COMIDA

Tem de tudo

Carnes exóticas, pizza, sushi e cervejas importadas são algumas das muitas atrações oferecidas nas favelas cariocas

Por: Fabio Codeço e Rachel Sterman - Atualizado em

Fernando Lemos
(Foto: Redação Veja rio)

? COMPLEXO DO ALEMÃO

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(Foto: Redação Veja rio)
Art e Sabor

A Travessa Guadalajara, que começa na Avenida Itaoca, forma, junto com a Travessa Jalisco e a Praça do Conhecimento ? centro de lazer onde acontecem shows e está instalado um cinema ?, uma espécie de Baixo Nova Brasília. Ali se concentram bons endereços para comer, como o Bistrô R&R e esta simpática pizzaria. Silvania Souza comanda o negócio, que oferece discos de massa crocante, fina ou grossa, servidos em cinco tamanhos, do brotão (25 centímetros) ao superfamília (45 centímetros). Hit no cardápio, a carioquinha leva presunto, bacon, calabresa e cebola (de R$ 12,00 a R$ 32,00). Também é possível montar sua própria receita, escolhendo quatro ingredientes, além da mussarela e do orégano, comuns a todos os sabores. Queijos, embutidos, ovo e condimentos fazem parte da lista. O pedido varia de R$ 14,00, no tamanho menor, a R$ 34,00, no maior. Silvania abre seu restaurante às 8 horas para o café da manhã ? o pão na chapa custa R$ 2,00 e o café, R$ 1,00 ? e só fecha à meia-noite, com exceção de domingo e segunda. Travessa Guadalajara, 173, Nova Brasília, ☎ 3881-5871 (16 lugares). 8h/0h (dom. a partir das 19h; seg. até 19h). Cc: D, M e V. Cd: todos. Como chegar: a travessa Guadalajara faz esquina com a Avenida Itaoca, em Inhaúma, na altura do número 1900 (onde fica uma Igreja Universal)

D&C lanches

Logo atrás da Estação Palmeiras do teleférico, a quinta e última do percurso, a lanchonete do pernambucano Dimas de Lemos, há 35 anos morador do Complexo do Alemão, cai como uma luva no fim do trajeto, feito sobre as lajes das casas do conjunto de favelas, com vista privilegiada: aparecem ao redor o Estádio do Engenhão, a Baía de Guanabara e bairros da Zona Norte. A visita fica melhor ainda se for em dia de calor. Isso porque a especialidade local é o açaí, recebido de três a quatro vezes por semana, direto de Belém do Pará. Dimas bate o fruto com guaraná natural e um pouco de mel puro produzido por parentes em Pernambuco. Gelado e doce, o pedido vem com frutas em pedaços e pode ser acrescido de granola, coberturas, aveia, jujuba, chocolate e outros confeitos, que ficam em potinhos à disposição do cliente. São servidas tigelas em cinco tamanhos, que variam de 400 mililitros (R$ 5,00) a 2 litros (R$ 20,00). Em dezembro, Dimas, que já recebeu o príncipe Harry, quando o nobre inglês esteve no Rio, no início do ano, vai abrir, ao lado, um restaurante para servir refeições completas. "Estou até pensando em uns pratos com açaí", adianta. Rua Augusto Borborema, 65, Palmeiras, ☎ 99567-9628/9632, 98690-7304 e 3909-1453 (24 lugares). 8h/ 23h. Cc: todos. Cd: todos. Como chegar: suba de teleférico até a Estação Palmeiras. A lanchonete fica logo atrás, em frente ao campo de futebol

Lipe Borges
(Foto: Redação Veja rio)

DoceLar

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(Foto: Redação Veja rio)

