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Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

Por: Redação VEJA RIO

salina
O drama da companhia Amok Teatro foi escrito pelo francês Laurent Gaudé (Foto: Divulgação)
  • Ainda jovem, Salina (Ariane Hime) tem seu destino irremediavelmente atrelado ao do guerreiro Saro Djimba (André Lemos), filho mais velho de uma importante família, a quem deverá se unir em um casamento arranjado. Seu coração, no entanto, pertence ao caçula do clã, Kano (Thiago Catarino), mas o ímpeto de trilhar caminhos próprios se revelará vão: ela será desposada à força, terá um filho que vai odiar do fundo de sua alma e será, por fim, banida da cidade, após deixar o marido moribundo sem socorro. De sua humilhação nascerá um desejo profundo de vingança. Escrito pelo francês Laurent Gaudé, esse drama pungente, com tintas de tragédia, mergulha em uma África ancestral (e imaginária) na qual se desenrola a trama. Na montagem da companhia Amok Teatro, dirigida com enorme apuro por Ana Teixeira e Stéphane Brodt, o continente é evocado em tudo — da rusticidade do cenário ao desenho e colorido dos figurinos, das danças coreografadas à trilha sonora executada ao vivo por Fábio Simões Soares. Como acontece no melhor teatro, no entanto, transcende-se a geografia para refletir sobre toda a humanidade. Demonstrando coragem diante da sensação de eterna urgência que se tornou marca do nosso tempo, a direção reforça a aura ritualizada nesse verdadeiro tour de force de quase quatro horas, recompensador em cada minuto. Absolutamente imbuído de seus personagens, com um notável trabalho de corpo e voz, o elenco (formado ainda por Luciana Lopes, Sergio Ricardo Loureiro, Tatiana Tibúrcio, Graciana Valladares, Sol Miranda, Reinaldo Junior e Robson Freire) exibe méritos individuais, mas há que destacar sua extraordinária força em conjunto. Estreou em 26/2/2015. Até 29/3/2015.
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  • O festival que nasceu em 1985 como Free Jazz e já trouxe à cidade artistas do porte de Dizzy Gillespie, Sarah Vaughan e Chet Baker, foi rebatizado três vezes, incorporando a marca de patrocinadores e outros gêneros musicais. Sob o nome atual desde 2015, o projeto criado pelas irmãs e produtoras Sylvia (1960-1998) e Monique Gardenberg chega à 31ª edição de volta às origens: o jazz domina as atrações escaladas para o Vivo Rio entre sexta (1º) e domingo (3). A abertura, com setores já esgotados, reúne duas feras — o pianista Herbie Hancock, 75 anos, e o saxofonista Wayne Shorter, 82. Amigos e parceiros de longa data (eles tocaram juntos no célebre quinteto de Miles Davis nos anos 1970), os dois gravaram, em 1997, o disco 1 + 1. No sábado (2), o quinteto instrumental Kneebody e o produtor Daedelus (Alfred Darlington) apagam as fronteiras entre o jazz e o eletrônico, bisando o encontro registrado no disco Kneedelus. Na mesma noite, o baterista e compositor Antonio Sanchez, recém-premiado com um Grammy pela trilha do filme Birdman, apresenta-se com o grupo Migration. Atração do último dia, o quarteto liderado pelo tunisiano Anouar Brahem, mestre do alaúde, funde música clássica e popular árabe com jazz. Antes, o bandolinista brasileiro Hamilton de Holanda sobe ao palco, depois de quatro anos, com seu festejado quinteto Brasilianos.
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  • Palco de uma improvável sequência de ótimas exposições de fotografia nos últimos anos, o Instituto Moreira Salles acerta mais uma vez — e bem no centro do alvo — com esta belíssima individual. Em uma confluência rara, aqui estão reunidos um nome de indiscutível reputação em sua área, uma montagem impecável, uma seleção de obras tão numerosa quanto relevante e uma consistência artística que convive harmoniosamente com um irresistível apelo pop. Aos 76 anos e ainda fazendo seus cliques, o americano trouxe o status de arte para a fotografia colorida, até certa época considerada vulgar e própria apenas de publicitários e amadores. Em 1976, uma icônica exposição de suas fotos no MoMA de Nova York desnorteou os colegas e especialistas, acostumados ao habitual preto e branco. Parte significativa dessas imagens, dotadas de enorme senso de composição, está entre as 170 de A Cor Americana. Há, porém, outras séries, a exemplo da importante Los Alamos, produzida em viagens pelo sul dos Estados Unidos entre 1965 e 1974. As cores vibrantes do acervo não escondem um fio de melancolia, notável em personagens que parecem saídos de uma tela de Edward Hopper. Na mesma linha, o que dá a impressão de ser uma ode à modernização americana em fotos de carros, letreiros e outdoors deixa antever certa decadência.
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  • Vinda da Flórida, a jovem Agatha Weiss (Mia Wasikowska) desembarca em Los Angeles e faz um tour pela “cidade dos artistas” com o motorista de limusine e aspirante a ator e roteirista Jerome Fontana (Robert Pattinson). Ela quer reencontrar a mansão da família de Benjie (Evan Bird), um ator mirim de sucesso que é filho de um terapeuta dos famosos (John Cusack). Por indicação da atriz Carrie Fisher (papel feito pela própria), Agatha vira secretária da estrela decadente Havana Segrand (Julianne Moore). São esses, basicamente, os personagens de Mapas para as Estrelas, uma cáustica visão do diretor canadense David Cronenberg da vida de astros do cinema e das pessoas que orbitam ao redor deles. Com diálogos desconcertantes e humor para lá de negro, o realizador faz um painel de uma gente arrogante, oportunista e pronta para puxar o tapete. Vale o aviso: o tom usado por Cronenberg para registrar o lado B (ou seria Z?) de Hollywood é o da extremidade — a pessoa mais, digamos, boazinha incendiou a mansão da família e ficou literalmente queimada por isso. Estreou em 19/3/2015.
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  • Brasileira / Botecos

    Bom Senso Bar e Braseteria

    Rua Barão do Bom Retiro, 2781, Grajaú

    Tel: (21) 2571 6535 ou (21) 2571 6292

    Sem avaliação

    Quem não conhece a área mal pode imaginar que no mesmo imóvel funcionou uma simpática loja de doces. No entanto, após uma obra radical, a casa foi reaberta em dezembro passado exibindo não mais vitrines com tortas, mas uma bela churrasqueira a carvão. É dela que sai a maior parte das pedidas do extenso cardápio, com opções fartas para quem busca uma refeição — caso do galeto carioca (R$ 30,50), acompanhado de batata frita e farofa de alho. Se a ideia for apenas sentar-se no salão ou nas mesinhas da calçada para petiscar e jogar conversa fora, há sugestões como a linguiça de pernil ou de frango e o pão de alho (R$ 4,50 cada um). São abre-alas saborosos, mas chegaram à mesa mornos. Melhor pedida foi o frango à passarinho crocante ao aïoli (R$ 36,50), em que os nacos vêm empanados e ladeados por maionese com alho. Para matar a sede, chope Brahma (R$ 5,50; 350 mililitros), nove opções de cerveja de 600 mililitros ou a ainda tímida carta de artesanais. Dela, caiu bem a aromática Underground Rock Pale Ale (R$ 18,20; 355 mililitros).

    Preços checados em 20 de março de 2015

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Fonte: VEJA RIO