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Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

Por: Redação VEJA RIO

Tribos
Tribos: comédia com Antonio Fagundes (Foto: João Caldas/Divulgação)

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  • Comédia

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    Surdo de nascença, Billy (Bruno Fagundes) superou amplamente suas limitações com o amparo da família, toda ela de ouvintes: dono de um enorme traquejo na leitura labial, o rapaz também fala, garantindo a comunicação. Isso não esconde, porém, a frágil estabilidade por trás do convívio entre os integrantes desse idiossincrático núcleo familiar. O patriarca Christopher (Antonio Fagundes, pai de Bruno na vida real, bisa com ele a parceria do drama Vermelho, de 2012) é um crítico acadêmico de língua mordaz, frequentemente confrontado pela mulher, a escritora tardia Beth (Eliete Cigaarini). Os irmãos são dois fracassados: Daniel (Guilherme Magon) escreve uma tese sobre linguagem que não consegue terminar, enquanto Ruth (Maíra Dvorek) canta ópera em pubs. Todos, como se vê, esbarram em dissonâncias entre a capacidade de se comunicar e a dificuldade real de fazê-lo. Esse quadro será posto à prova quando Billy se apaixonar por Silvia (Arieta Corrêa), garota que começa a ensurdecer depois de adulta. A direção de Ulysses Cruz equilibra o humor (por vezes perverso) e a densidade do texto da inglesa Nina Raine. Na boa condução dos atores, o diretor felizmente resiste à tentação de empurrar um protagonismo indevido a Antonio Fagundes. Ainda assim, o ator brilha, acompanhado por um elenco entrosado — destaque para Bruno e sua composição notavelmente estudada para um personagem tecnicamente exigente e Arieta, dominando as sutilezas de uma figura meio fora de lugar.
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  • São três dias de festa em homenagem a Tim Maia (1942-1998). Na sexta (24), a atração principal é a banda Vitória Régia, que acompanhava o cantor. Moraes Moreira e MC Marcinho, entre outros, animam o público no dia seguinte. No domingo (26), às 13h, food trucks abastecem o público entre uma apresentação e outra. A partir das 19h, o baile é comandado por Zeh Pretim e a classificação etária sobe para 18 anos.
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  • Antonio Tigre, autor do livro homônimo levado ao palco, é professor de ioga. No musical em cartaz no Galpão das Artes do Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, os adaptadores tiveram o cuidado de usar posturas bem características, mas sem exageros: a serviço da história, uma fábula de toque oriental. Estreantes no teatro infantil, os diretores Arlindo Lopes e Juliana Terra entregam um espetáculo de colorido rico, reforçado por belos figurinos de Beth Passi de Moraes, Joana Passi e Rebeca Dallmaier. Máscaras confeccionadas pela artista peruana María Arribasplata se destacam entre os elementos cênicos usados. Luciana Bollina, intérprete talentosa já vista em Hair e Sweet Charity, encarna a narradora Parvati. Em cena, ela demonstra versatilidade ao cantar, dançar e tocar instrumentos indianos. Ao longo da trama sobre o príncipe Shridhara, em sua aventura rumo ao topo dos Himalaias, o protagonista aparece no palco como um boneco (criado por Alexandre Guimarães) manipulado por Tigre. A trilha sonora de Gui Cavalcanti, executada ao vivo, mistura temas da cultura hindu à sonoridade nordestina. Apresentada com leveza e bom humor — Ganesha, a divindade em forma de elefante, passeia de patinete pelo palco —, a história do menino iogue empolga a plateia, que embarca sem esforço na viagem por paisagens pouco comuns por aqui. Rec. a partir de 4 anos.
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  • Finalista do Oscar 2015 de melhor animação, O Conto da Princesa Kaguya perdeu o prêmio para Operação Big Hero. Dá para compreender a decisão. Ao contrário do desenho animado vencedor, da Disney, com apelo muito mais popular, a pequena obra-prima japonesa segue a “antiga” técnica dos traços manuais e traz à tona uma fábula, por vezes complexa, do século X. Embora seja um (longo) filme para a admiração dos adultos, os mais crescidinhos podem se entreter com a magia da trama. Nela, um cortador de bambu encontra um minúsculo bebê dentro de um caule e o leva para casa. Como não têm filhos, ele e a esposa decidem criar a menina, cuja velocidade de crescimento se revela espantosa. O pai deseja o melhor para a filha e, ao receber uma fortuna, deixa o campo em direção à cidade, constrói um casarão e espera a visita de pretendentes para sua princesa Kaguya. Rebelde, a jovem despreza as tradições e quer ter opinião e escolhas próprias. Em cores esmaecidas e estilo impressionista, o desenho arrebata pelo esplêndido visual, um precioso trabalho do veterano cineasta Isao Takahata, de 79 anos, um dos fundadores do já lendário estúdio Ghibli. Estreou em 16/7/2015.
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Fonte: VEJA RIO