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Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

Por: Redação VEJA RIO

1 - Curtir as atrações do Ausländer Musik Festival e do Borallá Street Rio

Icona Pop
Duo Icona Pop é responsável pelo megahit I Love It (Foto: Fredrik Etoall)

São dois cenários atraentes, mas bem distintos: uma gare de arquitetura histórica no coração do Rio e um espaço ao ar livre no alto da serra. No sábado (29), ambos vão abrigar festejos promissores que começam com o dia claro e invadem a noite, animados por atrações musicais ao vivo e DJs de primeira linha. Na antiga Estação da Leopoldina, o Borallá Street Rio dedica ao rap seu palco principal.

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O MC paulista Rael aquece o público para a apresentação da americana Akua Naru, com sua mistura de ritmo e poesia pontuada por batidas pesadas. Por volta da meia-noite, quem ocupa o palco é Emicida. Também vindo de São Paulo, o rapper, que lançou o elogiado álbum O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui no ano passado, mostra suas letras críticas embaladas por arranjos que flutuam por gêneros musicais variados. Do rap para o eletrônico, a noite se encerra com o duo Natema Electronic Live, formado pelos DJs Tetto Bononi e Luis Valente.

No Parque de Itaipava, a segunda edição do Ausländer Musik Festival promete se estender por mais de doze horas. Quem chegar cedo pode aproveitar o open bar até as 16h — os portões do agito se abrem às 13h. Três ambientes foram montados para receber dezoito nomes de estilos variados. A pista NOON vai abrigar apenas DJs, entre eles o badalado alemão Phonique. No palco principal, o dia começa com artistas de estilo mais suave, a exemplo da cantora inglesa radicada no Rio Jesuton, escalada para as 15h30.

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Depois, o rock toma conta no show dos noruegueses Kakkmaddafakka. Na sequência, a vez é da americana Mapei, o timbre aveludado por trás do sucesso indie pop Don’t Wait. O momento mais explosivo está reservado para o duo sueco Icona Pop, aguardado às 20h40. As vozes de Caroline Hjelt e Aino Jawo são ouvidas no megahit I Love It, onipresente nas pistas de dança desde 2012. Encerra os trabalhos a equipe liderada por Zeh Pretim, badalado DJ e produtor carioca. Cabe ao caro leitor escolher a sua praia e se jogar.

Ausländer Musik Festival. Parque de Itaipava. Estrada União e Indústria, 10000, Itaipava. Sábado (29), a partir das 13h. R$ 140,00 (com mais R$ 50,00 o ônibus de ida e volta está incluído). www.newticket.com.br.

Borallá Street Rio. Estação Leopoldina. Avenida Francisco Bicalho, s/nº, Centro. Sábado (29), a partir das 18h. R$ 280,00. ICE.

2 - Assistir à peça Adorável Garoto

Adorável Garoto
Michel Blois, Leonardo Franco, Isabel Cavalcanti e Mabel Cezar: incomunicáveis (Foto: Paprica Fotografia/Divulgação)

Depois de alguns anos morando sozinho, Isaac (Michel Blois) abandonao emprego de professor e volta à casa dos pais, o casal em crise Harry (Leonardo Franco) e Nan (Isabel Cavalcanti), clamando por abrigo. Como se verá, o rapaz está terrivelmente encrencado — não convém revelar o motivo, mas, comparadas com seu problema, as escapulidas do pai com a amante, Delia (Raquel Rocha), parecem brincadeira de criança, de tão inocentes. Encenada pela primeira vez há dez anos, no circuitooff-Broadway, a tragicomédia Adorável Garoto, do cultuado Nicky Silver (autor de Pterodátilos) é um perturbador estudo sobre a incomunicabilidade. Em vários momentos do texto, o que há é apenas um simulacro de diálogo, no qual os personagens parecem simplesmente não se ouvir. Em monólogos esparsos ou em conversas com a doutora Elizabeth Hilton (Mabel Cezar), intrigante psicóloga que atendeu Isaac quando criança, eles se expõem mais abertamente. Como é de esperar em Silver, estão lá os personagens disfuncionais, as relações familiares esfaceladas, o humor afiadíssimo e certa aura de realismo absurdo, essa última escancarada no chocante desfecho. A diretora Maria Maya, estreando na função que consagrou seus pais, Wolf Maya e Cininha de Paula, demonstra segurança tanto nas marcações (no interior e em volta da casa transparente concebida pelo cenógrafo Ronald Teixeira) quanto na condução dos atores. No elenco sólido de coadjuvantes destaca-se Isabel, aproveitando com gosto o temperamento descontrolado de Nan, sem cair na estridência. Em composição minuciosa de voz e corpo, Blois entrega uma atuação comovente (90min). 16 anos. Reestreou em 22/11/2014.