Nascido e criado no conjunto de favelas, Jorge Ribeiro é autor de um ícone gastronômico cuja fama já chegou ao asfalto: o big favella (assim mesmo, com dois eles). Trata-se de um sanduíche com dois hambúrgueres, salada, queijo cheddar e molho especial no pão com gergelim (R$ 4,50). Praticamente um big mac da comunidade, porém mais saboroso. A estrela local divide atenções com outras três sugestões, a exemplo do hambúrguer de picanha (R$ 6,00). Também é possível acrescentar itens como bacon (R$ 1,00), picles, ovo e calabresa (R$ 0,50 cada porção). "Verticalizei o hambúrguer", diz ele, referindo-se à tradicional maneira de servir o popular x-tudo, deitado, dentro de um saquinho. No comando do negócio, Ribeiro conta com a ajuda do filho, Raphael, e da esposa, Nilda Felipe da Silva, responsável por doces como o macio pudim de leite (R$ 3,00 a fatia), outro hit do cardápio. Em tempo: só aceita dinheiro. Rua da Assembleia, 89, Itararé, ☎ 7873-3508 e 2230-1581 (10 lugares). 11h/24h (fecha dom.). Como chegar: suba de teleférico até a Estação Itararé e siga na rua em frente

? MORRO DA BABILÔNIA

Bar do Alto

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(Foto: Redação Veja rio)

(Laje do César)

O sucesso da feijoada com roda de samba realizada por César Verbinato e seu sobrinho, Rubens, o Pituca, comandante das panelas, levou a dupla a investir no negócio iniciado em 2008. Na primeira quinzena de dezembro eles reinauguram o espaço, reformado e rebatizado como Bar do Alto. O funcionamento será de quarta a domingo, com cozinha aparente dedicada a cardápio de frutos do mar. Duas receitas já testadas e que estarão no menu são o risoto de bobó de camarão (R$ 24,50) e a moqueca de peixe com camarão, guarnecida de arroz de coco e farofa de dendê (R$ 23,40). Ao contrário da feijoada, servida somente mediante reserva prévia de grupos de, no mínimo, quinze pessoas (a R$ 50,00 por cabeça, sem bebida), as novas criações de Pituca poderão ser provadas sem agendamento prévio, das 11h às 20h. A roda de samba, aos sábados, também permanece na programação. Belíssima, a vista para as praias do Leme e de Copacabana foi lembrada pelo júri do "Comer & Beber da Paz". Rua São Jorge, casa 4, Leme, ☎ 7879-6319 e 2295-3771 (80 lugares). 11h/20h (fecha seg. e ter.). Cc: D, M e V. Cd: todos. Como chegar: suba a Ladeira Ary Barroso, a partir da Rua General Ribeiro da Costa, até o fim e pegue a escadaria que fica à esquerda, um pouco depois da Associação de Moradores

Fernando Lemos
(Foto: Redação Veja rio)
? MORRO DA PROVIDÊNCIA

Favela Point

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(Foto: Redação Veja rio)

Na escadaria que parte da Praça Américo Brum, o diminuto estabelecimento serve uma original batida de Halls (R$ 5,00). Isso mesmo. A receita, feita com vodca, gelo e leite condensado, leva também cinco unidades da bala, que se dissolve completamente no liquidificador e deixa aquela sensação refrescante a cada gole. Aberto em março do ano passado, o endereço, comandado por três vizinhas, fica a poucos degraus do pitoresco platô onde está a Igreja Nossa Senhora da Penha (não confunda com a famosa igreja no bairro da Penha), construída em 1897. Para comer, a turma oferece belisquetes como frango à passarinho (R$ 13,00) e calabresa acebolada (R$ 8,00). É preciso disposição para subir os 180 degraus até a porta do estabelecimento, mas a vista lá de cima compensa. Ladeira do Barroso, 220, ☎ 4106-7197 e 99175-0547 (20 lugares). 8h/0h. Como chegar: na Praça Américo Brum, onde está sendo instalado o teleférico, suba a escadaria em frente

Sabor das Loiras e Gelada do Moreno

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(Foto: Redação Veja rio)

