ROTEIRO DA SEMANA

Exposições

Por: Rachel Sterman - Atualizado em

ÚLTIMA SEMANA

KARIM RASHID. O designer egípcio tem trabalhos em vinte importantes coleções do mundo ? como as do Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, e do Centro Georges Pompidou, em Paris. Na mostra Digipop, ele apresenta 21 obras inéditas, com técnicas mistas, como impressão digital em metacrilato, cerâmica, impressão em metal e estudos inéditos desenvolvidos para a exposição brasileira ? os trabalhos misturam geometria, tecnologias e materiais variados. A série faz um panorama dos conceitos criados por Rashid, que os expressa por meio de palavras inventadas como ?Pleasurtroniks?, ?Blobulism?, ?Globjectism?, ?Globalsim?, ?Essensualism? e ?Technorganiks?. R$ 2?500,00 a R$ 18?000,00. Luciana Caravello Arte Contemporânea. Rua Barão de Jaguaribe, 387, Ipanema, ☎ 2523-4696. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 14h. Grátis. Até sexta (23). www.lucianacaravello.com.br.

ROBERTO MAGALHÃES. Nome de relevo na arte contemporânea brasileira, Magalhães exibe, na individual Imaginário, trinta trabalhos inéditos. Sob curadoria de Edson Alexandre, pinturas e desenhos selecionados revelam um lado de fantasia na sua obra. ?Minha imaginação é expansiva, então não preciso me esforçar para que o quadro surja na minha frente?, explica o artista. R$ 5?000,00 a R$ 100?000,00. TNT Escritório de Arte. Estrada da Barra da Tijuca, 1636, Loja A1, bloco B (Itanhangá Center), Barra, ☎ 2495-5756. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado 10h às 14h. Grátis. Até sexta (23).

WAGDY RADWAN. Em sua segunda individual, o artista mineiro, radicado no Rio há quatro décadas, apresenta 32 peças que revelam sua ligação com as questões ambientais. Radwan cria há trinta anos, mas só em 2011 resolveu tornar pública sua produção ? a primeira individual, em março, reuniu criações do período entre 1982 e 1997. Nas obras, com nomes autoexplicativos como Desmatamento, Queimada, Funeral do Verde, aparece seu discurso engajado. Curiosamente, ele já trabalhou como madeireiro, mas, na arte, faz um inspirado mea-culpa. A exposição marca, ainda, o lançamento do livro Fate, uma compilação com sessenta obras e um texto confessional sobre sua época de madeireiro. R$ 5?000,00 a R$ 25?000,00. Almacén Galeria. Avenida Ayrton Senna, 2150 (CasaShopping), Barra, ☎ 3325-8622. Segunda, 12h às 22h; terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 15h às 21h. Grátis. Até sexta (23).

EM CARTAZ

AFONSO TOSTES. Mineiro de Belo Horizonte, o artista visual de 46 anos vive e trabalha no Rio desde 1989. Na individual Baque Virado, com curadoria de Luiz Camillo Osorio, apresenta oitenta xilogravuras da série Reino que reproduzem contornos de galhos de árvores sobre fundo vermelho. Completa a mostra a instalação Raiz, constituída de vinte esculturas esculpidas em madeira em formato de árvore, com folhas de ouro, dezenas de galhos e tubos de cobre. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 2240-4944. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 8,00. Fecha sábado (24) e domingo (25). A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 4,00. Grátis para amigos do MAM e menores de 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 8,00 por grupo. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Até 15 de janeiro de 2012. www.mamrio.com.br.

