diversão

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

Por: Redação VEJA RIO

Caranguejo Overdrive
Caranguejo Overdrive: espetacular montagem da Aquela Cia. de Teatro mescla linguagens com efeito avassalador (Foto: João Júlio Melo/Divulgação)

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  • Conhecida por obras impregnadas de arrojo cênico, a Aquela Cia. de Teatro alcança plenamente neste drama a harmonia tão frágil entre comunicação com o público e desbravamento sem concessões. Pedro Kosovski assina o potente texto sobre um soldado da Guerra do Paraguai (papel de Matheus Macena) que, dispensado após um colapso nervoso, retorna ao Rio de 1870. Sua cidade natal, porém, está irreconhecível aos seus olhos, devido às obras de saneamento que dariam origem ao Canal do Mangue, no Centro. A alusão às reformas urbanísticas que tomaram o Rio nos últimos anos (e sua eventual gentrificação por consequência) é inequívoca, mas, felizmente, desprovida de qualquer ranço de didatismo ou panfletagem. Outras reflexões, no entanto, vêm à tona no texto, de tal maneira imbricado com a encenação — e nisso reside grande parte da força avassaladora da montagem — que é até difícil imaginar o conteúdo em outra forma. Na direção de Marco André Nunes, diálogos, palavra recitada, elementos de performance e trilha executada ao vivo (pelo diretor musical Felipe Storino, com Maurício Chiari e Kosovski) se cruzam de forma orgânica. A fascinante instalação cênica que abriga a trama (concebida por Nunes e iluminada com esmero por Renato Machado) sugere a crueza suja do mangue em uma caixa de areia e em uma gaiola de caranguejos. Completado por Eduardo Speroni, Alex Nader, Fellipe Marques e Carolina Virguez, o elenco exibe notável entrega e, para além de destaques individuais, uma extraordinária noção de conjunto.
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  • Um dos fundadores do Tropicalismo, o baiano de Irará reúne clássicos como Nave Maria e canções mais recentes, como a deliciosa marchinha Papa Francisco Perdoa Tom Zé, no show Eu Cantando para os Meus. Abrindo o caminho, o trio instrumental carioca Chinese Cookie Poets mistura rock e free jazz.
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  • Natural de Estrasburgo, na França, a artista divide residência entre Paris e Rio há quase vinte anos. Em que pese tal proximidade, além do prestígio entre seus pares, seu nome é pouco conhecido do público daqui — uma lacuna que pode ser corrigida com uma visita à bela individual Temporama, em cartaz no MAM. Como sugere o nome, o tempo é evocado no diálogo entre o passado e o presente da trajetória de Dominique: em um salão de 1 800 metros quadrados, no 2º piso, convivem onze obras do início de sua carreira, nos anos 80, e uma única criada para a exposição: uma piscina cenográfica em que a artista surge em reproduções nas quatro bordas, caracterizada como Marilyn Monroe. Para contemplar a leva de produções mais antigas, o visitante circunda o “espelho-d’água”, em uma provocativa interlocução das obras com o espaço — ideia cara a Dominique e reforçada na aplicação de filme vermelho de um lado e azul de outro nas janelas do salão. No percurso, esbarra-se com trabalhos curiosos, a exemplo de uma estante com livros que sustentam as prateleiras e tijolos em seu lugar.
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  • Comédia dramática

    Samba - Filme
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Olivier Nakache e Eric Toledano foram responsáveis por Intocáveis (2011), um dos maiores sucessos do cinema francês dos últimos anos. Revelação do filme anterior, o ator Omar Sy volta no recente trabalho dos diretores na pele do protagonista Samba, um senegalês que mora ilegalmente em Paris há dez anos. Ele faz bicos em restaurantes e é preso por agentes do departamento de imigração. Na outra ponta da história está Alice (Charlotte Gainsbourg), executiva em licença médica cujo novo trabalho é colaborar com uma ONG que tenta regularizar a situação dos clandestinos no país. O destino se encarrega de fazer o encontro de Samba e Alice. Enquanto ele tem energia contagiante (muito semelhante à de seu personagem em Intocáveis), a moça se encaixa num quadro depressivo. Não à toa, os realizadores usam a mesma fórmula de antes: uma combinação de drama e humor com uma pegada mais alto-astral. A graça da trama, contudo, vem da presença do francês Tahar Rahim. Quase sempre visto em papéis sisudos, o ator de origem argelina interpreta um brasileiro e rouba a cena ao ensaiar um strip-tease ao som de Palco, de Gilberto Gil. Estreou em 9/7/2015.
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  • Cervejas especiais

    Calavera Kitchen & Bar

    Rua Capitão Salomão, 14, Humaitá

    Tel: (21) 3734 5461

    Veja Rio
    Sem avaliação

    Caçula do polo gastronômico que se formou nos arredores da Rua Capitão Salomão, o bar de pegada rock exibe cerca de vinte rótulos de cerveja nas prateleiras, além de três torneiras de chope — uma delas dedicada exclusivamente ao pilsen da cervejaria Röter, de Barra do Piraí (R$ 7,90, 290 mililitros; R$ 14,90, 580 mililitros). Em garrafa, algumas dicas são a CaturrIPA, da gaúcha Irmãos Ferraro (R$ 36,00, 600 mililitros), e a intensa Colorado Vixnu, uma Imperial IPA (R$ 35,00, 600 mililitros). Hambúrgueres são as estrelas do competente cardápio, criado pela chef Ciça Roxo: o darth calavader burger reúne blend de carnes, aïoli de tomate seco, alface-americana, fonduta de cheddar e fatias de bacon no pão negro kuru (R$ 35,00). Quem quiser variar pode apostar nos deliciosos dedinhos de bruxa (R$ 17,00), porção de quiabos fritos em massa de tempurá, acompanhada de molhos agridoce e de tucupi. Preço verificado entre maio e julho de 2016

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Fonte: VEJA RIO