Trata-se de um único estabelecimento, onde Rosana Batista, a loira, e seu marido, Reinaldo da Silva, o moreno, recebem a clientela com quitutes saborosos e cerveja gelada. Antes uma birosca que vendia salgadinhos e sanduíches, o lugar foi reformado pelo casal após a pacificação do morro, há três anos. Hoje equipado com cozinha industrial, para dar conta também das quentinhas que fornece para empresas do Centro, acomoda a clientela em dois ambientes com linda vista para a Baía de Guanabara, a região portuária e Niterói: uma varanda no 2º andar e a laje. Da cozinha de Rosana saem receitas como bolinhos de camarão ou carne-seca, envolvidos por massa de abóbora (R$ 6,00, seis unidades), e escondidinho de camarão grelhado (R$ 5,00 o pequeno e 15,00 o grande), feito de batata-baroa, batata-inglesa ou aipim. Para beber, a Antarctica é oferecida em garrafas de 600 mililitros (R$ 5,50) e de 1 litro (R$ 7,00). Rua da Bica, 41, ☎ 2283-2660 e 99174-1970 (44 lugares). 8h/23h. Como chegar: suba até a praça do teleférico e pergunte pela Rua da Bica

Fernando Lemos
(Foto: Redação Veja rio)

? MORRO DO PINTO

Bar do Omar

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(Foto: Redação Veja rio)

Indicado na última edição especial "Comer & Beber", publicada por VEJA RIO, como um dos estabelecimentos com o melhor visual do Rio ? é voltado para toda a região portuária ?, o empreendimento do ex-bancário Omar Monteiro também atrai a clientela com boas opções listadas no cardápio. Na cozinha, o proprietário e sua esposa preparam elogiadas porções e sanduíches a preços atraentes ? o x-tudo, com carne, ovo, bacon, queijo, presunto e alface, custa R$ 5,50. Ainda mais sucesso faz o churrasco misto, de peito de frango, linguiça, alcatra, batata frita e molho à campanha (R$ 40,00, para quatro pessoas). Para acompanhar os pedidos, a cerveja da marca Antarctica Original (R$ 7,00) está sempre gelada. Uma obra recente ampliou o salão e dobrou a capacidade. Uma vez por mês, às sextas, tem roda de samba. Em dezembro haverá mudanças no horário de funcionamento. O bar passa a atender das 11h30 à meia-noite e não abrirá mais às segundas. Rua Sara, 114, ☎ 2518-3881 (60 lugares). 10h/22h. Cd: todos. Como chegar: da Avenida Rodrigues Alves, a partir da rodoviária, em direção ao Centro, o bar fica na segunda rua à direita

? PAVÃO-PAVÃOZINHO Pensão Bela Vista

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(Foto: Redação Veja rio)

A paisagem do outro lado dos janelões no salão de ambiente simples inclui boa parte da orla de Copacabana, o Forte e a Praia de Ipanema. Justifica, portanto, o nome do estabelecimento de Raimundo Nonato de Farias. Na subida para a favela, encravada entre Ipanema e Copacabana, o lugar atrai turistas que não querem se limitar à programação de cartões-postais e encontram ali comida farta a preços módicos. O quilo das receitas dispostas no bufê custa R$ 16,99. Entre outros itens, há rabada, costela com agrião e a indefectível feijoada aos sábados. Nos fins de semana também é possível apreciar carnes saídas da brasa. Para acompanhar a cerveja em garrafa (R$ 5,00, das marcas Brahma ou Antarctica), peça ao seu Raimundo que pese um pratinho de contrafilé (R$ 15,00) ou de linguiça acebolada (R$ 15,00). Rua Altalício, 26, ? Cantagalo, ☎ 2513-2288 (24 lugares). 11h30/22h. Como chegar: pegue o bondinho na Rua Saint Romant, 46, desça na quinta estação e entre na primeira rua à direita

Fernando Lemos
(Foto: Redação Veja rio)

