Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

Por: Redação Veja Rio

Temporada
Temporada: novidade no Arpoador (Foto: Gianne Carvalho)
  • Popularizado a partir dos anos 40, o cinema noir foi um subgênero do filme de suspense com características marcantes — os tons escuros, a narrativa pontuada por pausas dramáticas e a presença de uma femme fatale são algumas delas. Tudo isso veio junto com a inspiração para o nome do projeto musical que, iniciado em 2014, rodou o país, rendeu um disco homônimo e passa pelo palco do Solar de Botafogo de quinta (14) a domingo (17). Talentos de escolas distintas, Marcos Suzano (percussão e voz, um virtuose do pandeiro), Luís Filipe de Lima (autoridade no violão de sete cordas), Katia B (voz e guitarra, além da “fatale” presença de palco) e Guilherme Gê (teclado, um arsenal de efeitos e voz) contracenam com projeções de Batman Zavareze — nas imagens aparecem nomes como Egberto Gismonti, Jards Macalé e Arto Lindsay, que participaram do CD. Entre a programação eletrônica e o domínio técnico do quarteto, ganham versões surpreendentes composições de alta voltagem dramática, a exemplo de Volta, Aves Daninhas (ambas de Lupicínio Rodrigues), Risque (Ary Barroso), Pra que Mentir? (Noel Rosa) e Autonomia (Cartola).
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  • Recomenda-se ter alguma folga de tempo e disponibilidade de entrega para a apreciação desta individual da artista finlandesa. Longamente batizada de Sobre Assuntos Desconhecidos, Natureza dos Milagres e Possibilidades da Percepção, a mostra no Oi Futuro Flamengo reúne vídeos (técnica na qual Eija-Liisa é expoente na cena contemporânea) que evocam temas como alteridade e relação do indivíduo com o mundo. A duração de cada um é variável, podendo chegar a quase trinta minutos — mas o mergulho na experiência é sempre recompensador. Algumas obras são exibidas em apenas uma tela, caso de Pescadores (2007), registro de uma luta inglória de homens para avançar com seu barco mar adentro, além da arrebentação. Os trabalhos mais envolventes, no entanto, são aqueles em que a artista compõe uma instalação com projeções de diversas partes de uma mesma cena que dialogam entre si, a exemplo de A Casa (2002), narrativa algo surrealista concebida a partir de entrevistas e debates com mulheres que sofriam de psicose.
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  • Bares de praia

    Temporada

    Avenida Francisco Bhering, 65, Ipanema

    Tel: (21) 2523 0066

    Veja Rio
    Sem avaliação

    Referência na orla mais pela vista privilegiada, que se estende da Pedra do Arpoador ao Leblon, o Azul Marinho fechou as portas em 2014. Sob nova direção, o bar no Hotel Arpoador foi reaberto batizado de Temporada. Como o nome já sugeria, funcionaria por um período definido e, depois, seria reformulado. Mas o sucesso foi tanto — prova disso foi o voto recebido na categoria visual do Rio — que a, digamos, temporada foi prorrogada até o fim dos Jogos Olímpicos de 2016. Para celebrar a sobrevida, o chef argentino Christian Garcia reformulou o cardápio. Sucesso, o tartare de atum com chips de batata-baroa e iogurte de wassabi (R$ 45,00) ganhou a companhia de empanada de carne (R$ 7,00) e do fresco tiradito de salmão com agrião e vinagrete de maracujá e shoyu (R$ 42,00). Atração principal, a carta de drinques, formulada pela mixologista do Teto Solar Sandra Mendes, conta com dicas como o bikini kills, reunião de vodca de açaí, licor Chambord e limão-siciliano (R$ 31,00). Na ala das cervejas, entraram em cena rótulos da Mistura Clássica, a exemplo do Amnésia, uma potente imperial IPA (R$ 29,00; 500 mililitros).

    Preços checados em outubro de 2015

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  • Por trás do humor negro escancarado neste novo trabalho da Cia OmondÉ, vislumbra-se um dramático retrato da degradação humana. A ação se passa durante uma viagem rumo a Miami, do embarque no aeroporto ao voo imprevisível e atribulado, entrecruzando histórias ligadas à infância. No avião estão a mimada Suzaninha (Carolina Pismel), miss mirim e campeã de tiro, e seu segurança Argos (Iano Salomão); a desequilibrada Marín (Debora Lamm) e o cínico Henrique (Leonardo Bricio), casal em crise que decide comemorar o aniversário de 9 anos do filho Junior (Luis Antonio Fortes) com um passeio à Disney, além da aeromoça Sângela (Juliane Bodini), amante do marido; e os comissários de bordo Cheval (Junior Dantas) e Pitil (Zé Wendell), dupla de traficantes que usa o pequeno Juanito (Jefferson Schroeder) para transportar drogas. O texto, se não chega a rivalizar com os melhores de Jô Bilac, ainda assim reafirma a qualidade de sua carpintaria dramática, notável na proposição de reflexões que surgem naturalmente do enredo, em vez de submetê-lo didaticamente a seu serviço. Também admirável é o crescendo com que os fatos se sucedem de forma alucinada até o tresloucado desfecho. A diretora Inez Viana (com a assistência de Marta Paret e a decisiva colaboração da direção de movimento de Dani Amorim) impõe dinâmica ágil à montagem, afinada com esse aspecto do texto. Cenário de Mina Quental, luz de Renato Machado e de Ana Luzia de Simoni e figurinos de Flavio Souza enriquecem a cena na qual fulgura o elenco — coeso em seu conjunto e exibindo bons trabalhos individuais, especialmente as esfuziantes atuações de Carolina Pismel e Debora Lamm.
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  • Nuri Bilge Ceylan, de 56 anos, é o mais importante cineasta turco da atualidade e um cronista afiado de seu país — vide seus trabalhos em Climas (2006) e 3 Macacos (2008). Winter Sleep, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes no ano passado, tem mais de três horas de duração, recompensáveis ao fi m da sessão. Ambientada na Capadócia, a trama está centrada em Aydin (Haluk Bilginer). Esse ator aposentado e prestes a escrever um livro possui um gracioso hotel, além de ter herdado outras propriedades na região. Aydin leva um cotidiano a passos lentos, ao contrário da esposa (Melisa Sözen), ligada em causas sociais, e da irmã (Demet Akbag), que sente falta da agitação de Istambul. Um fato, porém, vai mexer com a rotina do protagonista. Ex-presidiário, Ismail (Nejat Isler) aluga uma casa dele e está com as prestações atrasadas. Por ver o pai em situação humilhante, seu pequeno filho atira uma pedra no carro de Aydin, detonando conflitos familiares e sociais. O roteiro, inspirado em contos de Tchecov, não rotula os personagens de bons ou maus nem de vilões ou mocinhos. Cada um, à sua maneira, se acha dono da razão diante das contradições da vida. Estreou em 7/5/2015.
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Fonte: VEJA RIO