✪✪✪ ÁGUA RIO DE JANEIRO. Depois de levar mais de 200?000 visitantes à Oca, em São Paulo, a exposição chegou ao Rio em versão reduzida. No espaço de 1?000 metros quadrados ? oito vezes menor que o da montagem paulista ?, o universo da água é explorado em quatro módulos. No primeiro, Desaguar, são apresentadas obras do inglês William Pye e dos brasileiros Rejane Cantoni, Raquel Kogan e Leonardo Crescenti. Todos usam a água como matéria-prima. Na seção A Última Fronteira, o vídeo No Fundo, no Fundo mostra espécies marinhas, algumas desconhecidas, em várias profundidades do oceano. Em O Mundo d?Água, instalações, vídeos, projeções e textos educativos tratam da relação dos seres vivos com a água em situações diversas do cotidiano. No último módulo, Infiltração, um cubo interativo mostra os prejuízos que o homem já causou à natureza e aborda os riscos da escassez da água, além de oferecer ao visitante a simulação de uma enchente, acompanhada de dentro de um casebre cenográfico. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/nº, Centro, ☎ 2550-9220. → Terça a sexta, 10h às 17h30; sábado, domingo e feriados, 14h às 18h. Fecha sábado (24) e domingo (25). R$ 20,00 (seg. a sáb.); R$ 14,00 (dom.). Grátis para menores de 5 anos, pessoas com mais de 65 anos e no segundo domingo do mês. A bilheteria fecha meia hora antes. Até 22 de março de 2012. www.museuhistoriconacional.com.br.

✪✪✪ ÁLBUNS DE FAMÍLIA: A VIDA PRIVADA NO ACERVO DO CPDOC. O Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), divisão da Fundação Getulio Vargas, exibe pela primeira vez uma parte singular de seu rico acervo. No pequeno espaço expositivo, 150 imagens de diferentes épocas mostram homens públicos da história recente do país em situações prosaicas. As fotos trazem registros como os do general Ernesto Geisel tomando banho de mar no Havaí e de Getúlio Vargas preparando churrasco ao lado das netas. Espaço Cultural Fundação Getulio Vargas. Rua da Candelária, 6, Centro, ☎ 3799-5676. Segunda a sexta, 8h às 22h; sábado, 9h às 18h. Fecha sábado (24). Grátis. Até 2 de janeiro de 2012.

BRINQUEDOS EM RECIFE, ÍNDICE DE INVENÇÃO. Trabalhos lúdicos de mestres artesãos pernambucanos foram reunidos na mostra. Seis artistas expõem brinquedos como aviões, carrinhos, reco-reco, mané-gostoso, bola de meia, cinco marias e bonecas de pano. Esse processo de resgate da tradição popular nasceu de uma iniciativa do Museu do Homem do Nordeste, núcleo da Fundação Joaquim Nabuco. Em 1987, a instituição levou esses artistas a feiras que, além dos brinquedos, traziam outras manifestações da cultura popular, como comidas, histórias e música. Todos os objetos expostos estão à venda. R$ 5,00 a R$ 1?800,00. Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (Sala do Artista Popular). Rua do Catete, 179, Catete, ☎ 2285-0441, ? Catete. Terça a sexta, 11h às 18h; sábado e domingo, 15h às 18h. Fecha sábado (24) e domingo (25). Grátis. Até 8 de janeiro de 2012. www.cnfcp.gov.br.

CARLITO CARVALHOSA. Lugar Comum é a primeira mostra do artista depois da montagem de sua instalação sonora, A Soma dos Dias, no Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York ? entre agosto e novembro de 2011. De volta ao Rio, onde vive, o artista paulista exibe outras quatro instalações nas quais reflete sobre as paisagens e seus desdobramentos. Aparecem como matéria-prima em suas obras pontaletes de eucalipto, espelhos, tinta, tecidos, lâmpadas fluorescentes e alumínio. Quem assina a curadoria é Fernando Cocchiarale. Galeria Laura Alvim. Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema, ☎ 2332-2017, ? General Osório. Terça a domingo, 13h às 21h. Fecha sábado (24); domingo (25) a partir das 15h. Grátis. Até 4 de março de 2012.

