Menus das arábias

Uma seleção de oito casas de comida árabe

Quibe, esfiha, tabule e outras delícias da cozinha sírio-libanesa são preparadas com esmero nas casas a seguir 

Por: Fabio Codeço

Falafel Veggie2
(Foto: Divulgação)
  • Árabe

    Al Khayam

    Rua do Ouvidor, 16, centro

    Tel: (21) 2252 6261 ou (21) 2507 6042

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    Há 35 anos no Brasil, o sírio Moufid Hassan gaba-se de ser um cozinheiro de mão-­cheia — ofício que aprendeu com o pai, fundador de um tradicional reduto árabe na Glória, o Safita. No corredor cultural do Centro, perto do CCBB, da Casa França-­Brasil e do Centro Cultural Correios, a casa abriu no Leblon e se mudou para o atual endereço três anos depois. Bom caminho para conhecer o cardápio, o mix árabe pode ser dividido por duas pessoas e inclui miniquibe, miniesfiha, folha de uva e repolho recheado (duas unidades de cada), além de homus, pão pita, arroz de lentilha e tabule (R$ 41,80). Servido às terças, o cordeiro assado, marinado no molho de especiarias de um dia para o outro, é guarnecido de arroz de lentilha, cebola frita e salada fatuche ou tabule (R$ 44,90). O sanduíche de faláfel é recheado de seis unidades do bolinho no pão árabe, picles de nabo, molho taratur (à base de gergelim) e salada (R$ 29,50). Opção para uma prova de todo o cardápio, o rodízio custa R$ 69,00 por pessoa. Quinzenalmente, na segunda e na última sexta do mês, as noites são embaladas por apresentações de dança do ventre.

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  • Árabe

    Amir

    Rua Ronald de Carvalho, 55, Copacabana

    Tel: (21) 2275 5596 ou (21) 2122 4488

    Veja Rio
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    São tempos bicudos, de custos operacionais nas alturas e movimento minguando em função da crise econômica. Nesse contexto, manter a qualidade sem repassar a conta ao freguês é um feito admirável, digno de prêmio: tradicional reduto de comida libanesa, há catorze anos na Praça do Lido, em Copacabana, o Amir (príncipe, em árabe) resiste. Suas receitas saborosas seguem o padrão de sempre, sem que os preços no cardápio assustem o visitante. Em mesas na calçada ou no salão enfeitado por narguilés e garrafas de bebida, faz-se uma bela refeição por menos de 90 reais (computados aí a entrada, um prato de custo médio, sobremesa, água e taxa de serviço). Essa soma levou, pela terceira vez, o restaurante ao título de endereço da cidade com a melhor relação entre qualidade e preço — repetindo as conquistas de 2004 e 2008. Para entrar no clima das arábias e provar de tudo um pouco, explore os combinados locais. Como no típico mezze (conjunto de acepipes postos à mesa para ser compartilhados), as sugestões trazem boa variedade de pratos que satisfazem de duas (R$ 98,00) a doze (R$ 890,00) pessoas. A propósito: as generosas porções, efetivamente, alimentam mais gente do que o cardápio sugere. O maior dos pedidos oferece um banquete com quase todo o cardápio. Reúne faláfel (bolinho de grão-de-bico, um dos melhores da cidade), quibes e esfihas em miniatura, pastas, cafta, charutinho de folha de uva, salada fatuche, quibe cru, arroz com lentilha, shawarma, linguiça e espetinhos de cordeiro, entre outras delícias. Na sobremesa, prove o delicioso ataife, um crepe recheado de nozes, ricota ou damasco, acompanhado de calda de rosas (R$ 18,00). Fundada como uma delicatessen pelo libanês Nicolas Habre e por sua mulher, a brasileira Ingrid, a loja ganhou cozinha três anos depois e conquistou a clientela — sem, até hoje, doer no bolso.

    Preços checados em julho de 2016.

