ROTEIRO DA SEMANA

Exposições

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

ESTREIAS

CHAPLIN E SUA IMAGEM. Leia em Veja Rio Recomenda. Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. Rua Luís de Camões, 68. Centro, ☎ 2232-4213 e 2242-1012. Terça a sexta, 11h às 18h; sábado, domingo e feriados, 11h às 17h. Grátis. Até 29 de abril. A partir de quarta (7).

DERLON ALMEIDA. Acostumado a transitar por diversas searas, o pernambucano Derlon Almeida já fez cenário de peça, projeto gráfico de CD e até trabalhos para adornar restaurantes. Nesta individual, batizada de Reis, Rainhas e Plebeus, o artista imprime um toque de street art a obras feitas com outras técnicas. Espaço Cultural Eletrobras Furnas. Rua Real Grandeza, 219, Botafogo, ☎ 2528-3112. Terça a sexta, 14h às 18h; sábado e domingo, 14h às 19h. Grátis. Até 6 de maio. A partir de sexta (9).

GESTO AMPLIFICADO. Sob curadoria de Alê Souto, também um dos expositores, a mostra inclui dez artistas contemporâneos do Brasil, do México e da Argentina. Os visitantes podem conferir uma variada gama de obras, que passam por técnica mista, fotografia, desenho, vídeo, pintura e até uma instalação do portenho Pablo Rosales. Caixa Cultural ? Galeria 1. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 2544-4080, ? Carioca. → Terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 22 de abril. A partir de quinta (8). www.caixacultural.com.br.

GRAMÁTICAURBANA. Onze cariocas, egressos da arte urbana e que entraram em evidência nos últimos dez anos, estão reunidos na mostra batizada assim mesmo, com as palavras unidas. Com curadoria de Vanda Klabin, a maioria deles fez intervenções nas paredes do próprio espaço, misturando pintura e colagem, entre outras técnicas. Daniel Lannes aparece com a tela Chapa Quente, e Tiago Primo é representado por um trabalho em vídeo. Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. Rua Luís de Camões, 68. Centro, ☎ 2232-4213 e 2242-1012. Terça a sexta, 11h às 18h; sábado, domingo e feriados, 11h às 17h. Grátis. Até 20 de abril. A partir de domingo (11).

JAPÃO: UM ANO DEPOIS DO TERREMOTO. Após o pior terremoto da história do Japão, que atingiu 8,9 graus na escala Richter e matou milhares de pessoas, a tragédia é relembrada em cerca de 100 painéis fotográficos cedidos pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros daquele país. As imagens mostram como ficaram as cidades devastadas, mas também detalhes da reconstrução. Arquitetura, culinária, artesanato e paisagens da região de Tohoku, diretamente atingida pelo cataclismo, também são retratadas. Completa a exposição uma mostra de filmes japoneses, exibida com entrada franca. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/nº, Centro, ☎ 2550-9220. → Terça a sexta, 10h às 17h30; sábado, domingo e feriados, 14h às 18h. R$ 6,00. Grátis aos domingos e para menores de 5 anos e maiores de 65. A bilheteria fecha meia hora antes. Até 13 de maio. A partir de sexta (9). www.museuhistoriconacional.com.br.

JOSÉ RUFINO. O artista paraibano inaugura a temporada 2012-2013 da Sala A Contemporânea, do CCBB, dedicada à arte brasileira emergente, com programação idealizada pelo produtor Mauro Saraiva. Ele ocupa o espaço com uma única instalação, Divortium Aquarum, termo em latim que designa o limite entre águas ? a linha imaginária entre duas bacias fluviais, por exemplo. A obra conta com uma figura de resina reproduzindo a imagem de Rufino, tendo à sua frente uma série de barcos. Do lado oposto, uma estante aberta guarda 100 garrafões de vidro com água dos rios que desembocam na Baía de Guanabara. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 22 de abril. A partir de terça (6).