CENTRO CULTURAL CORREIOS. Seis mostras ocupam o espaço no Centro. Em Um Século de Vivências num Porto Moderno: Rio de Janeiro ? 1910/2010 (✪✪), fotografias retratam o modo de vida das pessoas que habitam a região portuária da cidade. Além de imagens, há vídeos, mapas e cenários, resultado do trabalho de pesquisa realizado por Fernando Dumas, da Fiocruz, e Cezar Honorato, da UFF. As fotos são de Thony Serdoura. Já Anima (✪✪✪), do carioca Roberto Oliveira Costa, traz treze esculturas em tamanhos variados e um grande presépio. As criações de Costa reforçam a contradição entre o que se vê e a maneira de se expressar. Marcelo Frazão e Luis Christello (✪✪))apresentam quarenta fotografias e desenhos que mostram o Morro da Conceição de uma perspectiva apaixonada. Depois de cinco anos sem expor, Carina Bokel volta com Colmeia (✪✪), composta de um grande painel de 3,30 por 7,70 metros. A obra é uma junção de 26 partes menores, autônomas, que, vistas de longe, formam uma unidade. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, ☎ 2253-1580. Terça a domingo, 12h às 19h. Fecha sábado (24) e domingo (25). Grátis. Até 8 de janeiro de 2012. www.correios.com.br.

CÉSAR OITICICA FILHO. O sobrinho de Hélio Oiticica apresenta duas instalações inéditas. As obras da série Quântica são resultado de uma pesquisa que o artista desenvolve desde 2000, na qual faz uma transição da fotografia para a pintura a partir da luz. Em Núcleo Quântico, 100 cromos coloridos e translúcidos estão dispostos no espaço de maneira que, enquanto caminha, o espectador enxerga outras tantas cores, fruto da mistura entre os cromos. Na segunda instalação, Caixa de Dança, uma sala escura de 30 metros quadrados, o visitante veste um macacão coberto de luzes coloridas e dança ao som de músicas do grupo paulista Batuntã. A performance é gravada e enviada ao e-mail do espectador. Centro Cultural da Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro, ☎ 3261-2550, ? Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Fecha sábado (24) e domingo (25). Grátis. Até 22 de janeiro de 2012. www.ccjf.trf2.gov.br.

COLETIVA 11. Desde 2003, a galeria Mercedes Viegas promove no fim do ano uma coletiva com trabalhos dos artistas que representa, mostrando o que foi exposto durante o período ? incluindo nomes convidados ? e dando uma prévia do que será exibido na próxima temporada. Entre os trinta artistas escalados estão Waltercio Caldas, Luiza Baldan, Eduardo Sued e Luiz Monken. R$ 1??000,00 a R$ 40?000,00. Mercedes Viegas Arte Contemporânea. Rua João Borges, 86, Gávea, ☎ 2294-4305. Segunda a sexta, 12h às 20h; sábado, 16h às 20h. Fecha sábado (24) e domingo (25). Grátis. Até 15 de fevereiro de 2012. www.mercedesviegas.com.br.

✪✪✪ ELISA BRACHER. A escultora paulistana ocupa o Espaço Monumental do MAM com a instalação Ponto Final sem Pausas. Sua obra consiste em uma esfera de aço com 1,10 metro de diâmetro e 8 toneladas de peso, suspensa por cabos a 2 metros do chão, além de três imensas chapas de chumbo. Com 80 metros quadrados cada uma, as chapas, batizadas por Elisa de ?lençóis?, ficam dispostas nos sentidos vertical e horizontal. As diferentes tonalidades de cinza são influência do pintor russo naturalizado americano Mark Rothko (1903-1970) e suas telas da Capela Rothko, na cidade americana de Houston. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 2240-4944. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. Fecha sábado (24) e domingo (25). R$ 8,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 4,00. Grátis para amigos do MAM e menores de 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 8,00 por grupo. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Até 15 de janeiro de 2012. www.mamrio.com.br.

