DECORAÇÃO

Jardim de inverno

Conheça as melhores plantas para cultivar indoor, tome nota das dicas e monte no seu apartamento ou na sua casa um jardim de inverno para ninguém colocar defeito

Por: Daniela Pessoa - Atualizado em

Em uma cidade cercada pelo verde como o Rio, imagine poder trazer um pedacinho da natureza para dentro do seu lar. Além de deixa-lo mais aconchegante, os jardins de inverno conferem charme e beleza à decoração, e não são privilégio apenas de quem mora em casa. Cultivá-los na sala de estar, nos corredores ou até mesmo no banheiro são alternativas perfeitas para dar vida aos apartamentos. "Inspiradoras e práticas, pequenas áreas verdes oferecem sensação de bem-estar inigualável", afirma Suzi Barreto, sócia do escritório de paisagismo Landscape.

Muito usado na Europa por volta do século 17, o jardim de inverno surgiu como um espaço de conveniência nos casarões. O estilo original - com grandes janelas e teto de vidro - conquistou, mais tarde, função decorativa nas residências modernas. Se você sempre sonhou em ter um, basta seguir algumas dicas para montar o seu. A primeira diz respeito ao espaço, que deve ser próximo a uma janela ou fonte natural de luz que ofereça à planta luminosidade pelo menos numa parte do dia. Se o ambiente for muito escuro e dotado apenas de lâmpadas artificiais, as plantas terão tempo de vida reduzido e deverão ser trocadas de seis em seis meses, em média. A área deve ser ainda arejada. Nada de ambientes fechados que fiquem com o ar condicionado ligado o tempo todo. Isso porque a ausência de circulação de ar favorece o aparecimento de fungos e pragas nos vegetais.

Escolhido o cômodo, reserve no mínimo dois metros quadrados para criar um conjunto bacana de folhagens. As plantas necessitam em geral de 20 a 30 centímetros verticais de solo para o desenvolvimento das raízes, o que a estrutura do apartamento pode não suportar. Portanto, a dica para quem não mora em casa é apostar nos vasos, que podem ser de concreto, fibra, vidro ou cerâmica. Agrupados (e com a escolha certa de plantas) eles podem formar um belíssimo jardim. Use pedriscos, cascas de pinus ou bolinhas de argila para dar o acabamento e evitar que a terra espirre quando a planta for irrigada.

Fáceis de cuidar, espécies como avencas, fícus, dracenas, samambaias, patas de elefante e palmeiras são ideais para apartamentos, uma vez que não necessitam de tanta luz e água. Para quem é fã de flores, existem as azaleias, as gérberas e as orquídeas, bastante resistentes. A dica da paisagista Suzi Barreto para o seu cantinho verde ficar esteticamente bacana é seguir uma mesma linha na escolha das plantas, o que quer dizer que as espécies devem combinar entre si e com a decoração. Palmeirinhas vão bem com antúrios, por exemplo, em um jardim mais selvagem, no caso de um ambiente rústico com móveis de madeira etc. Já plantas naturalmente cheias de design, como a pata de elefante, combinam com outras neste mesmo estilo escultórico como a sanseviera em cômodos mais clean e sofisticados.

Além de rega na frequência adequada para cada espécie, é preciso adubar o seu jardim pelo menos uma vez por semestre para que ele se mantenha saudável e frondoso. Segundo Suzi, o ideal é comprar adubos já prontos vendidos em quiosques de flores, no CADEG, mercadão de plantas e frutas em São Cristóvão, e até em supermercados com setor de jardinagem. A adubação orgânica caseira, com cascas de frutas e de ovo, não é recomendada em apartamentos, uma vez que pode gerar mau cheiro e atrair mosquitos. Lembre-se ainda que, assim como os móveis, as plantas acumulam poeira. Limpe as folhas pelo menos uma vez por mês com um paninho umedecido em água ou dê um banho nelas se você tiver uma área espaçosa ou varanda.

Com o jardim de inverno já montado, capriche na decoração investindo em poltronas ou bancos confortáveis, de preferência impermeáveis, e mesinhas. Afinal, este é o novo cantinho de contemplação da casa. Andarelas (luminárias na parede) e pontos focais de luz também são ótimos para destacar o local. Se quiser deixa-lo romântico, aposte nas lanternas de luz artificial penduradas na parede ou apoiadas em superfícies como mesas, estantes e até mesmo no chão.

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Fonte: VEJA RIO