? ROCINHA

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(Foto: Redação Veja rio)
Barraca das Baianas

Baiana de Feira de Santana, Ana Márcia chegou ao Rio aos 16 anos, foi empregada doméstica, enfrentou dificuldades financeiras e hoje comanda uma empreitada de fôlego na Rocinha. Tudo teve início com esta barraca de caldos. Para saldar dívidas contraídas após a morte do marido e aumentar o orçamento, Márcia passou a vender caldo verde, mocotó e canja na pracinha da curva do S. Um ano depois, empolgada com o movimento, ela desceu para o ponto que ocupa hoje, no começo da Via Ápia, o principal logradouro da Rocinha, e não parou de crescer. As receitas originais continuam no cardápio, que ao longo de dez anos foi ganhando novas opções. Entre elas, angu à baiana, sarapatel, estrogonofe, vaca atolada e, para a sobremesa, canjica doce. Qualquer pedido custa R$ 8,00. Acondicionadas em reluzentes panelas de alumínio, as receitas saem de uma cozinha industrial na Travessa Oliveira, onde sete pessoas preparam quentinhas para pronta-entrega, além dos quitutes vendidos no Cantinho da Empada Baiana, na mesma rua. Via Ápia, em frente ao número 199, Rocinha. 17h/ 0h (fecha dom.). Como chegar: é só acompanhar a numeração, pois trata-se da principal via da Rocinha

Cantinho da Empada Baiana

Outro empreendimento da baiana Ana Márcia, dona também da Barraca das Baianas, no começo da Via Ápia, o endereço serve empadinhas em treze sabores. A de frango, campeã de pedidos, divide atenções com dicas como calabresa, camarão com catupiry, carne-seca, queijo e pedidas açucaradas, a exemplo de doce de leite. Os preços variam nos sabores salgados, que podem ser com catupiry (R$ 1,50) ou sem (R$ 1,00). Qualquer dos doces custa R$ 2,00. Travessa Oliveira, 25, Rocinha, ☎ 3322-5188. 12h/ 20h (fecha dom.). Como chegar: é a terceira transversal à direita, subindo a Via Ápia

Fernando Lemos
(Foto: Redação Veja rio)

La Roma

Como muita gente boa, José Wilson de Almeida, conhecido na vizinhança como Garrincha, por ser craque na pelada, trocou o Ceará pelo Rio em busca de uma vida melhor. Há 33 anos na Rocinha, trabalhou no extinto restaurante Castelo da Lagoa, enquanto alimentava o sonho de ter seu próprio negócio. Depois de administrar um bar por pouco tempo, viu na pacificação, dois anos atrás, a oportunidade de pôr o projeto em prática. Sua especialidade ? não se deixe enganar pelo nome que lembra o de uma cantina, o mesmo da rua onde a casa funciona ? são receitas tipicamente brasileiras. O baião de dois acompanha sempre um peixe de água-doce e a costelinha suína é servida com fe­ijão-tropeiro (R$ 45,00 cada porção, suficiente para três pessoas). No almoço, a opção mais rápida é o bufê (R$ 26,90), com variedades como galinha velha, feijão-verde e empadão. Para beber, sempre caem bem os gelados cascos de Antarctica, Brahma e Skol (R$ 7,00 cada um). Travessa Roma, 1, ☎ 3322-8246 (36 lugares). 11h/4h. Cc: M e V. Cd: todos. ? (a partir das 18h). Como chegar: a travessa onde funciona o restaurante é a quarta transversal da parte baixa da Via Ápia, a principal da Rocinha

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(Foto: Redação Veja rio)
Sushi Yaki