✪✪✪ EM TORNO DA ESCULTURA. Com curadoria de Guilherme Bueno, a coletiva apresenta trabalhos tridimensionais ? objetos, instalações e esculturas. São criações de Ana Holck, Ana Linnemann, Angelo Venosa, Antonio Manuel, Carla Guagliardi, Carlos Bevilacqua, Daisy Xavier, Estela Sokol, Felipe Cohen, Gonçalo Ivo, Gustavo Speridião, Ivens Machado e Otavio Schipper. R$ 15?000,00 a R$ 60?000,00. Anita Schwartz Galeria de Arte. Rua José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea, ☎ 2274-3873. Segunda a sexta, 10h às 20h; sábado, 12h às 18h. Fecha sábado (24) e domingo (25). Grátis. Até 7 de janeiro de 2012. www.anitaschwartz.com.br.

ESCOLA DE ARTES VISUAIS DO PARQUE LAGE. Duas exposições trazem criações de alunos da EAV. O Projeto Ensino_Arte_Rede 2011 é resultado do trabalho feito com estudantes da rede pública do Rio de Janeiro e do Recife, em parceria com o Núcleo de Arte e Tecnologia. Na mostra é exibido o jogo-arte desenvolvido pelos alunos e pela artista convidada Suzete Venturelli, com o uso da tecnologia da realidade aumentada e de recursos interativos. Já a coletiva Séries Gráficas em Processo reúne trabalhos de onze alunos de Fernando Lopes e dez estudantes da professora Evany Cardoso. Eles exibem criações em serigrafia, com bases fotográficas e intervenções gráficas. Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Rua Jardim Botânico, 414, Jardim Botânico, ☎ 3257-1800. Segunda a quinta, 9h às 22h; sexta a domingo e feriados, 10h às 17h. Fecha sábado (24) e domingo (25). Grátis. Até 15 de janeiro de 2012. www.eavparquelage.rj.gov.br.

FERNANDA GOMES. De volta ao Rio, após expor no México, a artista celebra vinte anos de carreira com sua maior individual no país, espalhada por todo o vão central do 2º andar do MAM. Sem recorrer a divisórias ou painéis, Fernanda traz móveis da sua própria casa para integrar uma instalação. Fazem parte da ocupação do espaço o sofá da sala, dissecado, a mesa da cozinha, um banco de ferro que serve de suporte para uma prateleira e objetos da sala de estar. Trata-se de uma tentativa de transferir o espaço onde se dá seu processo de criação para o ambiente de exposição. ?É uma continuidade da minha casa. Vou me expandir. Dar o espaço de que os objetos precisam. É como se eu tivesse um grande ateliê fora de casa?, diz. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 2240-4944. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. Fecha sábado (24) e domingo (25). R$ 8,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 4,00. Grátis para amigos do MAM e menores de 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 8,00 por grupo. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Até 22 de abril de 2012. A partir de sábado (17). www.mamrio.com.br.

FRANZ WEISSMANN. Cinquenta obras do artista nascido na Áustria e morto no Rio, em 2005, dão prosseguimento às comemorações do centenário de um dos maiores nomes das artes plásticas no Brasil. Na retrospectiva A Síntese e a Lírica Construtiva, o curador Marcus de Lontra Costa procurou selecionar criações que mostrassem três recortes do trabalho de Weissmann: local da ação, com trabalhos pensados para o espaço urbano; gesto criativo, com peças que exploram formas geométricas e sua articulação com materiais industriais; e método construtivo, que reúne maquetes e protótipos que têm como objetivo ?apresentar ao público o raciocínio e a estratégia construtiva que determina a ação do artista?, explica o curador. No acervo selecionado se sobressaem produções de grande formato, inéditas, elaboradas para a Bienal de Antuérpia nos anos 70. Centro de Arte Hélio Oiticica. Rua Luís de Camões, 68, Praça Tiradentes, ☎ 2242-1012, ? Presidente Vargas. → Terça a sexta, 11h às 18h; sábado, domingo e feriados, 11h às 17h. Fecha sábado (24) e domingo (25). Grátis. Até 12 de fevereiro de 2012.

