diversão

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

Por: Redação VEJA RIO

3) Mas por quê! – A história de Elvis_crédito Renato Mangolin
Mas Por Quê??! – A História de Elvis: reflexões sobre a perda em irretocável peça infantil (Foto: Renato Mangolin/Divulgação)
  • Desde a morte de Elvis, seu canário belga batizado em homenagem ao Rei do Rock, a pequena Cecília (Letícia Colin) está inconformada. Atrás de respostas que a ajudem a lidar com a dor da perda, ela encontra quatro figuras curiosas: o urso de pelúcia Max (Pedro Lima), a irritadiça Lili (Simone Mazzer), o vilão de filmes de pirata Sebastião (Marcel Octavio) e a desmemoriada Gilda (Júlia Gorman). O que esses personagens têm em comum com a protagonista vai ser descoberto ao longo da irretocável montagem, idealizada pelos atores e produtores Felipe Lima e Pablo Sanábio — o segundo também paticipou da criação dos arrebatadores O Menino que Vendia Palavras e Fonchito e a Lua. A partir do livro homônimo do escritor e ilustrador alemão Peter Schössow, Rafael Gomes e Vinicius Calderoni desenvolveram um texto que se comunica com a garotada, mas também cala fundo nos adultos. O público mais novinho, se não alcança as reflexões sobre finitude e memória, é entretido pelo visual deslumbrante (cenário de Bia Junqueira, luz de Luiz Paulo Nenen e figurinos de Luciana Buarque) e pela interpretação impecável das canções de Elvis Presley. A direção lúdica de Renato Linhares contagia a plateia e extrai o maior entrosamento dos atores, cada um com seu próprio momento de brilho (60min). Rec. a partir de 5 anos.
    Saiba mais
  • Comédia dramática

    Não Olhe para Trás
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Danny Collins é um astro de rock das antigas. Estourou nos anos 70 com baladas de refrão grudento, passou décadas sem compor canções e continua lotando estádios. Fora do palco, divide uma mansão com uma garota, abusa das drogas e adora carrões. Quem dá vida ao protagonista de Não Olhe para Trás é Al Pacino, num de seus melhores papéis dos últimos tempos. Inspirado em fragmentos da vida do cantor inglês de folk Steve Tilston, hoje com 65 anos, o filme mostra como a rotina de Collins vira do avesso quando ele recebe de seu agente, Frank (Christopher Plummer), uma carta assinada por John Lennon na qual o ex-beatle o aconselha sobre a carreira. Collins toma uma atitude drástica: abandona a turnê, aluga um aposento longe de casa e sai em busca de familiares. Aqui, a fita embala numa jornada comovente de reconquistas. O cantor ganha a companhia de Mary (Annette Bening), a gerente do hotel que resiste às investidas do galã, e do filho (Bobby Cannavale), casado com Samantha (Jennifer Garner) e pai da agitada Hope. Drama e humor na dose correta dão ritmo ao longa. O que sobressai, no entanto, é a química irresistível entre Pacino e Annette. Estreou em 16/4/2015.
    Saiba mais
  • Steve McNicholas, coreógrafo, e Luke Cresswell, percussionista, já tinham dez anos de parceria quando, em 1991, decidiram fundar essa original companhia. Depois de trabalhar juntos em uma banda e em um grupo de teatro, os dois amigos ingleses fundiram música, dramaturgia e dança na trupe que virou marca internacional. Hoje existem diversos elencos, baseados no circuito off-Broadway, em Nova York, e em Londres, além de uma equipe voltada para turnês. Essa turma com dez artistas — apenas oito entram em cena, mas como o desgaste é grande há um rodízio — se apresenta no Teatro Bradesco de quinta (23) a domingo (26). Munido de latas de lixo, vassouras, carrinhos de supermercado e outros cacarecos, o elenco alterna números de acrobacia e batucada em uma experiência única.
    Saiba mais
  • Centros culturais

    Made in Brasil
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Inaugurada em 2013, a Casa Daros abriga, desde o início, obras de artistas brasileiros em seus salões. Faltava, porém, uma coletiva de peso inteiramente voltada para eles — questão resolvida com Made in Brasil. O acervo exposto reúne mais de sessenta trabalhos de oito autores. Logo na entrada, o hipnótico vídeo Entre os Olhos, o Deserto (1997), de Miguel Rio Branco, dá as boas-vindas ao visitante com belas fotografias que se sucedem na parede. Em uma mesma sala estão agrupados 23 objetos de Waltercio Caldas, todos relacionados à ideia de livro, permitindo uma rara apreciação em conjunto dessa vertente de sua obra. Convidativa e algo misteriosa, a instalação Missão/Missões (Como Construir Catedrais), de Cildo Meireles, tem o piso repleto de moedas e o teto cheio de ossos ligados por uma torre de hóstias. Milton Machado, Ernesto Neto, Vik Muniz, Antonio Dias e José Damasceno são os outros nomes reunidos.
    Saiba mais
  • Após deixar a clínica psiquiátrica onde estava internada, Karin (Gabriela Duarte) se junta à família: Martin (Marcos Suchara), o marido zeloso, David (Joca Andreazza), o pai egocêntrico, e Max (Lucas Lentini), o irmão mais novo imaturo. O que deveria ser um temporada feliz em uma casa de veraneio logo desanda: tendo a instabilidade emocional de Karin como estopim, evidencia-se o desmoronamento das relações familiares. Adaptação, assinada pela inglesa Jenny Worton, do longa homônimo do sueco Ingmar Bergman (1918-2007), vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1962, o drama Através de um Espelho dribla julgamentos dos personagens. Ao contrário, expõe a incomunicabilidade do quarteto com frieza cortante e algo distanciada — condizente com a nacionalidade de Bergman. Sob direção de Ulysses Cruz e fora da zona de conforto das mocinhas televisivas, Gabriela acerta ao investir nas modulações de sua personagem, em vez da caricatura da doente mental. Destaque para o apuro visual da montagem, na cenografia de Lu Bueno, na luz de Domingos Quintiliano e nos figurinos de Cassio Brasil
    Saiba mais

Fonte: VEJA RIO