DE BRAÇOS ABERTOS

Um ano de portas abertas

Marco cultural da revitalização do Porto, o Museu de Arte do Rio comemora seu primeiro aniversário no dia em que a cidade completa 449 anos

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Em um ano de funcionamento, MAR recebeu mais de 350 mil visitantes
(Foto: Divulgação)

Com a alcunha de MAR e uma cobertura em forma de ondas, ele está diante da porta de entrada dos navegantes portugueses a estas terras: a Baía de Guanabara. Embora esteja cara a cara com o passado da cidade, o Museu de Arte do Rio é um marco dos novos ventos que sopram na Zona Portuária, com o andamento das obras de reurbanização.

No primeiro ano, foram mais de 350 mil visitantes, quando a meta inicial era receber 200 mil. O espaço de 15 mil metros quadrados na Praça Mauá oferece, além de exposições que se renovam a cada três a cinco meses, cursos e oficinas gratuitas. O museu acaba de estrear a exposição “Encontro de Mundos”, com obras do próprio acervo, e prepara as mostras “África Hoje no MAR” e “Cada dia meu pensamento é diferente”.“O MAR é um exemplo do que ainda pode acontecer na Zona Portuária. Primeiro centro cultural inaugurado desde o início das obras, o museu mostra que é possível atrair público e, ao mesmo, tempo valorizar a cultura local”, afirma Rogério Riscado, superintendente de desenvolvimento econômico e social da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp). O programa Vizinhos do MAR convida moradores a participar do dia a dia do museu, em conversas com educadores e curadores, entrada gratuita às exposições e parcerias com artistas da Zona Portuária.

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(Foto: Divulgação/Museu de Arte do Rio)

“A exposição ‘Encontro de Mundos’ celebra o primeiro aniversário do MAR e homenageia seus benfeitores na formação da Coleção. Faz-se uma leitura de caminhos da diversidade do acervo e das experiências abrigadas no Museu”, avalia Paulo Herkenhoff, diretor-cultural e curador do MAR. Quando inaugurado, o acervo contava com a doação de 42 fundos e cerca de trinta doadores. Após um ano, já são quase cem doadores de obras individuais e mais de cinquenta fundos.

A sede do museu é o Palacete Dom João VI, edifício tombado e de estilo eclético transformado em pavilhão de exposições com oito salas de aproximadamente 300 metros quadrados cada; e também o edifício anexo, de estilo modernista, que abriga a Escola do Olhar, palco das atividades educacionais do MAR.

“Gosto de vir ao menos uma vez por mês. Acho o lugar lindo, antes era horrível. Trabalho aqui pertinho, na Avenida Rio Branco, e venho na hora do almoço às terças-feiras, quando a entrada é de graça. Como sempre tem novidade, vejo um andar de exposição por semana. Gosto também de subir ao terraço para acompanhar as obras do Museu do Amanhã”, conta a auxiliar administrativo Gabriele da Silva, 32 anos.

Quem quiser visitar o MAR, terá que esperar até o fim do Carnaval. O museu fica fechado do dia 1° ao dia 5 de março para fugir dos blocos que lotam o Centro e a Zona Portuária. A partir de quinta-feira, 6 de março, ele volta ao funcionamento normal, de 10h às 16h, de terça-feira a domingo. Às terças, a entrada é gratuita. Nos outros dias, o ingresso custa 8 reais (moradores do Porto, estudantes e professores da rede pública têm gratuidade todos os dias).

Fonte: VEJA RIO