ROTEIRO DA SEMANA

Exposições

Percorremos as melhores exposições da semana para indicar o que você não pode perder

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

ESTREIAS

CHIARA BANFI. Marca do trabalho da artista, o diálogo das artes plásticas com a música está no cerne da individual No No Yes Please. Ela evoca esse universo em doze criações, a exemplo dos dois polípticos de doze peças que encerram, cada uma delas, um LP não gravado e uma capa. Há ainda uma série de seis obras que representam violões, mas sem as caixas acústicas, apenas com escudos de acrílico que fazem referência a marcas famosas como Fender e Gibson. R$ 18?000,00 a R$ 30?000,00. Galeria Silvia Cintra + Box 4. Rua das Acácias, 104, Gávea, ☎ 2521-0426. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 12h às 18h. Grátis. Até 26 de abril. A partir de quarta (27). www.silviacintra.com.br.

CLAUDIA HERSZ. Em Ao Modo Quase Clássico, a artista intervém de maneira bem-humorada em objetos antigos, dando a eles um toque de modernidade. São exemplos desse método uma cadeirinha de criança forrada com tapeçaria francesa, que esconde na ilustração sandálias de plástico e garrafas PET, e uma bolsa estampada com um casal em cena idílica, exceto pelo fato de que a mulher está segurando uma metralhadora. R$ 2?000,00 a R$ 16?000,00. Galeria Jaime Portas Vilaseca. Avenida Ataulfo de Paiva, 1079, loja 109, Leblon, ☎ 2274-5965. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h. Grátis. Até 11 de maio. A partir de quarta (27). www.portasvilaseca.com.br.

JOAQUIM PAIVA. Maior colecionador brasileiro de fotografia contemporânea, o carioca radicado nos Estados Unidos também se arrisca como fotógrafo. Aqui, ele apresenta doze séries realizadas entre 1972 e 2007, em um total de 67 imagens que perpassam várias fases de sua trajetória. Há ainda o vídeo Cinzas, de 2011. Curadoria de Betch Cleinman. Espaço Sesc ? Galeria. Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, ☎ 2547-0156. Terça a domingo, 14h às 18h. Grátis. Até 7 de julho. A partir de quinta (28).

ÚLTIMA SEMANA

✪✪✪ JAN BANNING. Nascido na Holanda, o premiado fotógrafo estudou história econômica e social ? disciplina que decididamente influenciou seu trabalho. Um de seus projetos, Bureaucratics, reúne uma série de imagens de repartições de oito países: Bolívia, China, França, Índia, Libéria, Rússia, Iêmen e Estados Unidos. A empreitada deu origem a um livro e uma exposição itinerante, atualmente no Rio. Ao reunir as 39 fotos, tiradas da perspectiva de quem chega para consultar o funcionário, Banning estabelece uma refinada comparação entre símbolos da burocracia ? e, por vezes, da cultura de forma mais ampla ? nos cinco continentes. Seus retratos são plenos de significados, como demonstra o registro feito no escritório do Ministério dos Dízimos e Esmolas da cidade de Al-Mahwit, no Iêmen, onde trabalha a mulher inteiramente coberta por uma burca. Centro Cultural Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro, ☎ 3261-2550, ? Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até domingo (31).

✪✪✪ EDUARDO BERLINER. O carioca Berliner apresenta cerca de trinta criações figurativas de dimensões variadas. Há desenhos em técnica mista, aquarelas e óleos sobre tela, além de duas esculturas e dois vídeos. Para além das cenas retratadas ? na verdade, fragmentos de situações ora cotidianas, por vezes surrealistas e até violentas ?, a montagem chama atenção: os trabalhos ocupam a maior parte das quatro paredes do espaço, sem gradação de importância a definir as posições, o que estimula o público a criar seu próprio percurso de visitação e buscar uma narrativa nas inúmeras associações possíveis entre as obras expostas. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até domingo (31).

EM CARTAZ

✪✪✪ O ABRIGO E O TERRENO ? ARTE E SOCIEDADE NO BRASIL I. Leia em Veja Rio Recomenda. Museu de Arte do Rio. Praça Mauá, s/nº, Zona Portuária, ☎ 2203-1235. Terça a domingo, 10h às 17h. R$ 8,00. Grátis às terças. Meia-entrada para estudantes de escolas particulares e universitários. De quarta a domingo, grátis para alunos da rede pública, crianças de até 5 anos, pessoas com mais de 60 anos e professores da rede pública. Até 14 de julho. www.museumar.com.

