DIVERSÃO

Noite feliz e agitada

Baladas após a ceia de Natal prometem animar uma data que já foi mais sossegada

Por: Carolina Barbosa - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Na última semana do ano, a virada do dia 24 para o 25 sempre seguiu um ritual com pequenas variações. Pais, filhos, avós, tios, sobrinhos e amigos se encontram na casa de um deles para confraternizar, com distribuição de presentes e em torno da ceia. Passada a meia-noite, após algumas cervejas, todos estão de volta ao seu lar. Essa liturgia ganhou agora um novo estágio. Em vez de se recolherem, os mais jovens têm aproveitado a data para esticar na balada. É crescente a quantidade de festas programadas exatamente para a madrugada do Natal. "A juventude está cada vez menos apegada à tradição e quer ver os amigos depois da troca de presentes e de aturar o tio bêbado. Ninguém está a fim de dormir", diz o carioca Lucas Rizzotto, sócio da produtora de eventos GoParty, responsável por organizar pelo segundo ano consecutivo a Jingle Bell Rock, na Casa da Matriz. Há outras atrações agendadas (veja o quadro). Debutante no ramo, o Praia Club, na Lagoa, receberá seus clientes na Xmas Party com uma ceia de frios e canapés, além de uma taça de espumante oferecida às damas. "Quanto mais intimista for a festa, melhor", afirma Felipe Ramalho, um dos produtores da noite na luxuosa boate Miroir, na Lagoa, que terá máquina de espuma de gelo, para simular neve, e distribuição de gorro vermelho.

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(Foto: Redação Veja rio)

Comuns em metrópoles estrangeiras como Nova York e Los Angeles, onde casas noturnas funcionam na madrugada do dia 25, as baladas natalinas foram introduzidas no Rio no fim dos anos 70, por iniciativa do empresário Ricardo Amaral. Antenado com o movimento lá fora, ele trouxe a novidade para a boate Hippopotamus, hoje extinta. Deu tão certo que a atração foi levada à discoteca Papagaio. "Virou referência. Era uma festa muito disputada", lembra Amaral. O agito foi seguido mais tarde pela boate Baronetti, comandada pelo filho Rick Amaral, mas aos poucos perdeu o fôlego, para só voltar com força agora. Como se vê, o Natal é dia de celebrar também na pista.

Fonte: VEJA RIO