Solar de Botafogo (160 lugares). Rua General Polidoro, 180, Botafogo, ☎ 2543-5411. → Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 50,00. Bilheteria: a partir das 15h (sex. a dom.). IC. Até 14 de dezembro.     

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3 - Conferir as obras da exposição Guinnard e o Oriente, entre o Rio e Minas

Guignard
Óleo Noite de São João (1961): conexões com a xilogravura oriental (Foto: Reprodução)

Desde a sua inauguração, o MAR tem investido em mostras que estabelecem diálogos. Em Guignard e o Oriente, entre o Rio e Minas, a ideia é revelar conexões entre Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), com mais de 100 obras apresentadas, e duas vertentes estéticas:as xilogravuras orientais e a tradição do barroco brasileiro, exibidas lado a lado com as criações do artista. No primeiro caso, as afinidades se revelam na subversão da perspectiva, como no óleo sobre madeira Noite de São João (1961). Além da presença de antigas gravuras japonesas, a “conversa” se estabelece na exposição de obras com evocações orientais, mas feitas por artistas de outras nacionalidades, como Adriana Varejão. Do outro lado, representações de imagens sacras feitas por Guignard aproximam-se de esculturas barrocas. Um ou outro trabalho pode soar deslocado, sem, no entanto, desvirtuar o conceito original nem prejudicar o prazer da visita.

Museu de Arte do Rio. Praça Mauá, s/nº, Zona Portuária, ☎ 3031-2741. → Terça, 10h às 19h; quarta a domingo,10h às 17h. R$ 8,00. Grátis às terças. Meia-entradapara estudantes de escolas particulares e universitários.De quarta a domingo, grátis para alunos e professoresda rede pública, crianças de até 5 anos e pessoas commais de 60 anos. Até 26 de abril de 2015.

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4 - Pegar um cineminha com o filme Uma Promessa

uma promessa
Friedrich e Lotte: folhetim à moda antiga (Foto: Divulgação)

Na Alemanha de 1912, o jovem Friedrich Zeitz (Richard Madden), órfão e humilde, chega à siderúrgica do poderoso Karl Hoffmeister (Alan Rickman) para trabalhar no setor administrativo. Não demora para ser promovido a secretário particular do patrão devido à dedicação ao emprego. Quem também fica de olho no rapaz é Lotte (Rebecca Hall), a esposa de Hoffmeister, que, além de contratá-lo para dar aulas ao pequeno filho, o convida para morar com a família na mansão. Uma repentina mudança para o México, contudo, vai separá-los. Conduzido de forma acadêmica pelo francês Patrice Leconte (Caindo no Ridículo), o drama romântico Uma Promessa, inspirado no livro do austríaco Stefan Zweig e falado em inglês, agradará quem busca um filme à moda antiga. A bela recriação de época contribui para dar ambiência nostálgica a uma história de desejos reprimidos e amor de folhetim. Direção: Patrice Leconte (A Promise, França/Bélgica, 2013, 98min). 12 anos. Estreou em 20/11/2014.

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5 - Conhecer o Nook Bier, novo bar da Barra

Nook Bier
Balcão é um dos lugares mais disputados do Nook Bier (Foto: Felipe Fittipaldi)

A localização tem algo de estratégico. Logo ali do lado, a unidade Barra da clínica Perinatal ajuda a trazer ao mundo bebês em série, para alegria de pais e responsáveis que, desde o começo do mês passado, não precisam ir muito longe para celebrar o crescimento da família. Não importa o motivo do festejo, 110 rótulos de cerveja artesanal nacionais e importados aguardam a clientela na casa recém-inaugurada. Há lugares em torno das mesas do lado de fora e no mezanino, além do balcão diante de bancos altos.

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Donos do pedaço, os irmãos Alexandre e Marcello Falbo são entusiastas da bebida e ensinam com toda a paciência maiores detalhes sobre as boas opções da carta. Em visita recente, foi de um deles a sugestão para abrir os trabalhos com a saborosa saison dinamarquesa Evil Twin Ryan And The Beaster Bunny (R$ 18,00; 355 mililitros). Mais adiante, a potente quadrupel belga Straffe Hendrink (R$ 19,00; 355 mililitros) traz notas adocicadas e impressionantes 11% de teor alcoólico. Os fãs do tipo IPA podem optar pela Jack Hammer (R$ 31,00; 355 mililitros), criação da badalada escocesa Brewdog. Para acompanhar os bebes com um tira-gosto, o ainda enxuto cardápio oferece uma apetitosa linguiça recheada de provolone, ladeada por duas mostardas, além da travessa de provolone fumegante. Cada pedido sai por R$ 28,00. 

Avenida Embaixador Abelardo Bueno, 1, loja 170, Barra, ☎ 3281-5339 (40 lugares). 14h/23h (seg. e ter. até 21h; fecha dom.). Cc: todos. Cd: todos. Aberto em 2014. 

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Fonte: VEJA RIO