Há seis anos, Givanildo Pereira, o Gil, foi um dos precursores da culinária japonesa na Rocinha ? hoje já há, pelo menos, mais seis representantes do gênero espalhados pela comunidade. "Quis sair do arroz com feijão", explica. Autodidata, Gil supervisiona de perto o trabalho do sushiman. Ao salão, refrigerado e com wi-fi, chegam especialidades como as duplas de sashimi de salmão (R$ 4,00) ou atum (R$ 3,50), além de combinados, como o que traz vinte peças, entre sashimis, sushis, califórnias e filadélfias (R$ 24,00). Os campeões de pedidos ainda são o yakissoba de salmão (R$ 20,00, para dois) e o hot filadélfia (R$ 13,00, dez unidades). Pela caprichadíssima caipirinha de saquê (R$ 10,00) ? a de kiwi é imperdível ?, o estabelecimento foi lembrado pelo júri do "Comer & Beber da Paz". Travessa Kátia, 11, ☎ 3324-3040 (56 lugares). 18h/2h. Cc: todos. Cd: todos. Como chegar: a travessa onde funciona o restaurante é a segunda transversal da principal rua da Rocinha, à direita de quem sobe a Via Ápia

? SALGUEIRO

Restaurante Caliel

Em janeiro, Marcelo da Paz Rocha resolveu dar uma guaribada no negócio que pertence à sua família há quase vinte anos. Passou a promover, na terceira quinta-feira do mês, um sarau, sempre em homenagem a um poeta brasileiro ? o próximo, no dia 21, será dedicado ao sambista Geraldo Babão (1926-1988), um grande bamba do Salgueiro. Na varanda, um varal abriga fotos da favela e, em dias de evento, os textos a ser lidos. No cardápio, faz sucesso no sábado a costela no bafo (R$ 12,00), com arroz, feijão, farofa, fritas e salada. Para acompanhar, há cascos de Antarctica, Brahma (R$ 6,00) e Itaipava (R$ 5,00). No mesmo espaço funciona uma padaria, onde são produzidas delícias como o canarinho, salgado à base de bacalhau e mandioca, e rabanadas de chocolate ou laranja (R$ 1,50 cada unidade), além de duas fornadas diárias de pão francês (R$ 0,30 a unidade). Rua Francisco Graça, 60, loja A, ☎ 3978-2491 (40 lugares). 6h/19h (dom. até 13h; em dias de evento até 22h). Como chegar: é possível subir de carro até a porta, a partir da Praça Saens Peña

? SANTA MARTA

Laje do Michael Jackson

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(Foto: Redação Veja rio)

O nome do projeto idea­lizado por André Rios, Roberto Moreno, Alexandre Araripe e Gilson Fumaça não podia ser mais apropriado: Pôr do Santa. Há três anos, todo primeiro sábado do mês, a laje onde o cantor Michael Jackson gravou o clipe de They Don?t Care about Us, em 1996, vira palco para a roda de samba com feijoada. Quem cuida da comida (R$ 8,00 o prato) é a mãe de Fumaça, morador local, e a música fica por conta do grupo integrado por Rios e Araripe. A renda arrecadada no evento é revertida para a creche Mundo Infantil, na Santa Marta mesmo. O preço para o programa com vista linda da cidade é pequeno: é pedida a contribuição de 1 quilo de alimento não perecível e uma lata de leite em pó. Laje do Michael Jackson (em cima do Ponto de Cultura). Todo primeiro sábado do mês. 16h/21h. Grátis. facebook.com/pordosanta. Como chegar: pegue o plano inclinado até a quarta estação e caminhe em frente por cerca de 200 metros

Lipe Borges
(Foto: Redação Veja rio)
? TABAJARAS

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(Foto: Redação Veja rio)
Restaurante 48