LAERCIO REDONDO. Pintor, escultor, arquiteto e mosaicista, Athos Bulcão (1918-2008), que colaborou com Oscar Niemeyer na construção da capital federal, inspira a mostra Lembrança de Brasília. Serão exibidas nove serigrafias sobre compensado de madeira, além de dois vídeos e uma pintura na parede. No vídeo Retoque, Redondo propõe a leitura de uma obra de Bulcão como partitura musical. Na pintura Restauro, ele utiliza pó de carvão nas paredes da galeria, numa referência ao processo pelo qual eram feitos os azulejos portugueses. R$ 8 000,00 a R$ 28 000,000. Galeria Silvia Cintra + Box 4. Rua das Acácias, 104, Gávea, ☎ 2521-0426. → Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 12h às 19h. Grátis. Até 5 de abril. A partir de quinta (8). www.silviacintra.com.br.

MODERNISMOS ? 90 ANOS DE 1922. Reunido com curadoria de Daniela Name e Marcus de Lontra Costa, o acervo presta homenagem às nove décadas da realização da Semana de 22, que marcou o início do modernismo no Brasil. Obras de artistas diretamente ligados ao evento, como Anita Malfatti e Di Cavalcanti, se juntam a trabalhos de outros modernistas, a exemplo de Tarsila do Amaral, Ismael Nery, Lasar Segall e Victor Brecheret. As transformações sofridas pela cidade do Rio na época são apresentada por meio de reproduções fotográficas. Há ainda uma sala especial dedicada a Mário de Andrade, em que são expostas as famosas fotografias feitas pelo escritor em sua viagem ao norte do país e a fita Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade. Caixa Cultural ? Galerias 2 e 3. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 2544-4080, ? Carioca. → Terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 29 de abril. A partir de terça (6). www.caixacultural.com.br.

PAULO PAES. A mostra Pneumática, do artista paraense radicado no Rio, é resultado de uma pesquisa sobre balões de papel, feita a partir do contato com essa prática nas zonas Norte e Oeste da cidade. Serão expostas nove esculturas de papel de seda, a menor com quase 3 metros e a maior com mais de 4 metros de altura, infladas por ventoinhas. Também será exibido um painel feito com o mesmo material. Palácio Gustavo Capanema ? Mezanino. Rua da Imprensa, 16, Centro, ☎ 2279-8089, ? Cinelândia. Segunda a sexta, 9h às 18h. Grátis. Até 4 de maio. A partir de terça (6).

TUTTO FELLINI. Leia em Veja Rio Recomenda. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, ☎ 3284-7400. → Terça a sexta, 13h às 20h; sábado, domingo e feriados, 11h às 20h. Grátis. Estac. grátis. Visitas guiadas terça a sexta, às 17h. Até 17 de junho. A partir de domingo (11). www.ims.com.br.

ÚLTIMA SEMANA

✪✪✪ ALEXANDRE MAZZA. Artista visual curitibano radicado no Rio, Mazza já integrou coletivas como Nova Escultura Brasileira ? Heranças e Diversidades e uma mostra que reuniu criadores ligados à marchande Luciana Caravello. Na primeira individual, Em Cada Gota Há um Arco-Íris, apresenta 25 inventivos trabalhos inéditos e em diferentes suportes. No acervo estão quatro caixas de luz da série Metamorfose 2 e seis objetos esféricos do conjunto Metamorfose ? Série Borboletas, compostos de restos do inseto desidratados, com uso autorizado pelo Ibama. A partir de R$ 6 000,00. Luciana Caravello Arte Contemporânea. Rua Barão de Jaguaribe, 387, Ipanema, ☎ 2523-4696. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 14h. Grátis. Até sábado (10). www.lucianacaravello.com.br.

✪✪✪✪ JOÃO MODÉ. Para o Silêncio das Plantas, a mostra do artista fluminense, começa logo na entrada do Parque Lage. Ali, o visitante encontra uma corda parcialmente dividida ao meio e cada parte atada no alto de uma palmeira. Logo adiante, as pontas unidas formam uma corda única que atravessa as portas de entrada e dos fundos das Cavalariças do Parque Lage e vai dar na floresta atrás do imóvel, onde o outro extremo é amarrado a uma árvore fora do alcance de visão. No interior da mata há duas passarelas de madeira por onde o visitante caminha e ouve, por meio de alto-falantes, músicas e sonoridades variadas, de composições clássicas e populares a gravações de rituais indígenas, música eletrônica e sons de animais. No interior do espaço expositivo há um desenho na parede, que Modé vem criando ao longo do período da mostra ? com sorte, dá para vê-lo ali, em ação. Escola de Artes Visuais do Parque Lage ? Cavalariças. Rua Jardim Botânico, 414, Jardim Botânico, ☎ 3257-1800. Segunda a quinta, 12h às 20h; sexta a domingo e feriados, 9h às 17h. Grátis. Até domingo (11). www.eavparquelage.rj.gov.br.