AQUISIÇÕES ? PRÊMIO MARCANTONIO VILAÇA/FUNARTE. Em novembro passado, o MAM venceu o Prêmio Marcantonio Vilaça/Funarte, para aquisição de obras de arte. O valor pago permitiu a compra de obras de Carlos Vergara, Emil Forman, Cao Guimarães e Maria Nepomuceno ? os trabalhos dos três primeiros são apresentados nesta coletiva. Vergara exibe uma série de criações gráficas e fotografias produzidas desde a década de 60. Forman comparece com uma instalação composta de 2?500 imagens que ele já havia apresentado no próprio Museu de Arte Moderna em 1975. Guimarães é o autor de uma videoinstalação e das fotografias da série Gambiarra. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 3883-5600. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 12,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e para todos na quarta, a partir das 15h. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até 12 de maio. www.mamrio.com.br.

CANTOS CUENTOS COLOMBIANOS. Criada em 2000 pela bilionária suíça Ruth Schmidheiny, a Daros Latinamerica é uma das mais diversificadas coleções de arte latino-americanas na Europa. Primeiro espaço fixo de exibição deste acervo fora de Zurique, a Casa Daros, em Botafogo, foi inaugurada com essa mostra de arte contemporânea da Colômbia. Sob curadoria do alemão Hans-Michael Herzog, a exposição reúne 75 obras de dez artistas daquele país: Nadín Ospina, Doris Salcedo, Fernando Arias, José Alejandro Restrepo, Juan Manuel Echavarría, Maria Fernanda Cardoso, Miguel Ángel Rojas, Oscar Muñoz, Oswaldo Macià e Rosemberg Sandoval. A seleção inclui fotografias, instalações, vídeos, impressões, objetos e esculturas. Casa Daros. Rua General Severiano, 159, Botafogo, ☎ 2275-0246. Quarta a sábado, 12h às 20h; domingo, 12h às 18h. Grátis até 14 de abril. A partir de 15 de abril: R$ 12,00. Grátis para crianças de até 12 anos e às quartas. Meia-entrada para idosos e estudantes com mais de 12 anos. A bilheteria fecha meia hora antes do término do horário de visitação. Até 24 de agosto. www.casadaros.net.

✪✪✪ O COLECIONADOR: ARTE BRASILEIRA E INTERNACIONAL NA COLEÇÃO BOGHICI. Leia em Veja Rio Recomenda. Museu de Arte do Rio. Praça Mauá, s/nº, Zona Portuária, ☎ 2203-1235. Terça a domingo, 10h às 17h. R$ 8,00. Grátis às terças. Meia-entrada para estudantes de escolas particulares e universitários. De quarta a domingo, grátis para alunos da rede pública, crianças de até 5 anos, pessoas com mais de 60 anos e professores da rede pública. Até 1º de setembro. www.museumar.com.

CONVITE À VIAGEM ? RUMOS ARTES VISUAIS 2012/2013. Resultado do mais recente edital do programa do Instituto Itaú Cultural para artes visuais, a coletiva reúne 108 obras de 45 artistas de todas as regiões do país. Como é de esperar em uma exposição desse tipo, o leque é abrangente: pintura, fotografia, vídeo e instalação são algumas das técnicas apresentadas. Curadoria de Agnaldo Farias. Paço Imperial. Praça XV de Novembro, 48, Centro, ☎ 2215-2093. Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até 19 de maio. www.pacoimperial.com.br.

DENIS COSAC. Aos 28 anos, o carioca já expôs seu trabalho no Carrousel du Louvre, galeria no subsolo do mais famoso museu de Paris. Nesta individual, ele apresenta treze obras: uma instalação e grafismos e acrílicas sobre tela. R$ 800,00 a R$ 8?000,00. Tramas Galeria de Arte. Avenida Atlântica, 4240 (Shopping Cassino Atlântico), loja 219, ☎ 2287-2036. Segunda a sábado, 11h às 18h. Grátis. Até 13 de abril.

✪✪✪✪ FOTOLIVROS LATINO-AMERICANOS. Com curadoria de Horacio Fernández, historiador e professor na Facultad de Bellas Artes de Cuenca, na Espanha, a mostra apresenta livros de fotografia da América Latina publicados desde os anos 1920. São 66 títulos, além de uma ampla seleção de fotos e vídeos produzidos a partir dos registros dos livros. A especificidade do tema não torna a exposição menos atraente. Interessantes textos informativos explicam como os fotolivros assumiram uma grande variedade de papéis ao longo dos anos ? da propaganda política ao registro de momentos históricos, como a revolução mexicana, passando por imagens mais conceituais. Vale se deter na obra de dois brasileiros: Miguel Rio Branco exibe as fotos a um só tempo belas e incômodas do livro Nakta (1996), e José Medeiros assina o trabalho de alto valor antropológico reunido em Candomblé (1957). Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, ☎ 3284-7400. → Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Estac. grátis. Visitas guiadas de terça a sexta, às 17h. Até 16 de junho.