✪✪✪ GABRIEL CENTURION. Artista paulistano de 33 anos, Centurion transita entre o grafite, a fotografia e o vídeo. Sua primeira individual no Rio foi batizada de Retratos de um Mundo Flutuante. Em texto de apresentação, o crítico de arte Fernando Gerheim destaca que os trabalhos têm uma estética entre as gravuras japonesas e a colagem videográfica, explorando imagens de personagens infantis em situações inusitadas, como os robôs Transformers, o ursinho Pooh e bichos de pelúcia. Constam do acervo pinturas de títulos curiosos, a exemplo de Macaco Noia, além de obras em pequenos formatos da série Fetiche. R$ 4?500,00 a R$ 8?500,00. Artur Fidalgo Galeria. Rua Siqueira Campos, 143, 2º piso, Copacabana, ☎ 2549-6278, ? Siqueira Campos. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h. Fecha sábado (24). Grátis. Até dia 30. www.arturfidalgo.com.br.

✪✪✪ GIORGIO VASARI: A INVENÇÃO DO ARTISTA MODERNO. Natural de Arezzo, o arquiteto e pintor Giorgio Vasari (1511-1574) ficou conhecido ao projetar importantes edificações e embelezá-las com afrescos. Levam seu jamegão, por exemplo, a Galeria Uffizi e o Palazzo Vecchio, ambos em Florença. Vasari ficaria mais lembrado por ser o primeiro historiador de arte de que se tem notícia. Ele lançou, em 1550, o pioneiro livro do gênero, As Vidas dos Mais Excelentes Pintores, Escultores e Arquitetos ? De Cimabue até Nossos Dias. Uma tradução brasileira da primeira edição, de 1550, foi lançada com o nome Vidas dos Artistas (WMF Martins Fontes; 856 páginas; R$ 125,00). Trata-se de um histórico catálogo com biografias de artistas que atuaram nos séculos anteriores, como Giovanni Cimabue (1240-1303), e também na época em que o autor viveu, caso de Michelangelo (1475-1564). Muitos atribuem a Vasari a conceituação desse período como ?Rinascita?, o que lhe valeu o título de Pai do Renascimento. Na mostra, com curadoria da historiadora Elisa Byington, estão 200 desenhos, gravuras e livros raros pertencentes ao acervo da Biblioteca Nacional. Entre os destaques, um exemplar original da segunda edição de seu livro mais famoso, impressa em 1568. Fundação Biblioteca Nacional ? Espaço Eliseu Visconti. Rua México, s/nº, Centro, ☎ 3095-3862, ? Cinelândia. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 17h. Sexta (23), 9h às 14h; fecha sábado (24) e domingo (25). Grátis. Até 31 de janeiro de 2012. www.bn.br.

ILUMINA. Em sua primeira exposição, o fotógrafo Ricardo Fuji, que já trabalhou em produções para televisão e grandes eventos musicais ? como Rock in Rio e show de Paul McCartney ?, apresenta uma série de imagens resultantes de uma experiência com fumaça. O artista clicou vários momentos da fumaça provocada por incenso e, posteriormente, aplicou técnica de espelhamento, criando curiosos formatos. Centro Cultural Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro, ☎ 3261-2550, ? Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Fecha sábado (24) e domingo (25). Grátis. Até 12 de fevereiro de 2012. www.ccjf.trf2.gov.br.

✪✪✪✪ ÍNDIA. Mostra com 380 objetos de arte popular, esculturas sacras, fotografias, pinturas e fragmentos de filmes de Bollywood, com curadoria do holandês radicado no Brasil Peter Tjabbes. O rico material perpassa um pouco da cultura do país asiático, cuja história remonta a 3300 a.C. São do segmento religioso as obras mais antigas, a exemplo da escultura de uma deusa-mãe datada de 200 a.C. Imagens de Raghubir Singh (1942-1999), um pioneiro na fotografia em cores, revelam cenários e personagens impressionantes. No 2º andar fica o setor de arte contemporânea da exposição, com criações em variados suportes concebidas por dezoito artistas, além de dois coletivos. Ali sobressai a instalação Elevador do Subcontinente, de Gigi Scaria ? com projeções de imagens nas paredes laterais de uma cabine, ela dá a sensação de que o visitante sobe e desce por vários andares, vislumbrando residências de indianos de classes diversas. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. → Terça a domingo, 9h às 21h. Fecha sábado (24) e domingo (25). Grátis. Até 29 de janeiro de 2012.

