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Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

Por: Redação VEJA RIO

BR-TRANS
Silvero Pereira em BR-TRANS: ele assina a dramaturgia e está em cena neste monólogo (Foto: Lina Sumizono/Divulgação)
  • Monólogo

    BR-Trans
    Veja Rio
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    Entre os tantos méritos deste arrebatador monólogo, talvez o maior seja a capacidade de chamar a atenção do público para um assunto socialmente espinhoso — o preconceito e a violência física sofridos por travestis, transformistas e transexuais —, não se furtar a uma tomada de posição e, mesmo assim, preservar a sua integridade artística. O ator cearense Silvero Pereira está em cena e também assina a bem cerzida dramaturgia do espetáculo, uma reunião de histórias colhidas ao longo de uma pesquisa empreendida por ele em comunidades trans de várias partes do país. No palco, o artista recebe os espectadores na pele de seu alter ego, Gisele Almodóvar, para em seguida vivenciar esses relatos multiplicando-se por personagens cuja vida de certa forma se confunde com a do próprio Pereira. Em pegada algo performática (encampada na cenografia e na luz), a encenação mescla linguagens, notadamente a música, com o ator escoltado pelo instrumentista Rodrigo Apolinário em canções como Geni e o Zepelim, de Chico Buarque, e Três Travestis, de Caetano Veloso. A direção da gaúcha Jezebel De Carli é na maior parte do tempo bem-sucedida na articulação das histórias, garantindo boa fluência. Decisiva para o êxito, porém, é a interpretação de Pereira, desenvolta, de modo a fazer o trabalhoso parecer fácil, além de tocante em sua entrega e coragem.
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  • Na turnê Ao Vivo, o ex-líder do Barão Vermelho reúne composições autorais, canções de seu antigo grupo e de mestres como Tim Maia e Jorge Ben Jor. A noite marca o lançamento da compilação Frejat 2016, de parcerias inéditas com Leoni e Chacal. Vivo Rio (2 000 lugares). Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, ☎ 2272-2901. → Sexta (9), 22h. R$ 100,00 (balcão e setor 3) a R$ 220,00 (camarote A). Bilheteria: 10h/19h (seg. a qui.); a partir das 10h (sex.). Estac. c/manobr. (R$ 35,00). IR. www.vivorio.com.br.
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  • Mais de 100 filmes de metragens variadas, oriundos de 25 países, ocupam salas da rede Cinemark. Em sua 13ª edição, o Fici reprisa sucessos e exibe títulos inéditos por aqui, a exemplo da animação indicada ao Oscar deste ano Canção do Oceano (2014), de Tomm Moore. Estão previstas, dentre outras ao longo da semana, sessões no cinema do Downtown na segunda (7), às 14h30, em Botafogo, às 15h30, e no Carioca Shopping, às 18h30. Salas Cinemark Botafogo, Carioca e Downtown. R$ 9,00. Até domingo (13). Confira a programação completa em www.fici.com.br.
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  • Para celebrar os cinco anos do badalado baile funk, a promoter Carol Sampaio montou um time de peso. Catorze atrações ganham o palco ao longo da noite, entre elas Naldo, Ludmilla e MC Marcinho. Acadêmicos da Rocinha. Rua Bertha Lutz, 80, São Conrado. Sábado (16), 22h. R$ 240,00 (mulheres, 3º lote) e R$ 280,00 (homens, 3º lote). ICE.
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  • Centros culturais

    Claudia Andujar
    Veja Rio
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    Tão alto quanto constante, o nível de excelência das mostras de fotografia realizadas no Instituto Moreira Salles já se tornou uma marca do endereço. A situação segue inalterada na individual da consagrada artista suíça, radicada no Brasil na década de 50. Resultado de uma pesquisa de dois anos no arquivo da fotógrafa, No Lugar do Outro traz um apanhado de sua trajetória desde a chegada a São Paulo — cidade que ela clicou para instigantes ensaios experimentais, com uso de filme infravermelho, entre outros recursos. Uma das salas é dedicada à série Famílias Brasileiras, de registros do cotidiano de quatro grupos: uma família baiana, dona de próspera fazenda de cacau, outra de classe média paulistana, a terceira formada por pescadores, isolada em uma praia de Ubatuba, em São Paulo, e, por fim, um clã mineiro de profundos valores religiosos. Especialmente interessante é a produção da fotógrafa para a revista Realidade, onde trabalhou de 1966 a 1971. Nesse lote encontram-se registros impactantes do trabalho do médium Zé Arigó em Congonhas do Campo, Minas Gerais. Sua rotina incluía impressionantes operações a sangue-frio. Fotografias de natureza feitas durante as primeiras viagens de Claudia à Amazônia, no começo dos anos 1970, algumas de contornos quase abstratos, completam o acervo.
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Fonte: VEJA RIO