HUGO HOUAYEK. Em Sobre Reflexos e Cores, o artista investiga as possibilidades do campo pictórico no que diz respeito às cores. Dentro da CosmoCopa, ele exibe Lanças Azuis, obra composta de doze objetos apoiados na parede, 1001 Cores, vídeo que alude à história de Sherazade, e Cadáver Esquisito, um texto escrito a quatro mãos, em colaboração com Fernando Gerheim. No corredor do Shopping dos Antiquários, onde fica a galeria, apresenta uma obra em parceria com Renato Baratcho, que se vale do áudio de uma fita cassete. R$ 500,00 a R$ 5?000,00. CosmoCopa Arte Contemporânea. Rua Siqueira Campos, 143 (Shopping Cidade Copacabana), sala 32, ☎ 2236-4670, ? Siqueira Campos. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 16h. Grátis. Até 2 de abril. www.cosmocopa.com.

✪✪✪ IVAN SERPA. Um dos grandes representantes do movimento concretista brasileiro, Serpa (1923-1973) tem 97 criações reunidas na exposição, realizada com curadoria de outro artista: Adriano de Aquino. O estilo geométrico que lhe deu fama está presente na seleção, mas a ideia da mostra é oferecer um acervo mais abrangente. Assim, são exibidos também alguns trabalhos figurativos na coleção de telas e desenhos, incluindo naturezas-mortas do início de sua carreira. Chama atenção uma obra inacabada de 1973, na qual é possível tentar antever a ideia final do artista. É só uma pena que na montagem não tenha havido qualquer preocupação em situar o visitante, contextualizando a carreira de Serpa e sua importância para a arte brasileira. Caixa Cultural ? Galeria 2. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 3980-3815, ? Carioca. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 28 de abril. www.caixacultural.com.br.

LAERCIO REDONDO. Em Contos sem Reis, o artista promove um diálogo com a história e a arquitetura da Casa França-Brasil. No salão central está a obra Ponto Cego, uma construção de madeira de 12 metros de largura por 4 de altura na qual se lê a palavra ?revolver? (no sentido de investigar ou examinar). Uma das salas laterais abriga três trabalhos inéditos nos quais Redondo se apropria de imagens do livro Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, de Jean-Baptiste Debret (1768-1848). Por fim, a escultura sonora Carmen Miranda ? Uma Ópera da Imagem aborda a imagem da cantora. Casa França-Brasil. Rua Visconde de Itaboraí, 78, Centro, ☎ 2332-5120. Terça a domingo, 10h às 20h. Grátis. Até 5 de maio.

LASAR SEGALL. Um dos mais importantes nomes do modernismo brasileiro, Lasar Segall (1891-1957) tem 61 obras reunidas em Percursos no Papel. Como sugere o nome, todos os trabalhos têm o papel como suporte: são desenhos, aquarelas, guaches e gravuras em diversas técnicas. Curadoria de Adrienne Firmo. Caixa Cultural ? Galeria 4. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 3980-3815, ? Carioca. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 28 de abril. www.caixacultural.com.br.

✪✪ LAURA ERBER. Musa sem Cabeça reú­ne uma série de telegramas que a artista enviou ao ?Senhor MAM?, como ela se refere ao Museu de Arte Moderna. Os textos trazem poemas, citações, ficção, registros de cenas vistas no museu e perguntas. A ideia é curiosa, mas a montagem da exposição, com os telegramas pregados em cavaletes, soa monótona ao visitante menos afeito às idiossincrasias da arte contemporânea. Curadoria de Luiz Camillo Osorio. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 3883-5600. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 12,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e para todos na quarta, a partir das 15h. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até 14 de abril. www.mamrio.com.br.