IVENS MACHADO. Um dos grandes nomes da videoarte e da arte conceitual brasileira, o artista trabalha desta vez com materiais brutos, como terra, azulejos, caixas de papelão e madeira, para criar ambientes nos quais aborda conceitos de densidade e grandeza. Machado faz também releituras de obras anteriores. É o caso do espaço criado com troncos de madeira empilhados, com altura que varia de 1,80 metro a 2,20 metros, instalação que remete a um trabalho similar, apresentado na Bienal de São Paulo de 2004. Em um ambiente lateral, o visitante encontra um espaço claustrofóbico, montado com caixas de papelão de vários tamanhos, e um vídeo inédito, produzido para a mostra. Uma curiosidade: todos os materiais usados serão, posteriormente, reaproveitados. Casa França-Brasil. Rua Visconde de Itaboraí, 78, Centro, ☎ 2332-5120. → Terça a sábado, 10h às 20h. Sábado (24), das 10h às 14h; fecha domingo (25). Grátis. Até 17 de janeiro de 2012. www.fcfb.rj.gov.br.

LUIS AQUILA. Na coletiva Escolha do Artista, Aquila, além de apresentar seus trabalhos, define os colegas com quem divide os visitantes. A seu lado estão esculturas de Celeida Tostes (1929-1995) e de Maurício Bentes (1958-2003), e as telas irregulares de Manfredo Souzanetto. Na seleção dos demais participantes, o dublê de artista e curador norteou-se pela admiração e curiosidade que sente pelos escolhidos, mas também estabeleceu contrastes com sua própria produção. Das 26 peças no acervo, quinze são quadros de pequeno formato pertencentes a uma série inédita sobre o cotidiano no ateliê do anfitrião. Entre os convidados, Aquila sugere atenção aos Amassadinhos, de Celeida Tostes, centenas de pedaços de argila amassados por pessoas de várias partes da cidade. Patricia Costa Galeria. Avenida Atlântica, 4240, loja 226, Copacabana (Shopping Cassino Atlântico), ☎ 2227-6929. Segunda a sexta, 11h às 19h; sábado, 12h às 18h. Fecha sexta (23), sábado (24) e domingo (25). Grátis. Até 14 de janeiro de 2012. www.galeriapatriciacosta.com.br.

MARCELLO GRASSMANN. Com mais de seis décadas de intensa atividade, hoje aos 86 anos o artista é um dos expoentes da gravura brasileira, com importantes prêmios nas bienais de São Paulo, Viena e de Artes Gráficas de Florença. Para a exposição Sombras e Sortilégios, o curador Antonio Carlos Abdalla selecionou sessenta exemplares das três técnicas mais exploradas por Grassmann: xilogravura, litogravura e gravura em metal. Caixa Cultural ? Galeria 1 e Foyer Térreo. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎?2544-7666, ? Carioca. → Terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h. Fecha sábado (24) e domingo (25). Grátis. Até 15 de janeiro de 2012. www.caixacultural.com.br.