A culinária brasileira ? especialmente a nordestina ? serve de inspiração para as receitas executadas pelos irmãos Augusto e Romero Alves e por Teresa, mulher de Romero. O trio de cearenses trabalhou durante oito anos com o chef francês Olivier Cozan. Em ambiente simples, com cerveja sempre gelada (R$ 6,00 a garrafa de 600 mililitros de Antarctica), é possível experimentar pratos como a costela bovina cozida (R$ 13,00), a costela suína assada (R$ 35,00 o quilo, suficiente para seis pessoas, servida aos sábados) e o carré à mineira com couve e tutu de feijão (R$ 12,00). Para todas as receitas, o cliente pode escolher a guarnição que lhe apetecer ? a mais famosa é o baião de dois, sempre fresquinho, mas há arroz de brócolis e macarrão, entre outras. A família também é dona da Padaria Alves, na mesma comunidade. Rua Euclides da Rocha, 13, ☎ 3208-0017 (30 lugares). 7h/0h (seg. até 16h). Cc: todos. Cd: todos. Como chegar: de carro, o caminho mais curto é a partir da Ladeira dos Tabajaras, pela Rua Siqueira Campos

? VIDIGAL

Alto Vidigal

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(Foto: Redação Veja rio)

Lembrado pelo júri do "Comer & Beber da Paz" na categoria melhor vista, o albergue do austríaco Andreas Wielend ficou conhecido por abrigar a badalada festa mensal de música eletrônica run vdg ? que acaba com o sol nascendo diante da vista de tirar o fôlego das praias do Leblon, de Ipanema e até de Niterói. Nos outros dias, o bar, que está em obras e vai reabrir de cara e cardápio novos, é aberto ao público em geral. Entre os bebes há drinques clássicos, como margarita (R$ 12,00) e gim-tônica (R$ 18,00), além de Antarctica em lata (R$ 5,00). Para beliscar, peça a pizza brotinho feita na pedra (R$ 10,00). Rua Armando de Almeida Lima, 2, Arvrão, ☎ 3322-3034 (200 lugares). 16h/0h (até 5h quando há eventos). Cc: V e M. Cd: todos. Entrada (só em dias de festa): R$ 20,00 a R$ 40,00. www.altovidigal.com. Como chegar: é possível ir de carro até o alto do morro, embora as ruas sejam estreitas

Atelier Café

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(Foto: Redação Veja rio)

Carioca de Copacabana, o arquiteto e artista plástico Sergio Friedman foi morar no Vidigal há três décadas, quando se casou. Há três anos, inaugurou um misto de espaço cultural, bar e bistrô. Paredes coloridas e móveis retrô descombinados compõem o ambiente kitsch, que tem varanda com bela vista para o mar. Na seção de comes há receitas baianas, como os miniacarajés, o bolinho de peixe (R$ 15,00 cada porção com seis) e o bobó de camarão (R$ 60,00, para dois). Para beber, peça a caipirinha (R$ 12,00 a de cachaça; R$ 15,00 a de vodca), lembrada pelo júri de VEJA RIO. Avenida Presidente João Goulart, 380 (em frente ao condomínio Pedra Bonita), Vidigal, ☎ 97922-4476 (80 lugares). 18h/2h (sex. e sáb. até 4h; dom. 14h/18h). Couvert art.: R$ 10,00 (qui. a sáb.). ? Como chegar: basta seguir pela avenida principal até o número indicado

Las Empanadas

Ex-moradores, Tércio Neto, carioca, e Luis Selva, argentino, tocam a casa dedicada aos salgados típicos do país de Selva. A sacada com vista para o mar acolhe a clientela em mesas altas, iluminadas por velas à noite. São catorze os sabores de empanada, doces e salgados ? o de calabresa com queijo e cebola (R$ 3,50) é imperdível. Completam o programa boas cervejas, a exemplo da argentina Quilmes e da uruguaia Norteña (R$ 12,00 cada garrafa de 960 mililitros). Avenida Presidente João Goulart, s/nº, ☎ 3114-1957 (15 lugares). 12h/23h (sex. até 1h; sáb. e dom. 16h/2h). Cc: todos. Cd: todos. www.lasempanadas.com.br. Como chegar: basta seguir pela avenida principal até o número indicado

Fonte: VEJA RIO