✪✪✪ LUGAR NENHUM. Oito artistas contemporâneos brasileiros estão reunidos nesta coletiva: os pintores Rodrigo Andrade, Marina Rheingantz e Ana Prata, e os fotógrafos Celina Yamauchi, Lina Kim, Luiza Baldan, Rubens Mano e Sofia Borges. O acervo conta com 56 obras que, em sua maioria, evocam lugares vazios e não identificados. Há um curioso diálogo entre os trabalhos. Enquanto os pintores criam suas telas a partir de imagens fotográficas, os fotógrafos muitas vezes se valem de manipulações nas imagens. Curadoria de Lorenzo Mammì e Heloisa Espada. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, ☎ 3284-7400. → Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Estac. grátis. Visitas guiadas de terça a sexta, às 17h. Até 2 de junho.

LUIZA BALDAN. A videoinstalação Índice é a única obra que a artista apresenta no MAM. O trabalho consiste em uma câmera de segurança instalada em uma parede externa do museu, que capta imagens e as transmite, em tempo real, para uma tela na mesma parede, porém na parte interna. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 3883-5600. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 12,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e para todos na quarta, a partir das 15h. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até 2 de junho. www.mamrio.com.br.

✪✪✪ A MÃO LIVRE DE LUIZ CARLOS RIPPER. Um dos grandes cenógrafos e figurinistas do teatro e do cinema brasileiros, o carioca Ripper (1943-1996) tem sua trajetória merecidamente celebrada nesta exposição, montada sob a curadoria de Lidia Kosovski. O rico acervo reúne cerca de 200 desenhos, croquis e escritos, apresentados em originais, reproduções e imagens projetadas, além fotos de cena e fragmentos de filmes que contaram com a sua participação. Na seção dedicada à atuação de Ripper no teatro, sua importância é destacada de maneira curiosa: em vez dos tradicionais textos explicativos, há críticas reais de peças nas quais ele trabalhou, dando um testemunho mais vivo do impacto que seu trabalho promoveu. Atenção para as maquetes dos inovadores cenários de Hoje É Dia de Rock (1971), no qual o cenógrafo pôs uma passarela atravessando a plateia, e Avatar (1974), realizado nos arredores dos pilotis do Museu de Arte Moderna. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, ☎ 2253-1580. → Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 21 de abril. www.correios.com.br.

✪✪✪✪ MÁRCIA X. Uma das artistas mais provocadoras de sua geração é homenageada com a retrospectiva Arquivo X. A ambientação é tão instigante quanto a trajetória da carioca Márcia Pinheiro de Oliveira (1959-2005): instalações, objetos, desenhos e pinturas misturam-se de forma orgânica a um sem-número de documentos pessoais. Performances que deram notoriedade à artista são lembradas. Está lá, por exemplo, a polêmica Desenhando com Terços, resultado de uma apresentação de 2000, em que Márcia dispunha os objetos religiosos no chão, formando imagens de órgãos sexuais masculinos. Silhuetas fálicas, aliás, espalham-se pela mostra ? cujo acesso é proibido para menores de 18 anos. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 3883-5600. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 12,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e para todos na quarta, a partir das 15h. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até 14 de abril. www.mamrio.com.br.

MARIA LYNCH. Nascida em 1981, a carioca é uma das mais destacadas artistas de sua geração. Na individual Acontecimento Encarnado ela reúne dez pinturas em grandes dimensões, duas em formato menor, uma instalação e um vídeo. A partir de R$ 22?000,00. Anita Schwartz Galeria de Arte. Rua José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea, ☎ 2274-3873 e 2540-6446. Segunda a sexta, 10h às 20h; sábado, 12h às 18h. Grátis. Até 13 de abril.

MARTA JOURDAN. Na maior individual de sua carreira, a artista exibe uma série de esculturas cinéticas e um filme. Toda a produção é recente, feita entre 2008 e 2012, e os trabalhos têm alguma ligação com líquidos ? água, óleo e até estanho derretido. Galeria Laura Alvim. Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema, ☎ 2332-2017. Terça a domingo, 13h às 21h. Grátis. Até 28 de abril.

✪✪✪ MOVIE-SE: NO TEMPO DA ANIMAÇÃO. Idealizada pelo Barbican Centre, prestigiada instituição londrina, a mostra reúne mais de 100 filmes de vários estilos, épocas e nacionalidades. Há produções históricas, como A Música (1903), de Georges Méliès, na qual a cabeça do pioneiro realizador é magicamente arremessada contra uma partitura. Betty Boop, Zé Colmeia, Pernalonga e Branca de Neve dividem espaço com animações japonesas, a exemplo de Akira, de Katsushiro Otomo, e filmes que só existem graças a animadores, como Jurassic Park. Entre as surpresas, Vincent (1982), curta de Tim Burton, expõe o estilo soturno que viria a se tornar marca registrada do diretor do recente Frankenweenie. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro,

☎ 3808-2020. Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 7 de abril.

