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Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

Por: Redação VEJA RIO

Um Estranho no Ninho
Um Estranho no Ninho: peça virou o célebre filme de 1975, dirigido por Milos Forman e protagonizado por Jack Nicholson (Foto: Felipe Diniz/Divulgação)
  • Condenado por um crime sexual, o fanfarrão Randle McMurphy (Tatsu Carvalho) resolve fingir loucura para ser internado em uma instituição psiquiátrica e, assim, escapar dos trabalhos braçais na prisão. Ali, seu espírito libertário vai bater de frente com a rigidez das normas impostas pela enfermeira-chefe Ratched (Helena Varvaki) — embate do qual apenas um vai sair vencedor, como se verá. Baseado no romance One Flew Over the Cuckoo’s Nest, do americano Ken Kesey (1935-2001), o drama, adaptado por Dale Wasserman (1914-2008), foi encenado pela primeira vez em 1963. Doze anos depois, chegou ao cinema no longa de Milos Forman, protagonizado por Jack Nicholson e ganhador do Oscar em cinco categorias. Levantada sem patrocínio, a montagem dirigida por Bruce Gomlevsky tem, por isso mesmo, seus muitos méritos ainda mais abrilhantados. Trata-se de teatrão da melhor qualidade, com texto de ótima carpintaria dramática a serviço de um numeroso elenco de dezesseis atores (fato raro no circuito carioca) perfeitamente orquestrados e sem desníveis. Idealizador da empreitada, Carvalho injeta segurança e carisma em uma interpretação que não se rende à imitação fácil da icônica performance de Nicholson. No papel de sua nêmesis, Helena foge acertadamente do tom de megera de desenho animado, sem deixar de atrair para si a ira da plateia.
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  • Em 2010, classificada para a quinta temporada do show de calouros America’s Got Talent, Lindsey Stirling colecionou elogios até a eliminação nada amistosa nas quartas de final. Sem desanimar, a violinista e dançarina (atividades que ela concilia no palco) levou seu estilo único ao YouTube. Após colecionar recordes on-line, lançou o álbum de estreia em 2012. Hoje um talento reconhecido por seus fãs, ela mostra no Citibank Hall, no sábado (11), a turnê de Shatter Me, seu segundo disco. O espetáculo mistura música clássica, pop e eletrônica em cenário repleto de luzes e projeções. Ao violino, a saltitante Lindsey desfia sucessos como Crystallize.
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  • Sucesso de público desde 2012, A Pequena Vendedora de Fósforos volta para o palco onde estreou, o Oi Futuro Ipanema, no sábado (11). Inspirado no original do dinamarquês Hans Christian Andersen — autor de, entre outras narrativas, O Patinho Feio e A Pequena Sereia —, o espetáculo recorre ao lirismo para tratar de temas áridos, como perdas e solidão. Em cena, Maria (Dayse Pozato) é uma menina pobre que anseia por uma vida melhor. Com frio e fome, ela busca abrigo na fantasia, sonhando acordada com belas histórias e as memórias de sua avó (Jacyan Castilho). O tom dramático, que se mantém até o fim, não afastou o público. “Toda a nossa trajetória, desde a estreia, tem sido emocionante”, diz Dayse. A montagem traz ainda o ator Alexandre David, que, assim como Jacyan, se divide em outros personagens. A peça foi o último trabalho da diretora Lúcia Coelho, morta em outubro do ano passado, aos 79 anos. Vencedora de mais de vinte prêmios por criações dirigidas ao público infantil, com mais de cinquenta produções no currículo, Lúcia foi professora de nomes como Clarice Niskier e Zezé Polessa. Rec. a partir de 4 anos.
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  • Aos marmanjos fissurados por fitas de ação, uma dica: lencinhos de papel (sim, acredite) são recomendados nas sessões de Velozes e Furiosos 7. Na parte final do longa-metragem, um tributo a Paul Walker deve sensibilizar até os fãs mais turrões. A “licença poética”, embalada em trilha chorosa, dura pouco. Antes disso, e felizmente, o ator é homenageado de uma maneira menos óbvia: este é o tipo de blockbuster vibrante, divertido e exagerado que apetecia ao astro californiano. Apesar das muitas turbulências no percurso (Walker morreu em novembro de 2013, aos 40 anos, quando as filmagens ainda estavam longe do fim), o esforço de recorrer a dublês e a efeitos digitais para concluir a “saga” compensou. A fórmula, aliás, não muda (nem precisaria mudar). Com uma pegada “quanto menos plausível, melhor” semelhante à do capítulo anterior, ela combina  cenas de perseguição inacreditáveis, paisagens de revistas turísticas (das praias da República Dominicana aos prédios espelhados de Abu Dhabi) e personagens sempre prontos para disparar frases de efeito engraçadinhas. Até o alvo da turma liderada por Dom Toretto (Vin Diesel) e Brian O’Conner (Walker) deixa sabor de reprise: o vingativo Deckard Shaw (papel de Jason Statham) é irmão de um vilão do sexto episódio. A trama? Serve apenas para costurar um e outro espetáculo de explosões e acrobacias, como de hábito. Firme no comando de uma máquina de saborosos absurdos, o diretor James Wan (das fitas de terror Jogos Mortais e Invocação do Mal) acerta ao pisar fundo no acelerador e, sem culpa, não se levar nem um pouco a sério. Estreou em 2/4/2015.
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  • Galerias de arte costumam ser lugares impessoais, algo como câmaras gélidas, silenciosas e imaculadamente brancas. Subverter essa imagem tão recorrente é, de saída, uma virtude de Mécanique des Femmes — La Suíte, individual do fotógrafo Miguel Rio Branco na Silvia Cintra + Box 4. Para recebê-la, o espaço expositivo passou por total transformação: paredes foram pintadas de cinza, o chão ganhou placas de MDF em diversos tons de vermelho, a iluminação foi reduzida, objetos pessoais do artista se espalham e trilha sonora de jazz suave domina o ambiente. O clima ao mesmo tempo uterino e sensual se estende apropriadamente às obras — como o nome da mostra entrega, evocativas da feminilidade. Trata-se de uma sequência da exposição que o artista realizou na mesma galeria, há dois anos. Agora, catorze trabalhos foram reunidos, naturalmente com o predomínio de fotografias. A maioria está arrumada em dípticos e trípticos, caso do belíssimo Hotel Mónaco (2014) e de Água Verde (2015), este exibido sobre uma caixa de luz. Dezenas de imagens dispostas de maneira aleatória numa grande placa de zinco em uma das paredes sugerem o processo criativo através do qual Rio Branco chega a essas combinações de fotos. Igualmente curiosas são três obras sem relação com fotografia, técnica pela qual o artista se consagrou: uma pintura abstrata, uma série de aquarelas sobre papel e uma espécie de instalação formada por uma enorme caixa de vidro cheia de objetos em uma mesa.
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Fonte: VEJA RIO