DIVERSÃO

Vestígios

Marcas do passado ainda presentes na cidade

Por: Lula Branco Martins, Carla Knoplech, Leticia Pimenta e Daniela Pessoa - Atualizado em

A primeira bala perdida

Ela fica na Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, na Travessa do Comércio, no Centro. Partiu do encouraçado Aquidabã durante a Revolta da Armada, em 1893. Atingiu a imagem de uma santa de mármore, que caiu, mas teve danos leves. Tanto a estátua como a bala de canhão estão à mostra no local.

foto divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Bandeira rasgada

Um naco de pano do pavilhão nacional está em exposição permanente no Forte de Copacabana. Trata-se de um pedaço da história, resto de batalhas travadas em 1922 no episódio conhecido como a Revolta dos 18 do Forte, o ápice do movimento tenentista, de jovens militares insatisfeitos com o governo da época.

foto Wiki Commos
(Foto: Redação Veja rio)

Um forte no Jacaré

Não chega a ser uma fortaleza, como as do litoral. É considerado um fortim, e seu nome oficial é Caetano Madeira. Construído entre os anos de 1822 e 1826, oferece visão privilegiada da Zona Norte. Restam pedaços do muro de pedra e a guarita, no terreno do Colégio Salesiano, no bairro do Jacaré.

Nossa rua mais antiga

Último vestígio do que um dia foi o Morro do Castelo, demolido em 1922, no Centro, a Ladeira da Misericórdia é a rua mais velha da cidade. Foi também a primeira via a receber calçadas, ainda no século XVI. Com 40 metros de extensão, mantém o piso de pé de moleque. Mas se transformou em banheiro de mendigos.

Uma fábrica de pólvora

No meio das árvores e dos bichos do Jardim Botânico, e também aberto à visitação, resiste o prédio da Casa dos Pilões, fábrica de explosivos erguida no período imperial. Desativada em 1831, passou por escavações em 1984 e hoje virou um museu dos fragmentos que ali foram encontrados.

foto Selmy Yassuda
(Foto: Redação Veja rio)

Plaquinha duradoura

Numa encosta da Floresta da Tijuca, junto ao Rio Trapicheiro, está uma construção toda de pedra, destruída por dentro. Restaram-lhe apenas a fachada e a placa de inauguração, de 1906. Funcionou ali por anos um Contador Venturi, que media o abastecimento de água na cidade.

Casa de Machado de Assis

Até os 6 anos, o escritor morou de favor, com seus pais, no quartinho de serviço do número 77 da Ladeira do Livramento, no morro de mesmo nome, na Gamboa. Volta e meia dizem que o local vai virar centro cultural. Mas o cortiço está abandonado há décadas.

As cinzas do descobridor

Parte dos restos mortais de Pedro Álvares Cabral encontra-se em uma lápide de chumbo na Antiga Sé, no Centro. O navegador que descobriu o Brasil teve a ossada exumada em Portugal no século passado, com a presença de um representante do governo brasileiro. Por essa razão, um pouco das cinzas acabou vindo para cá.

Fonte: VEJA RIO