A PRIMEIRA DO ANO. Abraham Palatnik, Carlos Zilio, Claudia Bakker, Daisy Xavier, Nuno Ramos, Suzana Queiroga e Waltercio Caldas estão entre os 21 nomes que integram a coletiva com trabalhos em diferentes suportes. Ana Holck exibe uma escultura com bloco de concreto e lâminas de acrílico sextavadas. Desdobramento de pesquisas da artista, a peça ? um múltiplo com tiragem de dez exemplares ? foi inspirada na criação apresentada na exposição Lost in Lace, realizada na Inglaterra, em outubro de 2011. R$ 3 400,00 a R$ 23 000,00. Anita Schwartz Galeria de Arte. Rua José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea, ☎ 2274-3873. Segunda a sexta, 10h às 20h; sábado, 12h às 18h. Grátis. Até sábado (10). www.anitaschwartz.com.br.

EM CARTAZ

✪✪✪ ÁGUA RIO DE JANEIRO. Vista por mais de 200 000 visitantes na Oca, em São Paulo, a mostra sobre o universo da água é exibida em versão reduzida no Rio, dividida em quatro módulos. No primeiro, Desaguar, são apresentadas obras do inglês William Pye e dos brasileiros Rejane Cantoni, Raquel Kogan e Leonardo Crescenti. No último módulo, Infiltração, o visitante assiste à simulação de uma enchente, acompanhada de dentro de um casebre cenográfico. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/nº, Centro, ☎ 2550-9220. → Terça a sexta, 10h às 17h30; sábado, domingo e feriados, 14h às 18h. R$ 20,00 (seg. a sáb.); R$ 14,00 (dom.). Grátis para menores de 5 anos, pessoas com mais de 65 e no segundo domingo do mês. A bilheteria fecha meia hora antes. Até dia 22. www.museuhistoriconacional.com.br.

✪✪✪ AMEDEO MODIGLIANI. Mostra sobre o mais importante artista italiano do início do século XX: Amedeo Modigliani (1884-1920). Em sua curta carreira, ele produziu 320 pinturas e 27 esculturas. Com curadoria de Christian Parisot, presidente do Instituto Modigliani, responsável pela catalogação e certificação das obras, o acervo de 230 itens reúne dez pinturas de diferentes fases, além de cinco esculturas e sessenta desenhos originais. Também são exibidos 24 trabalhos assinados por amigos com quem Modigliani conviveu em Paris, a exemplo de uma gravura de Pablo Picasso e uma pintura do japonês Léonard Foujita, além de fotografias e correspondência. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro, ☎ 2219-8474, ? Cinelândia. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 17h. R$ 8,00. Grátis aos domingos. Até 15 de abril. www.mnba.gov.br.

BRUNO VILELA. Natural do Recife, o artista apresenta quatro telas da série Ouroborus, que dá nome à exposição ? a palavra se refere ao conhecido símbolo que mostra uma cobra (às vezes, um dragão) devorando a própria cauda. São óleos de grandes dimensões, alguns com 3,5 metros de altura, como o quadro sem título que exibe um barco à deriva. Completam o acervo cinco criações em técnica mista, de desenho e colagem. Bastante coloridas, elas foram feitas com materiais inusitados, a exemplo de um rótulo de cachaça e uma embalagem de papel de seda. R$ 6 500,00 a R$ 26 000,00. Galeria Laura Marsiaj. Rua Teixeira de Melo, 31 C, Ipanema, ☎ 2513-2074. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 16h. Grátis. Até 28 de abril.

