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Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

Por: Redação VEJA RIO

James Brown
Boseman: talento e vigor surpreendente (Foto: Divulgação)
  • — A História de uma Lenda (2013), Chadwick Boseman interpretou de forma soberba Jackie Robinson (1919-1972), o primeiro jogador negro na principal liga de beisebol americana. Um ano depois, dobrou a aposta ao encarnar outro personagem real, inconfundível no seu modo de falar, cantar e dançar. Na pele do ídolo do funk, do soul e do showbiz, Boseman porta-se diante das câmeras como a força da natureza que foi James Brown (1933-2006). Estreia exclusiva no Estação NET Botafogo 1, o drama musical dirigido por Tate Taylor (Histórias Cruzadas) ziguezagueia no tempo. Começa em 1988, em um dos momentos de violenta piração do astro, volta para sua infância miserável, na década de 30, dali salta até o sucesso na década de 60. Algumas cenas são narradas pelo próprio Brown (Boseman), recurso que reforça o caráter controlador do biografado. A trama é enriquecida por coadjuvantes talentosos nos papéis da mãe ausente (uma altiva Viola Davis), do empresário Ben Bart (Dan Aykroyd) e de Bobby Byrd (Nelsan Ellis), parceiro musical desde o princípio, quando Brown era apenas um jovem presidiário sem muito futuro. Na trilha sonora, um empolgante desfile de clássicos, do pioneiro hit Please, Please, Please a I Got You (I Feel Good).
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  • Até o fim dos anos 90, a cantora americana conciliava o trabalho artístico com o expediente diário como carcereira no complexo penitenciário de Rikers Island, em Nova York. O primeiro disco, de 2002, ela lançou aos 46 anos. Essa revelação tardia da soul music superou obstáculos variados, como o câncer que a fez passar por cirurgias em 2014 e em janeiro deste ano, e espanta os males soltando a voz com energia inigualável. Acompanhada por duas backing vocals e pelos oito instrumentistas do grupo The Dap-Kings, com ela desde o início, Sharon Jones volta ao Brasil, após uma visita feita em 2011. No Vivo Rio, na sexta (29), e no Bourbon Festival Paraty, no sábado (30), ela mostra as faixas de seu sexto disco, Give the People what They Want. O repertório ainda costuma trazer a imbatível 100 Days, 100 Nights, faixa-título de seu terceiro disco, e surpresas decididas na hora — entre as opções, uma balançante versão do clássico I Heard It Through the Grapevine. “Uma novidade que posso garantir em primeira mão é que vamos mostrar uma parte do álbum-solo dos Dap-Kings, que deve sair em junho. Uns vinte minutos do show serão deles”, avisa a estrela (leia a íntegra aqui).
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  • Entre meados dos anos 60 e o início da década seguinte, um casarão do século XVIII, sede de uma fazenda convertida em pensão, tornou-se fervilhante ponto de confluência de grandes nomes das artes brasileiras — alguns já com esse status, outros no caminho de conquistá-lo. Localizado no terreno onde hoje fica o Shopping Rio Sul, o Solar da Fossa, como ficou conhecido, recebeu de Caetano Veloso a Aderbal Freire-Filho, de Paulo Leminski a Zé Keti, de Betty Faria a Paulo Coelho. No consistente trabalho do grupo Complexo Duplo, o lendário endereço tem sua história contada de maneira evocativa, não enciclopédica, através de um painel musical visualmente exuberante. Escrito por Daniela Pereira de Carvalho, o texto traz, entre o prólogo e o epílogo fixos, três blocos cuja ordem de apresentação é decidida por votação da plateia ao início da sessão. Sem prejuízo de entendimento, qualquer que seja a escolha, a trama parte de um diário fictício, com diversas páginas faltantes. Sua autora é Clarice (Tainá Nogueira), jovem hóspede do Solar cuja ingenuidade será deixada para trás graças ao intenso convívio com as ideias dos demais moradores. A dramaturgia fragmentada, se compromete um tanto o desenvolvimento dos personagens (criações baseadas em figuras reais, sem se referir a nenhuma delas especificamente), por outro lado compõe um atraente mosaico justificado pelo espírito subversivo e caótico do lugar. Mais do que meritórias em comparação a tantos musicais de repertório já existente, as canções de Luciano Moreira e Felipe Vidal (com inserções de clássicos daquela época e sob direção musical de Marcelo Alonso Neves) revelam beleza própria, à parte sua relação funcional com a trama. A direção engenhosa de Vidal dribla certa redundância de situações e impõe o ritmo necessário a um espetáculo longo. Formado ainda por Julia Bernat, Guilherme Miranda, Leonardo Corajo, Adassa Martins, Felipe Antello, Clarisse Zarvos, Guilherme Stutz, Izak Dahora, Jefferson Almeida, Julie Wein, Laura Becker e Luciano Moreira, o elenco se desdobra em uma penca de instrumentos, mostrando entrega, vigor e coesão condizentes com a essência do Solar.
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  • Comédia de Shakespeare, A Megera Domada tem um prólogo menos famoso do que a conhecida trama principal sobre Catarina, a jararaca do título — nele, um bêbado sem tostão acorda de ressaca em um castelo e acredita que está rico. Esse é o mote inspirador de Todo Vagabundo Tem Seu Dia de Glória, atração no Oi Futuro Flamengo. No musical, Thiago Pach dividiu a direção com Adren Alves, compôs as letras da trilha sonora e encarna o papel principal, do maltrapilho Cristóvão Gerônimo. Ao esbarrar com o pobre coitado na rua, o lorde (Wendell Bendelack) ordena que ele seja levado para seu castelo e ganhe um tratamento de nobre. Cristóvão até gosta da nova vida, mas a farsa, levada com toques de commedia dell’arte, não demora a descambar em confusão. Rec. a partir de 5 anos.
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  • Centros culturais

    Robert Rauschenberg
    Veja Rio
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    Em 1960, isolado em uma colônia de pescadores na Flórida, o artista texano dedicou-se a concluir uma série de trabalhos que recriavam graficamente os 34 cantos de Inferno, primeira parte de A Divina Comédia, clássico de Dante Alighieri. Nesse conjunto, Rauschenberg (1925-2008) usou uma técnica que investigava havia dois anos: a transferência de imagens de revistas, que recebiam solventes e eram posteriormente decalcadas. Utilizando ainda aquarela e lápis de cor, ele criou gravuras que, em 1965, seriam produzidas em uma edição fac-similar autorizada pelo próprio. Vêm daí as obras apresentadas, cada uma ao lado do respectivo canto. Trata-se de imagens que fogem do lugar-comum associado ao inferno — tão belas quanto alegóricas, são desafiadoras para qualquer um que deseje buscar nelas uma relação óbvia com o texto de Dante.
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Fonte: VEJA RIO