 1958 e atrai cerca de 20?000 pessoas por mês. Nos primeiros anos, ele abrigava consultórios de dentistas e escritórios de advocacia. Foi só na década de 70 que o perfil dos condôminos começou a mudar. Algumas marcas que faziam sucesso na Feira Hippie de Ipanema precisavam de espaço para incrementar seus negócios. A localização privilegiada, somada ao baixo preço do aluguel, hoje em torno de 100 reais por metro quadrado, seduziu as grifes em ascensão. Aos poucos, as paredes de concreto deram lugar às vitrines - algumas, inclusive, saíram dali para se expandir em outras paragens. O centro comercial foi o berço de lojas como Blue Man, Yes Brasil e Zimpy.

Para acertar em meio a tantas opções, é preciso ter paciência. A convite de VEJA RIO, a consultora de moda Regina Martelli percorreu, na semana passada, os corredores do conglomerado em busca de boas pechinchas. Foram selecionados 22 itens para montar as quatro produções que ilustram estas duas páginas, variando do visual praia ao barzinho no fim da noite. Aos interessados, porém, um aviso importante: o lugar não conta com ar-condicionado central. ?Apesar do forno que fica no verão, é o endereço perfeito para comprar peças que estão na moda sem gastar muito?, atesta a figurinista, que levou para o seu guarda-roupa o vestido listrado de preto e branco. É difícil mesmo resistir aos achados do Santa Clara 33.

Fonte: VEJA RIO