✪✪✪ DIÁLOGOS ? FAYGA OSTROWER E ALEX GAMA. Polonesa de família judia, Fayga Ostrower (1920-2001) se dedicou principalmente à gravura. A mesma paixão serve de guia para o trabalho do fluminense Alex Gama, especialista em xilogravura. Uma espécie de conversa silenciosa entre ambos é o que propõe a mostra, que tem como curadores o próprio Gama e Noni Ostrower, filha de Fayga. A posição dos trabalhos foi pensada de modo a ressaltar eventuais semelhanças no estilo de cada um. De Fayga, são 56 obras, entre elas uma série de desenhos expostos pela última vez em 1963. Há também dez belas padronagens em tecido que a autora desenvolveu para decoração. De Gama foram escolhidas trinta xilogravuras e nove matrizes. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, ☎ 2253-1580. → Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 19. www.correios.com.br.

✪✪✪ ENTRE TRÓPICOS ? 46º05?: CUBA/BRASIL. Pares formados por uma obra de cada país são exibidos para definir afinidades e contrastes entre 22 artistas, metade de Cuba, metade do Brasil. Além de apontar caminhos da cena contemporânea, a mostra revela outro traço comum às duas seleções nacionais: a irreverência. Esse é o efeito da aproximação de Mapa da Série Assim É Se Lhe Parece, quadro do paulista Nelson Leirner, com Vermelho sobre Negro ? Suprematismo Genético ? 1960/2011, instalação de Fernando Rodríguez e Francisco de la Cal feita de doze bonecos de touro vermelhos montados em vacas pretas. Caixa Cultural ? Espaço Livraria. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 2544-7666, ? Carioca. → Terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h. Grátis. Até dia 25. www.caixacultural.com.br.

FERNANDA GOMES. De volta ao Rio, após expor no México, a artista celebra vinte anos de carreira com sua maior individual no país. Integram a ocupação prosaicos objetos de madeira, vidro, papelão e utensílios domésticos, além de móveis comuns como um sofá, uma mesa de cozinha e um banco de ferro. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 2240-4944. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 8,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 4,00. Grátis para amigos do MAM e menores de 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 8,00 por grupo. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Até 22 de abril. www.mamrio.com.br.

GENTE. Ao escolher os trabalhos para a primeira atração do ano no Museu da Chácara do Céu, a curadora Anna Paola Baptista buscou representações de figuras humanas na rica coleção deixada pelo industrial Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968). A lista de artistas inclui Pablo Picasso, com a gravura de uma mulher em preto e branco, representante de sua fase cubista, e Candido Portinari, com um desenho da série dedicada a Dom Quixote. No total de 160 criações de 100 autores, estão ainda um torso grego do século V a.C. e pinturas da impressionista francesa Berthe Morisot, além de exemplares da arte popular de Mestre Vitalino. Museu da Chácara do Céu. Rua Murtinho Nobre, 93, Santa Teresa, ☎ 3970-1126. Quarta a domingo, 12h às 17h. R$ 2,00 (grátis às quartas). Menores de 12 anos e maiores de 65, professores e grupos escolares não pagam ingresso. Até 30 de julho.

✪✪✪ HIGH TECH/LOW TECH ? FORMAS DE PRODUÇÃO. Diretor do Instituto Goethe, Alfons Hug incumbiu-se da seleção de trabalhos de vinte artistas e coletivos do Brasil e de outros doze países ? Alemanha, Canadá, China, Colômbia, Curaçao, Estados Unidos, Índia, Nigéria, Suíça, Taiwan, Turquia e Vietnã. No acervo estão representações de objetos primitivos e sofisticadas invenções que, contrastadas, sugerem reflexões sobre avanços e retrocessos proporcionados pela tecnologia. Ilustra bem esse conceito o vídeo In Comparison, em que o alemão Harun Farocki estabelece paralelos entre a fabricação de tijolos na África e na Índia, por nativos, e o mesmo trabalho feito por robôs em indústrias da Suí­ça, da Áustria e da França. Entre os seis brasileiros selecionados, Mariana Manhães é autora da instalação Dentre (Lâmpadas). Oi Futuro Flamengo. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo, ☎ 3131-3060, ? Largo do Machado. → Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até 1º de abril. www.oifuturo.org.br.