✪✪✪✪ 1911 ? 2011 ARTE BRASILEIRA E DEPOIS, NA COLEÇÃO ITAÚ. Criada há mais de seis décadas pelo banqueiro Olavo Setubal (1923-2008), a Coleção Itaú reúne cerca de 12?000 peças. Só de arte brasileira são 3?600 obras, que abrangem épocas e movimentos diversos. Uma nova parte desse rico acervo pode ser vista no Paço Imperial. São 186 pinturas, esculturas e instalações, selecionadas por Teixeira Coelho, diretor do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Dividido em seis módulos sequenciais, o percurso começa pelo setor A Marca Humana, que dá ênfase ao figurativismo e remete aos primórdios do modernismo no Brasil, com exemplares como A Pequena Aldeã, de Lasar Segall. Também integra essa seção a série completa de estudos de Portinari para o painel Ciclo Econômico, de 1938. Os demais setores são batizados de Irrealismos, Modos de Abstração, A Contestação Pop e Na Linha da Ideia. Para encerrar o trajeto, Outros Modos, Outras Mídias exibe produções mais recentes. Paço Imperial. Praça Quinze de Novembro, 48, Centro, ☎ 2215-2622. → Terça a domingo, 12h às 18h. Fecha sábado (24) e domingo (25). Grátis. Até 12 de fevereiro de 2012. www.pacoimperial.com.br.

MONICA BARKI. As 127 obras escolhidas pela curadora Luiza Interlenghi contemplam todas as fases da multifacetada artista carioca. Em cada etapa da carreira, ela explorou um suporte e uma técnica diferente ? usou de óleo sobre tela a assemblage, passando por videoarte e performances. Atualmente, trabalha com desenhos feitos em lápis de cor e pastel seco e oleoso. A cultura popular, a condição feminina, o papel da mulher na sociedade e retratos psicológicos de personagens inventados pela artista são temas recorrentes em seus trabalhos. Entre os destaques da mostra está a série de bobinas ? rolos de 350 metros de papel ?, feita entre 2002 e 2005, com desenhos que se repetem. As máquinas com mecanismos de motor que exibem lonas com impressões em serigrafia representam o período da carreira que vai de 2007 a 2008. Outra série vistosa é a de Ana C., personagem que aparece envolta em ataduras, com sua história contada em poemas impressos na faixa que a cobre. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro, ☎ 2219-8474, ? Cinelândia. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 17h. Fecha sábado (24) e domingo (25). R$ 6,00. Grátis aos domingos. Até 29 de janeiro de 2012. www.mnba.gov.br.

MÚLTIPLOS + MÚLTIPLOS. Coletiva com trabalhos sobre papel de artistas brasileiros e estrangeiros, pinçados pelo consultor Maneco Müller. Os nomes principais da mostra são o catalão Antoni Tàpies, tido como um dos mais importantes pintores espanhóis vivos, que exibe oito litografias, e o premiado californiano Richard Serra, representado por duas gravuras de grandes dimensões. Completam o elenco estrangeiro o artista multimídia argentino León Ferrari e os espanhóis Jordi Alcaraz e Riera i Aragó. R$ 8?000,00 a R$ 30?000,00. Mul.ti.plo Espaço Arte. Rua Dias Ferreira, 417, sala 206, Leblon, ☎ 2259-1952. Segunda a sexta, 10h às 18h; sábado, 12h às 16h. Fecha sábado (24) e domingo (25). Grátis. Até 7 de janeiro de 2012.

✪✪✪✪ NOVA ESCULTURA BRASILEIRA ? HERANÇAS E DIVERSIDADES. Um panorama abrangente da escultura nacional revelada nas últimas três décadas do século passado, representado por trabalhos de noventa artistas, é oferecido ao público. O curador Alexandre Murucci dividiu o acervo em dois módulos. No primeiro, chamado de CorpoOrgânicoPop, o fio condutor é a herança deixada por Lygia Clark, Lígia Pape e Hélio Oiticica, pioneiros na experiência com novos materiais e no enfrentamento dos limites da forma. Ali estão criações de artistas tarimbados, a exemplo de Nelson Leirner, Ivens Machado e Nuno Ramos, ao lado de nomes ascendentes como Rogério Degaki, autor de Pássaro Azul, e Felipe Barbosa, cuja obra encanta e diverte ao mesmo tempo ? desta vez com Martelo de Pregos. O núcleo Neo-ConcretaCinéticaConceitual explora a influência de artistas do porte de Franz Weissmann e Abraham Palatnik sobre gerações também dedicadas a ampliar o universo escultórico, utilizando de materiais diversos a engrenagens e objetos cinéticos. Fazem jus à carreira dos dois mestres peças como as criadas por Paulo Pedro Domingues e Osmar Dillon. Caixa Cultural ? Galeria 3. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 2544-7666, ? Carioca. → Terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h. Fecha sábado (24) e domingo (25). Grátis. Até 1º de janeiro de 2012. www.caixacultural.com.br.

