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Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

Por: Redação VEJA RIO

1 - Curtir os concertos do Festival Villa-Lobos

Nicolas Krassik: à frente do grupo Cordestinos, violinista abre Festival Villa-Lobos
Nicolas Krassik: à frente do grupo Cordestinos, violinista abre Festival Villa-Lobos (Foto: Divulgação)

De câmara ou de rua, o melhor da música feita no país ecoa na programação do festival cuja 52ª edição começa na sexta (14). Até o dia 30, mais de 100 músicos vão protagonizar 56 apresentações em quinze espaços, do Complexo do Alemão à recém-reformada Sala Cecília Meireles. É tanta gente que só o link no fim deste texto salva, mas destaques dos primeiros dias já merecem a devida atenção. Na noite de abertura, às 20h30, no Espaço Tom Jobim, o violinista Nicolas Krassik, à frente do grupo Cordestinos, e com convidados do naipe de Toninho Ferraguti (acordeão), celebra Dominguinhos (1941-2013) e Guerra-Peixe (1914-1993). O segundo homenageado — no ano de seu centenário — foi, como Villa-Lobos, um grande compositor entre o erudito e o popular. Sua paixão por música nordestina será festejada na Gafieira do Guerra, também na sexta (14), às 22h, festa na tradicional Estudantina com atrações como a Terreirada Cearense, que vem dando o que falar em bailes da cidade. No sábado (15), às 20h30, de novo no Espaço Tom Jobim, concentram-se dois lançamentos. Um deles é o disco Noel Rosa, Preto e Branco, que passeia pelo repertório do Poeta da Vila em arranjos de piano acompanhando a bela voz da cantora carioca Valéria Lobão. O outro é um resgate histórico: Rio de Janeiro — Álbum Pitoresco-Musical, de 1856, uma das primeiras publicações de partituras de que se tem notícia no Brasil, ganha reedição em livro e disco, com o registro das sete músicas originais, além de sete novas composições, todas inspiradas em recantos cariocas, feito por pianistas como Cristóvão Bastos (também o diretor musical do projeto), Francis Hime e Maria Teresa Madeira. Tem muito mais. Conheça toda a programação aqui.

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2 - Assistir à peça Depois do Ensaio

Sophia Reis, Leopoldo Pacheco e Denise Weinberg:
Sophia Reis, Leopoldo Pacheco e Denise Weinberg: reflexões sobre teatro e afeto  (Foto: Júlia Guimarães/divulgação)

Diretor experiente, Henrik Vogler (Leopoldo Pacheco) está descansando sozinho no palco após o ensaio de sua próxima peça quando a jovem protagonista Anna (Sophia Reis) aparece em busca de uma pulseira alegadamente perdida. A partir desse encontro insuspeito, deflagra-se uma conversa de tintas confessionais. Como um fantasma, Rakel, mãe já falecida de Anna e, conforme se verá depois, amante de Vogler, parece assombrar o diálogo. Inicialmente, ela apenas ronda as falas dos dois, mas logo surge em sua forma física (na pele de Denise Weinberg). Também atriz, ela viveu o papel que agora é da filha no espetáculo que está sendo ensaiado, uma montagem de O Sonho, de August Strindberg, sob o comando do mesmo diretor. A escolha desta peça não parece ser por acaso: teria Vogler dormido antes que Anna entrasse, e tudo é apenas fruto de seu inconsciente adormecido? E a aparição de Rakel, será também sonho, alucinação ou um flashback? Escrito pelo cineasta Ingmar Bergman (1918-2007), o drama Depois do Ensaio, aqui dirigido com leveza por Mônica Guimarães, não oferece respostas definitivas, e nem precisa. São suficientes as reflexões que emergem sobre o fazer teatral e as desventuras de afeto — assuntos tão distintos, mas que se entrecruzam e mobilizam igualmente a alma dos três personagens. No elenco,a visível inexperiência de Sophia, curiosamente, se torna um trunfo ao se contrapor à impetuosidade operística da personagem (e da atuação) de Denise. Pacheco concilia bem a faceta majestosa do veterano diretor com suas camadas mais humanas (80min). 16 anos. Estreou em 11/10/2014.

Oi Futuro Flamengo (72 lugares). Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo, ☎ 3131-3060, ↕ Largo do Machado. → Quinta a domingo, 20h. R$ 20,00. Bilheteria: a partir das 14h (qui. a dom.). Até o dia 30.