(IN) POSSÍVEIS. Professores do Programa Aprofundamento, da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Anna Bella Geiger, Fernando Cocchiarale e João Modé dividem a curadoria da coletiva com trabalhos de dezessete artistas integrantes do curso. No acervo entram gravuras, fotografias, vídeos, pinturas, desenhos e objetos híbridos produzidos por nomes em ascensão como Alex Topini, Glaucia Mayer, Ícaro Lira, João Penoni, Juana Amorim, Louise D.D. e Rubens Pileggi. Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Rua Jardim Botânico, 414, Jardim Botânico, ☎ 3257-1800. Segunda a quinta, 9h às 22h; sexta a domingo e feriados, 9h às 17h. Grátis. Até 1º de abril. www.eavparquelage.rj.gov.br.

IRINA IONESCO. Famosa fotógrafa, a francesa de origem romena expõe dezoito imagens de mulheres, em preto e branco, em Invenções do Feminino. A controversa série que ela fez da filha, Eva, dos 4 aos 12 anos, está representada por três trabalhos. Outras criações escolhidas são Litanies pour une Amante Funèbre, de 1970, e Icône Byzantine, de 1978. Casa do Saber. Avenida Epitácio Pessoa, 1164, Lagoa, ☎ 2227-2237. Segunda a sexta, 11h às 20h. Grátis. Até 31 de maio. www.casadosaber.com.br.

IRMÃOS CAMPANA. Reconhecidos internacionalmente por seus trabalhos que fundem design e arte, os irmãos Humberto e Fernando estrelam duas exposições. No CCBB, Anticorpos se apresenta como a mais completa retrospectiva da dupla, com 200 obras feitas entre 1989 e 2009. A seleção das peças é de Mathias Schwarz-Clauss, também curador do Vitra Design Museum, na Alemanha, onde o acervo foi apresentado entre setembro de 2009 e fevereiro de 2010. São exibidos trabalhos de diversas coleções, além de criações feitas especialmente para Anticorpos, a exemplo de uma série de colagens em papel. Estão lá, entre outros móveis, a Cadeira Vermelha, peça mais emblemática dos Campana. Produzida pela fábrica italiana Edra, é construída com 300 metros de corda vermelha enrolados sobre estrutura de aço inox. A Arte de Sentar com Arte ? Irmãos Campana, na Luciana Caravello Arte Contemporânea, tem curadoria de Waldick Jatobá e reúne catorze cadeiras em edições limitadas. Preços sob consulta. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 6 de maio. Luciana Caravello Arte Contemporânea. Rua Barão de Jaguaripe, 387, Ipanema, ☎ 2523-4696. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 14h. Grátis. Até dia 31. www.lucianacaravello.com.br.

✪✪✪ NAN GOLDIN. Nas ousadas imagens de Heartbeat, a fotógrafa americana faz antropologia entre amigos e personagens do submundo. Crianças nuas, razão da polêmica levantada antes mesmo da abertura, aparecem em dois dos três slideshows exibidos, mas em situações prosaicas. Há mais provocação nos momentos afetivos dos cinco casais de Pulsação: eles passam do carinho ao sexo em narrativa embelezada pela música do inglês John Tavener, interpretada pela cantora Björk e pelo conjunto de cordas Brodsky Quartet. Balada da Dependência Sexual, a mais famosa produção da artista, embaralha fotos de festas, túmulos, consumo de drogas e pessoas machucadas, entre outras. Curiosamente, os retratos de drag queens em O Outro Lado são menos explícitos. Uma seleção mais leve completa a visita: são as quinze impressões da bela série Paisagens, delicados registros como Jesus no Rio, de 1997, retrato do Cristo Redentor envolto em nuvens, e Vulcão na Aurora (1996) ? o famoso Stromboli, na Itália. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 2240-4944. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 8,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 4,00. Grátis para amigos do MAM e menores de 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 8,00 por grupo. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Até 8 de abril. www.mamrio.com.br.

PEDRO VARELA. Fluminense de Niterói, 30 anos, Varela desenvolve desde 2005 a série Paisagens Flutuantes. Empregando materiais diversos, como canetas esferográficas, adesivos de vinil e papel, ele constrói imagens de cidades com formas lúdicas e coloridas. Desta vez, em Tropical, apresenta três óleos sobre tela de grandes formatos, pintados com variadas tonalidades de tinta azul, abrindo a segunda edição do Projeto Foyer. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 2240-4944. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. Grátis. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Até 22 de abril. www.mamrio.com.br.