✪✪✪ RIO SÃO FRAN­CISCO, UM RIO BRASILEIRO. Mostra com dez instalações penetráveis e interativas concebidas pelo estilista mineiro Ronaldo Fraga. Ele percorreu cerca de 5?000 quilômetros pesquisando manifestações culturais criadas em torno do rio que atravessa cinco estados brasileiros, coletando referências e costumes das comunidades ribeirinhas. A pesquisa inicial, feita para desenvolver sua coleção de verão 2008, desdobrou-se neste projeto maior. Destaca-se entre os ambientes ? executados pelos cenógrafos Clarissa Neves e Paulo Waisberg, da equipe de desfiles de Fraga ? o espaço Cidades Submersas, que traz o ator Wagner Moura em um videodocumentário na cidade baiana onde foi criado, Rodelas, antes de ser inundada para a construção de uma hidrelétrica. Outro setor, Lendas do Rio, é constituído de vestidos equipados com um dispositivo de som que emite gravações do poema Águas e Mágoas do Rio São Francisco, de Carlos Drummond de Andrade, na voz de Maria Bethânia. Palácio Gustavo Capanema ? Galerias da Funarte. Rua da Imprensa, 16, Centro, ☎ 2279-8085, ? Cinelândia. → Segunda a sábado, 9h às 18h. Fecha sábado (24). Grátis. Até 10 de fevereiro de 2012.

FOTOGRAFIA

✪✪✪✪ BRASSAÏ. Leia em Veja Rio Recomenda. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, ☎ 2253-1580. Terça a domingo, 12h às 19h. Fecha sábado (24) e domingo (25). Grátis. Até 8 de janeiro de 2012. www.correios.com.br.

✪✪✪✪ MANUEL ÁLVAREZ BRAVO. O artista mexicano Manuel Álvarez Bravo (1902-2002) é um expoente da fotografia em seu país. Uma parceria entre a instituição que leva seu nome e o Instituto Moreira Salles resultou na mostra que reúne mais de 250 imagens, com ênfase na produção das décadas de 20 a 50. Ao longo de mais de setenta anos de carreira, Bravo atravessou fases diversas convivendo com artistas e intelectuais de relevo, como seu ilustre colega francês Cartier-Bresson, os pintores mexicanos Diego Rivera e Frida Kahlo e o surrealista André Breton. Em suas fotografias, o artista revela cenas do cotidiano e da cultura popular mexicana, sempre com um olhar poético e sensível. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, ☎ 3284-7400. → Terça a sexta, 13h às 20h; sábado e domingo, 11h às 20h. Estac. grátis. Visitas guiadas de terça a sexta, às 17h. Até 26 de fevereiro de 2012. www.ims.com.br.

✪✪✪✪ THOMAS FARKAS. Nascido em Budapeste, Hungria, Thomas Farkas (1924-2011) veio para o Brasil com a família aos 6 anos e, aqui, deu relevante contribuição para a iconografia moderna nacional. Thomas Farkas: uma Antologia Pessoal é uma retrospectiva composta de 115 trabalhos abrigados no acervo do IMS, em boa parte escolhidos para exibição pelo próprio autor. Na seleção, entraram peças representativas de toda a sua trajetória, incluindo as séries históricas feitas sobre a construção de Brasília, revelando a faceta documental do seu trabalho. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, ☎ 3284-7400. → Terça a sexta, 13h às 20h; sábado e domingo, 11h às 20h. Estac. grátis. Visitas guiadas de terça a sexta, às 17h. Até 26 de fevereiro de 2012. www.ims.com.br.

Fonte: VEJA RIO