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  • Árabe

    O Árabe da Gávea

    Rua Marquês de São Vicente, 52, Gávea

    Tel: (21) 2259 3238 ou (21) 2294 2439

    Veja Rio
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    O espaço no Shopping da Gávea é comandado há oito anos por Gabriel Fayne Davidman. Ele mantém no menu especialidades introduzidas por seus pais, sem abrir mão de inovações. Pertencem à segunda lista a salada de damasco com mix de folhas (R$ 36,00), molho de iogurte e pimenta-do-reino e a tilápia recheada de cogumelos acompanhada de cuscuz marroquino com castanha-do-pará (R$ 59,00). Entre os clássicos estão o quibe recheado de coalhada artesanal (R$ 7,00) e a pasta de grão-de-­bico (R$ 27,00). Para uma refeição mais encorpada, vá de cordeiro marinado em ervas com arroz de açafrão e grão-­de-bico cozido (R$ 57,00). A cada mês, é oferecida uma sugestão sem glúten ou lactose. Serviço mais recente, o menu executivo tem pratos exclusivos que custam até R$ 49,00. No almoço de domingo, o hit é o combinado das arábias (R$ 216,00, para até cinco pessoas), com quibe cru, doze minissalgadinhos, três pastas, quatro caftas de carne, dez folhas de uva e seis unidades de faláfel. Na sobremesa, decida entre o bolinho de semolina com nozes, mel e canela (R$ 12,00) e o folhado de nozes com mel (R$ 8,50), a doçura mais pedida.

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  • Árabe

    Beduíno

    Avenida Presidente Wilson, 123, centro

    Tel: (21) 2524 5142

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    Empreitada de família, o que é comum nessa área gastronômica, fica perto da ABL, além de empresas e instituições de ensino do Centro. De ascendência portuguesa, Sofia Souza assumiu o negócio com as irmãs e a mãe, após a morte do patriarca, que comprou a casa de descendentes de árabes. Se de manhã não faltam médias e pães na chapa no balcão, na hora do almoço costumam sair muito os ligeirinhos, fórmulas que combinam itens como cafta na brasa, arroz de lentilha e batata frita (R$ 33,10), ou ainda cuscuz marroquino e frango temperado com especiarias árabes (R$ 37,80). Aposta mais recente, a picanha de cordeiro ao molho de hortelã é guarnecida de arroz e salada da casa (R$ 49,80). Para dividir, vá de mezze completo (R$ 57,20, para até três pessoas), reunião de pastas de grão-de-bico e berinjela, coalhada seca, quibe cru, azeitonas, pepinos em conserva, miniquibe, miniesfiha, picles, faláfel e pães árabes. À noite entram em cena petiscos, para abastecer o público da happy hour. Quinzenalmente, às terças, há apresentações de dança do ventre a partir de 19h30.

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  • Árabe

    Cedro do Líbano

    Rua Senhor dos Passos, 231, centro

    Tel: (21) 2224 0163 ou (21) 2221 9763

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    É o mais antigo restaurante árabe em funcionamento na cidade. Fundado pelo libanês Narciso Mansur, no coração da região comercial da Saara, o ponto de ambiente simples era o destino preferido de imigrantes árabes e judeus no início do século XX. Nos anos 1950, foi comprado por um espanhol e um português e hoje é dirigido pela filha do primeiro, Licia Dominguez. Em meio a receitas de inspiração libanesa entram novidades pontuais, como o creme brûlé árabe (R$ 14,00), sobremesa feita com água de rosas, cardamomo e açúcar mascavo. A proprietária se orgulha de clientes conhecidos que fizeram a história do lugar, como o apresentador Chacrinha, que batia ponto por lá nos anos 1970. Dessa época, fazem sucesso até hoje a esfiha aberta de carne ou ricota (R$ 8,00 cada pedido), o generoso quibe frito (R$ 12,00) e o quibe de bandeja (R$ 20,00). O sistema “monte seu prato” reúne proteína, salada e acompanhamento quente. Uma sugestão acertada pode trazer quibe cru, repolho recheado e tabule (R$ 52,00 o prato; R$ 61,00, com sobremesa). Qualquer meia-porção equivale a 60% do valor e da quantidade da porção inteira, como no caso da pasta de grão-de-­bico (R$ 27,00, inteira; R$ 16,20, meia).