✪✪✪✪ UM OLHAR SOBRE O BRASIL. Com cerca de 300 fotografias, a mostra abarca quase dois séculos de Brasil, de 1833 a 2003. Para contar tanta história, personagens conhecidos e anônimos dividem espaço nos retratos. Em uma das salas se concentra o material mais antigo ? há poses tanto de dom Pedro II quanto de tipos simples, mas expressivos, a exemplo do vendedor de vassouras imortalizado por Marc Ferrez em 1899. A foto como documento revela cenas da Guerra de Canudos, no alvorecer da República, da construção de Brasília e da repressão política durante a ditadura militar, entre outros momentos. Multiplicam-se no acervo nomes representativos dos mais variados campos de atuação. A lista vai do presidente Getúlio Vargas ao compositor Chico Buarque, passando por Lampião, o cangaceiro, e Leônidas da Silva, o craque da bola. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 7 de abril.

A ORIGEM DE TUDO. Compõem a coletiva cerca de trinta obras recentes de três artistas contemporâneos: Jeanete Musatti, Nazareth Pacheco e Walmor Corrêa. Fotografias, objetos e pequenas instalações estão no acervo. A partir de R$ 10?000,00. Luciana Caravello Arte Contemporânea. Rua Barão de Jaguaripe, 387, Ipanema, ☎ 2523-4696. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 14h. Grátis. Até 16 de abril. www.lucianacaravello.com.br.

POLARIDADES ? COLEÇÕES MAM. Montada sob curadoria de Luiz Camillo Osorio e Marta Mestre, a exposição celebra 65 anos de fundação do MAM. São apresentadas 27 obras, produzidas entre 1950 e 1974 em diferentes técnicas e suportes. Todos os trabalhos pertencem a dois acervos: o do próprio MAM e o do colecionador Gilberto Chateaubriand, que é cedido em comodato ao museu. Oito artistas do mais alto calibre, entre brasileiros e estrangeiros, estão representados. Integram a lista os alemães Gerhard Richter e Josef Albers, o belga Henri Michaux, o americano Jackson Pollock, o gaúcho Iberê Camargo, o carioca Ivan Serpa e os mineiros Willys de Castro e Lygia Clark. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 3883-5600. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 12,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e para todos na quarta, a partir das 15h. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até 12 de maio. www.mamrio.com.br.

✪✪✪✪ RIO DE IMAGENS: UMA PAISAGEM EM CONSTRUÇÃO. Leia em Veja Rio Recomenda. Museu de Arte do Rio. Praça Mauá, s/nº, Zona Portuária, ☎ 2203-1235. Terça a domingo, 10h às 17h. R$ 8,00. Grátis às terças. Meia-entrada para estudantes de escolas particulares e universitários. De quarta a domingo, grátis para alunos da rede pública, crianças de até 5 anos, pessoas com mais de 60 e professores da rede pública. Até 28 de julho. www.museumar.com.

RUBEM GRILO. Mineiro radicado no Rio, um dos maiores gravadores brasileiros ganha retrospectiva, batizada de A Trajetória do Artista. A seleção reúne 123 xilogravuras produzidas desde os anos 70. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro, ☎ 2219-8474, ? Cinelândia. → Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 17h. Grátis. Até 5 de maio. www.mnba.gov.br.

VINÍCIUS S.A. Em Lágrimas de São Pedro, o artista baiano exibe uma única instalação. A obra é formada por 6?000 lâmpadas cheias d?água, presas ao teto e pendendo de diferentes alturas. Ao entrar no ambiente, o visitante tem a sensação de estar em meio a uma chuva. Caixa Cultural ? Galeria 1. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 3980-3815, ? Carioca. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 5 de maio. www.caixacultural.com.br.

✪✪✪✪ VONTADE CONSTRUTIVA NA COLEÇÃO FADEL. Leia em Veja Rio Recomenda. Museu de Arte do Rio. Praça Mauá, s/nº, Zona Portuária, ☎ 2203-1235. Terça a domingo, 10h às 17h. R$ 8,00. Grátis às terças. Meia-entrada para estudantes de escolas particulares e universitários. De quarta a domingo, grátis para alunos da rede pública, crianças de até 5 anos, pessoas com mais de 60 e professores da rede pública. Até 7 de julho. www.museumar.com.

Fonte: VEJA RIO