✪✪✪ TARSILA DO AMARAL. Relíquia de família, um diário de viagens inspira a individual, a primeira dedicada à artista paulista realizada no Rio desde 1969. No caderno, Tarsila do Amaral (1886-1973) guardou ingressos, cartões, fotos e outros registros das muitas andanças que fez nos anos 20, quase sempre ao lado do modernista Oswald de Andrade (1890-1954), com quem foi casada. Impressões colhidas mundo afora (França, Grécia, Egito e Síria foram alguns dos seus destinos) refletem-se no acervo. Foram reunidas 72 obras, além de objetos pessoais, entre os quais o diário. Na lista das telas, a nata da coleção, estão Chapéu Azul (1922), criação do início de carreira, e Antropofagia (1929), marco de sua fase mais importante, além das pouco conhecidas O Lago (1928) e Crianças (Orfanato), de 1935. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 29 de abril.

UNIVERSO FEMININO. A condição da mulher é abordada não como tema, mas nas formas de produção estética presentes na coletiva com vinte trabalhos construídos pela artista plástica Nelly Gutmacher e suas ex-alunas Ana Sarabanda e Marilene Tapias. Cada integrante do trio explora um suporte determinado. Nelly apresenta fotomontagens digitalizadas, a exemplo de Espelho I, em que faz colagens com tecidos e papéis, recorta, remonta, fotografa e manipula a imagem final no computador, com resultado semelhante ao de pinturas abstratas. Marilene exibe mandalas feitas com técnica mista, em que utiliza colagem, tinta acrílica, pigmentos e materiais variados, como casca de ovo. Ana mostra monotipias sobre antigos tecidos, provenientes de vestidos que pertenceram às matriarcas de sua família e receberam bordados após a aplicação das camadas de tinta. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, ☎ 2253-1580. → Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 19. www.correios.com.br.

✪✪✪ VIVENDO NO VERMELHO. Depois de abrigar individuais de Ivan Cardoso e Jorge Fonseca, a galeria Graphos: Brasil surpreende mais uma vez com uma coleção unida pela presença do vermelho. São sessenta trabalhos produzidos por dezenove criadores de nove países. De Anish Kapoor é exibida uma rara litografia ? até hoje, o artista indiano, naturalizado inglês, famoso pelas esculturas de grandes dimensões, só incursionou pelas artes gráficas em duas séries. Vik Muniz comparece com a cativante foto Lengiz! After Ródtchenko ? Gordian Puzzle, uma composição com peças de quebra-cabeça que homenageia o fotógrafo e artista gráfico russo Aleksandr Ródtchenko (1891-1956). Surpreendem ainda as obras de autores anônimos concentradas na Sala Chinesa, dominada por uma instalação de dezesseis esculturas de louça e estilo kitsch. A partir de R$ 2 500,00. Graphos: Brasil. Rua Siqueira Campos, 143, 2º piso, Copacabana, ☎ 2256-3268, ? Siqueira Campos. Segunda a sexta, 11h às 19h; sábado, 11h às 18h. Grátis. Até dia 17.

FOTOGRAFIA

✪✪✪ SEBASTIÃO BARBOSA. Premiado no exterior e autor de trabalhos que integram a prestigiada Coleção Pirelli-Masp de Fotografia, Barbosa tem se dedicado a captar imagens de variados estilos e maneiras em mais de meio século de carreira. Na individual que leva seu nome, ele exibe fotografias feitas na tradicional técnica pinhole. São paisagens do Rio e de Paris, registradas em câmeras por ele construídas com latas e madeira. Também está exposto o conjunto de doze desses aparelhos artesanais ? com alguns deles, o fotógrafo obteve imagens panorâmicas em 360 graus de cartões-postais cariocas e parisienses. No centro da sala, um enorme totem de seis andares reúne cerca de 1 000 latas de todos os tipos, adquiridas de moradores de rua. Oi Futuro Ipanema. Rua Visconde de Pirajá, 54, Ipanema, ☎ 3201-3000, ? General Osório. Terça a domingo, 13h às 21h. Grátis. Até dia 25. www.oifuturo.org.br.

Fonte: VEJA RIO