diversão

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

Por: Redação VEJA RIO

Quem Vai Pagar a Conta?
Quem Vai Pagar a Conta?, produção alemã: a lei da selva em curioso debate na TV (Foto: Reprodução)

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  • Na 23ª edição, o segundo maior festival de animação do planeta — atrás de seu par na cidade francesa de Annecy — está de casa nova. Depois de apertar multidões no CCBB e na Fundição Progresso, o Anima Mundi ocupa as monumentais dependências da Cidade das Artes de sexta (10) ao dia 15. A programação espalha-se ainda pelas telas do Odeon, do Oi Futuro Ipanema, do Auditório do BNDES e do Ponto Cine, mas o Q.G. na Barra tem tudo para fervilhar como um point. Aída Queiroz, Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães, os curadores, assistiram a mais de 1 600 filmes para escolher 450. São produções variadas de quarenta países, da França à Moldávia, passando por Brasil, Estados Unidos e Irã. Entre os oito longas, há inéditos por aqui, como Shaun, the Sheep, da produtora inglesa Aardman, O Pequeno Príncipe, representante francês elogiado no último Festival de Cannes, e o belga Song of the Sea, indicado ao Oscar neste ano. Os três serão exibidos na Cidade das Artes, respectivamente no domingo (12), às 18h, no mesmo dia, às 20h, e no sábado (11), às 20h. Um mundo, a ala dos curtas é repleta de surpresas. Parte da graça está em descobri-las, mas algumas dicas podem ser bem-vindas. Da Alemanha, Quem Vai Pagar a Conta? é um primor de síntese. Na ácida parábola de quatro minutos, leão, leoa, hiena, abutre e uma triste zebra, reunidos em um debate televisivo, mostram como pode ser injusta a vida na selva (e fora dela). O filme tem sessões às 21h na sexta (10), na Cidade das Artes, e no domingo (12), no Odeon. Luma, israelense, trata de conectividade, assunto bastante presente nesta edição. Atração no Oi Futuro, na sexta (10), às 20h, e na Cidade das Artes, no dia seguinte, às 22h30, a trama triste de traço simples mostra como a menina do título disputa a atenção dos pais com gadgets como o laptop e o game. Também da Alemanha, Dissonance, de Till Nowak, é uma das obras mais perturbadoras da seleção. Cenários reais e virtuais, atores e computação gráfica fundem-se na triste história do pianista mergulhado em devaneios  profundos e problemas familiares. O filme, exibido em fevereiro no Festival de Berlim, passa na sexta (10), às 17h, na Cidade das Artes, e no sábado (11), às 21h, no Odeon. Outra pepita de 2015, Chase Me será visto na sexta (10), às 17h, no Odeon. A produção francesa alia técnicas de computação gráfica e stop-motion a bonecos criados com impressora 3D. O resultado é de fazer cair o queixo. Confira a programação completa em abr.ai/anima-2015
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  • O amor transborda na tocante montagem da companhia Os Dezequilibrados. Autor e diretor do espetáculo, Ivan Sugahara teceu uma delicada dramaturgia, na qual questões de um casal contemporâneo se entrelaçam às dos casais dos clássicos Tristão e Isolda, Romeu e Julieta, Don Juan e Werther. Na trama, o sentimento é evocado como instância deflagradora de situações típicas, universais e atemporais. Reforça tal ideia a encenação de praticamente todos os diálogos em gromelô, espécie de língua inventada nos palcos, incompreensível foneticamente, que ganha sentido na empostação da voz e nas ações dos atores. O diretor vocal Ricardo Góes e a preparadora corporal Duda Maia têm peso decisivo no êxito da proposta. Desdobrando-se em múltiplos personagens, Claudia Mele, Ângela Câmara, Julio Adrião e José Karini mostram desenvoltura, entrosamento e, acima de tudo, amorosa entrega ao projeto.
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  • Os limites entre desenho e fotografia são, há alguns anos, objeto de investigação na obra da paulistana Claudia Melli. Na individual Lugares Onde Nunca Estive, essas fronteiras aparecem borradas. Enxuto, o acervo reúne dezessete trabalhos, sete deles inéditos. À primeira vista, as imagens sugerem um efeito de hiper-realismo, por vezes evocando a instantaneidade da fotografia no registro de objetos em movimento. A maior parte foi criada em nanquim sobre vidro, técnica pela qual a artista tem especial predileção. Alguns exemplares, produzidos mais recentemente, também incluem tinta acrílica — usada, por exemplo, no fundo azul de uma obra sem título da série Entre-Tempos, que mostra silhuetas de cavalos de carrossel.
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  • Antonio Tigre, autor do livro homônimo levado ao palco, é professor de ioga. No musical em cartaz no Galpão das Artes do Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, os adaptadores tiveram o cuidado de usar posturas bem características, mas sem exageros: a serviço da história, uma fábula de toque oriental. Estreantes no teatro infantil, os diretores Arlindo Lopes e Juliana Terra entregam um espetáculo de colorido rico, reforçado por belos figurinos de Beth Passi de Moraes, Joana Passi e Rebeca Dallmaier. Máscaras confeccionadas pela artista peruana María Arribasplata se destacam entre os elementos cênicos usados. Luciana Bollina, intérprete talentosa já vista em Hair e Sweet Charity, encarna a narradora Parvati. Em cena, ela demonstra versatilidade ao cantar, dançar e tocar instrumentos indianos. Ao longo da trama sobre o príncipe Shridhara, em sua aventura rumo ao topo dos Himalaias, o protagonista aparece no palco como um boneco (criado por Alexandre Guimarães) manipulado por Tigre. A trilha sonora de Gui Cavalcanti, executada ao vivo, mistura temas da cultura hindu à sonoridade nordestina. Apresentada com leveza e bom humor — Ganesha, a divindade em forma de elefante, passeia de patinete pelo palco —, a história do menino iogue empolga a plateia, que embarca sem esforço na viagem por paisagens pouco comuns por aqui. Rec. a partir de 4 anos.
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  • CervejáRio

    Avenida Dom Hélder Câmara, 6001, Pilares

    Tel: (21) 3547 1999

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    Amigos de longa data, Adilson Rodrigues e Álvaro Lamelas rodaram a cidade atrás do endereço ideal para realizar o sonho do bar próprio. Depois de muito procurar, acabaram no ponto de partida: Pilares, onde mora Adilson. Em dezembro, os dois abriram o primeiro estabelecimento especializado em cervejas artesanais do bairro. Instalada no centro comercial do condomínio Arena Park, nos arredores do estádio Nilson Santos, o popular Engenhão, a casa tem nove torneiras de chope. Duas delas oferecem sugestões da americana Brooklyn (R$ 24,50, 473 mililitros) e uma terceira é reservada para a alemã Paulaner (R$ 14,90; 300 mililitros). As demais mudam toda semana e priorizam cervejarias nacionais. Chamam ainda mais atenção as garrafas de 100 rótulos expostas em prateleiras, destaque na discreta decoração do salão e do mezanino — cadeiras e mesas altas, do lado de fora, são outros espaços disponíveis.

    Recém-chegada ao Brasil, a IPA da belga Vedett (R$ 31,00; 330 mililitros) pode ser uma dica diferente, com seu sabor de notas florais e amargor moderado. Da lista de petiscos preparados no forno elétrico, o sanduíche de picanha defumada (R$ 20,00) trouxe molho barbecue em excesso. A linguiça com provolone (R$ 40,00) cumpriu melhor sua missão de tira-gosto.

    Festa: as noites de sexta são animadas por DJ e sábado é dia de rock ao vivo

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Fonte: VEJA RIO