DIVERSÃO

Palco com vista

Nova casa de espetáculos da Zona Sul, Miranda terá a Lagoa como pano de fundo e apresentações de grandes artistas

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Das diversas letras já escritas em sua homenagem aos incontáveis cantores e compositores que por aqui vivem ou viveram, o Rio é uma fonte inesgotável de inspiração. Fica então a pergunta: por que não unir em um mesmo espaço a vocação musical da cidade às suas belezas naturais? Tendo como pano de fundo a Lagoa Rodrigo de Freitas, que poderá ser vislumbrada através de uma enorme parede de vidro, será aberta no próximo dia 22 a casa de shows Miranda. O empreendimento, batizado em tributo à cantora e atriz Carmen Miranda (1909-1955), cujo primeiro namorado foi o remador Mario Cunha, ocupará o edifício principal do Estádio de Remo da Lagoa. Com investimento de 5 milhões de reais, vai ser a principal atração do Lagoon, centro de entretenimento que já conta com cinemas e também abrigará um complexo gastronômico. ?Cheguei a cogitar outros locais, como a Praça Tiradentes, mas não resisti a uma área tão privilegiada. Além do mais, não é qualquer lugar que tem uma paisagem como essa?, explica Ariane Carvalho, idealizadora do espaço e presidente do grupo MPB Brasil.

A nova casa de espetáculos surge na esteira de um momento em que os amantes da música celebram a retomada de bons palcos na Zona Sul. Apenas nessa região, cinco endereços fecharam as portas desde 2007: Ballroom, Mistura Fina, Posto 8, Cinematheque e Canecão. A virada começou no fim do ano passado, quando foi aberto em Ipanema o Studio RJ, filial do badalado Studio SP. Na última semana, aconteceram também os primeiros shows do Casarão Ameno Resedá, no Catete, cuja programação evoca a sonoridade da Lapa.

Assim como seus concorrentes recém-inaugurados, a Miranda não tem o gigantismo de um HSBC Arena, capaz de receber 18?000 espectadores, ou mesmo do Citibank Hall, onde cabem 8?500. Ela vai abrigar, no máximo, 600 pessoas de pé. Sua aposta é na qualidade. A lista de artistas programados, por exemplo, não tem nada de modesta: quem abre os trabalhos é Gal Costa, apresentando o show do seu último disco, com músicas de Caetano Veloso. Serão seis sessões no decorrer de duas semanas, no prenúncio de uma ideia dos administradores: promover, sempre que possível, temporadas mais longas. Que os pedidos de bis ecoem pela Lagoa.

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Fonte: VEJA RIO