Veja Rio Recomenda

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SHOW

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(Foto: Redação Veja rio)

Bourbon Street Fest e Savassi Festival. Na semana da abertura de uma exposição dedicada ao genial Miles Davis, no CCBB, os amantes do jazz têm mais que comemorar. Dois projetos trazem à cidade nomes consagrados no gênero e revelações de variados estilos. Detalhe: parte da programação é gratuita. A série organizada pelo clube paulistano Bourbon Street vai ocupar o Parque Garota de Ipanema e o Rio Scenarium, na Lapa. Mais reconhecido pelo trabalho como produtor, o trombonista Delfeayo Marsalis, irmão mais novo das estrelas Branford e Wynton ? e, diga-se, filho do grande pianista Ellis Marsalis ?, é a principal atração no parque, neste domingo (31). Mostrará faixas de seu mais novo disco, Sweet Thunder, belíssima e inventiva releitura da obra de Duke Ellington. No mesmo espaço ao ar livre, na segunda (1º), a jovem violinista Amanda Shaw vai da influência do blues a uma versão de Should I Stay or Should I Go, da banda punk rock inglesa The Clash. No Rio Scenarium, na quarta (3), o arsenal de sopros do septeto The Dirty Dozen Brass Band promove uma contagiante mistura de funk e jazz que já fez a cabeça de Elvis Costello, David Bowie e, mais recentemente, Norah Jones. Trazido de Belo Horizonte, o Savassi Festival estreia no Rio: vai de quarta (3) a sábado (6), em Copacabana (Sala Baden Powell) e na Lapa (TribOz e Teatro Odisseia). O destaque é o cantor americano de voz poderosa Kevin Mahogany, de volta à cidade após onze anos para uma noite na Sala Baden Powell, na sexta (5). Antes, na quinta (4), o pianista americano Cliff Korman, carioca por adoção, recebe no mesmo palco o cantor Billy Drewes. Vale ficar de olho em outro pianista, o israelense Omri Mor, talentosa revelação que lidera um trio de aspirações mais tradicionais na quarta (3), no TribOz. Na Lapa, na sexta (5), a vez é de Scott Feiner, americano radicado na cidade, apresentar o instigante projeto Pandeiro Jazz.

CONCERTO

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(Foto: Redação Veja rio)

Britten Sinfonia. Jovem, fundada em 1992, na Inglaterra, a orquestra tem uma estrutura incomum. Gerida como um coletivo, prescinde da figura do maestro ou do diretor musical fixo ? profissionais convidados ocupam as duas funções. Seus instrumentistas fecham contrato por temporada, prática que leva ao frequente surgimento de novos nomes. Compromissos de rotina em palcos de prestígio, como a série anual no londrino Wigmore Hall, afastam qualquer suspeita de improviso ou amadorismo. Famoso por suas apresentações vigorosas, o conjunto de câmara estabelece pontes entre o erudito e o popular, participando de festivais de jazz e interpretando de Astor Piazzolla a Frank Zap­pa. Esse grupo atípico toca na sexta (5), no Theatro Municipal, tendo como convidados o tenor inglês Allan Clayton e o premiado violinista finlandês Pekka Kuusisto, que também vai cumprir o papel de regente. O programa não chega a ser dos mais ousados para os padrões da Britten. Na primeira parte, concentram-se obras de compositores ingleses: Fantasia VII em Dó Menor, Let the Night Perish e Fantasia XIII: Upon One Note, as três de Henry Purcell; A Lament, trecho de Divertimento on Sellinger?s Round, de Michael Tippett; e Les Illuminations, Op. 18, de Benjamin Britten (1913-1976), compositor que dá nome à orquestra. Fecham a noite um dueto de violinos do americano Steve Reich e Shaker Loops, de seu compatriota John Adams.

Fonte: VEJA RIO