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  • Árabe

    Chez Yunes

    Avenida das Américas, 3555, Barra

    Tel: (21) 2431 4101 ou (21) 2124 4202

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    Uma área externa acrescentou vinte lugares à capacidade de público do lugar, além de permitir uma curiosidade: a oferta de baforadas no narguilé (R$ 35,00). A turma com menos tempo encontra opções para um lanche na vitrine, onde ficam expostos quibes e esfihas (R$ 5,00 cada um). Criado originalmente no Leblon, o negócio tinha entre seus sócios o colunista social Ibrahim Sued (1924-1995), mas hoje é tocado por José Carlos Srour. Na decoração, chamam atenção imponentes lustres e a tapeçaria oriental. O cordeiro à la rafik (R$ 58,00, para duas pessoas) é um dos principais pratos do menu. Cozido e depois gratinado, é acompanhado de sêmola e grão-de-bico. No rodízio (R$ 29,00 no almoço de segunda a sexta; R$ 46,00 no jantar e no fim de semana o dia todo), encontram-se pastas, saladas, quibes, esfihas e legumes recheados. Para a sobremesa, prove o tradicional beleua (massa folhada com recheio de nozes, R$ 8,00). Sábado é dia de apresentação de dança do ventre, a partir das 21h, sem cobrança de couvert artístico.

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  • Árabe

    Sírio e Libanês

    Rua Senhor dos Passos, 217, centro

    Tel: (21) 2224 5676 ou (21) 2122 1629

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    Uma reforma feita em 2015 emprestou ar mais moderno ao salão, que ganhou iluminação clara e revestimento acústico, fundamental para que o som da música árabe não incomode os vizinhos. O menu segue fiel às receitas libanesas da mãe de Jawad Ghazi, que teve um pequeno comércio de tecidos na região antes de abrir o restaurante e comanda o negócio com a filha Luciana. Têm feito sucesso as sugestões de combo de pratos e sobremesas, como a que reúne cafta, tabule e arroz de lentilha, seguidos pelo doce belewa, folhado árabe recheado de nozes (R$ 47,90). Para saborear a dois, peça o cordeiro à moda libanesa (R$ 94,80), pernil cozido escoltado por arroz marroquino cozido com o próprio molho da carne, além de grão-de-bico e castanha-de-caju puxada na manteiga. Há ainda oito opções de pratos executivos a partir de R$ 38,90, a exemplo do quibe cru com folha de uva e grão-de-bico. Mais robusta, a combinação de quibe recheado de espinafre, berinjela recheada e arroz marroquino (R$ 41,90) também é uma boa pedida. Por R$ 79,90, o rodízio permite um passeio por petiscos, saladas e sobremesas.

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  • Árabe

    Yalla

    Rua Dias Ferreira, 45, Leblon

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    Projeto de duas sócias, uma delas filha do fundador do tradicional Amir, o pequeno bistrô no Leblon começou com a venda de sanduíches (kebabs) e salgados árabes. A sociedade durou pouco e o adendo “by Amir” foi retirado. Há dois anos, a marca foi comprada por três jovens empreendedores, amigos de infância, que ampliaram o cardápio sob a batuta da chef executiva Cris Carriço e, no fim de 2014, expandiram o negócio para a Barra. Diferentemente do discreto endereço original, a nova casa, no BarraShopping, triplicou a capacidade do salão, mas se mantém fiel ao lema “um árabe 100% carioca”: na decoração, nada de tapetes persas ou penduricalhos dourados. Os pratos têm inspiração não apenas sírio-­libanesa, mas também judaica, grega, turca e marroquina, com toques brasileiros. Vem daí o requisitado escondidinho árabe, preparado com cuscuz marroquino, carne de cordeiro desfiada e molho de hortelã (R$ 34,00). Também tem seus fãs o croquete de cordeiro, temperado com hortelã e empanado em migalhas de pão árabe, o que garante sua textura crocante e rústica (R$ 10,00, três unidades). Dica leve, o quibe de forno com recheio de abóbora custa R$ 24,00. Curiosidade: está sendo preparada uma cerveja própria, a Yalla Weiss Bier.

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Fonte: VEJA RIO