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3 - Apreciar as obras de Geraldo de Barros no IMS

geraldo de barros
(Foto: Reprodução)

Embora tenha começado sua carreira pela pintura figurativa, este inventivo artista rapidamente se interessou por um universo distinto: a fotografia abstrata. Essa é a faceta apresentada em Geraldo de Barros e a Fotografia, alentada mostra no Instituto Moreira Salles, com mais de 300 obras. Há uma extensa seleção de imagens dedicadas à série Fotoformas, que abasteceu uma exposição realizada por Barros (1923-1998) na primeira sede do Masp, em 1951. São trabalhos que enfatizam geometrismos, figuras borradas e fotos realizadas a partir de negativos submetidos a intervenções e manipulações variadas. Produzida em seus últimos anos de vida, a série Sobras tem exibidas suas 268 colagens de pequenos negativos sobre vidro, setenta deles com seus correspondentes ampliados na parede. À parte a fotografia, uma das salas reúne atraentes pinturas feitas pelo artista entre as décadas de 60 e 70, quando ele flertou com a pop art.

Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, ☎ 3284-7400 e 3206-2500. → Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Estac. grátis. Visitas guiadas na quinta e na sexta, às 17h. Até 22 de fevereiro de 2015.

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4 - Levar as crianças para conferir a sétima edição do Panoraminha

Atração da Bélgica:  o espetáculo ocupa o Teatro Carlos Gomes
Atração da Bélgica: o espetáculo ocupa o Teatro Carlos Gomes (Foto: Divulgação)

Voltado para a promoção das artes cênicas, com foco na dança contemporânea, o festival Panorama aterrissou no Rio em 1992. A programação, espalhada pela cidade, integra atrações nacionais e estrangeiras. Parte da agenda é voltada para crianças: na sétima edição, o Panoraminha traz ao Rio o espetáculo Danse Étoffée sur Musique Déguisée (Dança Expansiva sobre Música Disfarçada), primeira produção infantil do coreógrafo suíço Thomas Hauert, da Cia ZOO, instalada em Bruxelas, na Bélgica. Com sessões na sexta (14) e no sábado (15), no Teatro Carlos Gomes, a coreografia é embalada por Sonatas e Interlúdios para Piano Preparado, obras do compositor contemporâneo americano John Cage (1912-1992), tocadas ao vivo pelo pianista Daan Vandewalle. Em cena, o bailarino Mat Voorter vive uma estranha criatura que, para chegar à forma humana, atravessa cenários de sonhos e fantasias com esculturas flutuantes e personagens construídos a partir de balões, meias e malhas (45min). Rec. a partir de 5 anos.

Teatro Carlos Gomes (356 lugares). Praça Tiradentes, 19, Centro, ☎ 2224-3602, ↕ Carioca. Sexta (14), 10h e 15h. Sábado (15), 17h. R$ 30,00. Bilheteria: abertura uma hora antes do espetáculo.

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5 - Provar os quitutes árabes do Bar do Elias

Bar do Elias
Deque do Bar do Elias é o lugar mais procurado (Foto: Tomás Rangel)

A rede, com três restaurantes por quilo no Centro, emprestou seu nome a uma expansão boêmia da empresa. Inaugurada no fim de setembro na Barra, a casa confortável recebe a clientela no deque ao ar livre e no salão, além das mesas comunitárias do espaço, dominado por um vistoso balcão de tira-gostos (R$ 99,90 o quilo). Cerca de setenta rótulos de cerveja ocupam as geladeiras. Opção recém-chegada, a americana Big Daddy IPA (R$ 28,90; 355 mililitros) traz notas cítricas no aroma e o amargor característico do estilo. Na hora de explorar o cardápio de petiscos, fique de olho nas dicas árabes. É boa opção a porção de faláfel (R$ 22,00, seis unidades). Os bolinhos à base de grão-de-bico chegaram muito bem temperados. Outro acerto foi a cafta de cordeiro (R$ 16,00). Feita na brasa e servida no ponto correto, é ladeada por azeite temperado com alho. O serviço ainda está um pouco confuso, mas o ambiente agradável amenizou a espera. Complete o programa com uma dose de arak (R$ 18,00), destilado de anis.

Rua Olegário Maciel, 162, Barra, ☎ 3435-4977 (200 lugares). 12h/0h (qui. até 1h; sex. e sáb. até 2h; dom. até 22h; fecha seg.). Cc: todos. Cd: todos. Aberto em 2014.

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Fonte: VEJA RIO