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Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

Por: Redação VEJA RIO

1 - Curtir o rock do guitarrista Slash, ex-Guns'N Roses

Slash
Todd Kerns, Myles Kennedy, Slash e Brent Fitz: rock na Fundição (Foto: Divulgação)

No mundo do rock, o personagem é inconfundível. Do período entre o final da década de 80 e o início dos anos 90, conturbado por altas quantidades de álcool e drogas, à fase atual, mais comportada, permanece imutável o figurino compostopor calça, jaqueta de couro e cartola pretas. Completam o retrato a cabeleira cacheada e a guitarra Gibson Les Paul da qual Slash tira riffs e solos memoráveis desde os tempos de Guns N’Roses. Alguns fãs ainda esperam sentados por uma improvável reconciliação com o ex-parceiro Axl Rose.

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Outros fazem melhor negócio curtindo inventivos projetos do guitarrista, como o encontro com o cantor Myles Kennedy, do Alter Bridge, e os Conspirators Todd Kerns (baixo) e Brent Fitz (bateria), reforçados na turnê por Frank Sidoris (guitarra). Juntos, eles lançaram no ano passado o segundo álbum, World on Fire, representado no show que ocupa a Fundição Progresso no sábado (14) pelas canções Bent to Fly e The Dissident. De outro projeto de Slash, o Velvet Revolver, é lembrada a pesada Slither. Mas o auge é mesmo quando Myles Kennedy faz as vezes do ex-amigo Axl em clássicos como Sweet Child of Mine, Nightrain e Paradise City, que sempre encerra o show. 18 anos.

Fundição Progresso (5 000 pessoas). Rua dos Arcos, 24, Lapa, ☎ 3212-0800. Sábado (14), a partir das 18h (show previsto para 21h30). R$ 240,00 (pista, 3º lote). Desconto de 50% com a apresentação de 1 quilo de alimento não perecível. Bilheteria: 12h/14h e 15h/20h (seg. a sex.); a partir das 12h (sáb.). www.fundicaoprogresso.com.br. www.ticketbrasil.com.br.

2 - Assistir aos espetáculos do Festival Dois Pontos

Melancolia y Manifestaciones
Melancolía y Manifestaciones: a peça é escrita e dirigida pela argentina Lola Arias (à esq.), também no elenco (Foto: Divulgação)

Dois anos depois de sua primeira edição, quando os pontos que dão nome ao evento foram representados por Brasil e Portugal, o festival troca o país europeu pela vizinha Argentina. Nesta nova rodada de intercâmbio artístico, de sexta (13) até o dia 29, seis espaços da cidade receberão onze espetáculos, oito dos hermanos (dois deles estreias mundiais) e os restantes coisas nossas. O primeiro dia já reserva um dos destaques: Melancolía y Manifestaciones (70min, 14 anos), de Lola Arias, nome incensado no teatro contemporâneo argentino. Com sessão marcada para as20h30 no Teatro Ipanema — além de sábado (14), no mesmo horário, e domingo (15), às 20h —, a encenação é autobiográfica: a dramaturgia foi criada pela própria Lola a partir de sua convivência com a mãe, diagnosticada com depressão no mesmo ano de 1976 em que nasceu a filha. Acompanhada por um músico, a autora e diretora também está em cena, narrando históriasque são interpretadas por atores com pelo menos 70 anos de idade. No sábado (14) e no domingo (15), às 20h, no Teatro Maria Clara Machado, a também argentina Companhia Sombras de Arena encenaBambolenat (60min, 14 anos), que combina atores, sombras e música executada ao vivo. Único espetáculo de dança na grade, Mordedores (50min, 14 anos), de Marcela Levi e Lucia Russo, é a atração brasileira inaugural, com sessões programadas para sábado (14), às 21h, e domingo (15), às 20h, no Espaço Cultural Sérgio Porto. Uma mostra de esquetes,quatro shows e oficinas completama extensa lista de atrações.

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3 - Pegar um cineminha com Kingsman - Serviço Secreto

Kingsman - Serviço Secreto
Colin Firth e Taron Egerton: a parceria funciona (Foto: Divulgação)

Ainda é possível fazer um filme sobre espiões depois de tantas aventuras com James Bond, além das paródias do gênero? Sim, essa estreia mostra que há vida inteligente no planeta 007. Para embarcar na façanha do diretor e roteirista Matthew Vaughn é preciso encarar a trama como a fantasia violenta que é, sem limite de imaginação e politicamente incorreta - e isso só conta pontos a favor. A história gira em torno de uma liga secreta inglesa chamada Kingsman, na qual homens e mulheres são treinados para matar ou morrer em nome da pátria. Quando um dos integrantes é assassinado, o grupo se reúne para encontrar um substituto. Harry Hart (Colin Firth) indica o jovem Eggsy (Taron Egerton), o desajustado filho de um colega morto numa missão na década de 90. Ao mesmo tempo, um vilão de língua presa (interpretado com galhofa por Samuel L. Jackson) pretende dar um "jeitinho" na humanidade usando o celular num plano maquiavélico. Vaughn, produtor dos primeiros longas de Guy Ritchie (Snatch) e realizador de Kick-Ass e X-Men: Primeira Classe, não brinca em serviço. Além das referências ao cinema do "mentor" Ritchie, traz a efervescência da filmografia de Tarantino e o humor sem noção do seriado Agente 86. A combinação dá certo, sobretudo pela maneira livre, leve e solta com que os protagonistas Firth e Egerton dividem a ação e se empenham em divertir a plateia. Direção: Matthew Vaughn (Kingsman: The Secret Service, Inglaterra, 2014, 129min). 16 anos. Estreou em 5/3/2015.

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4 - Levar os pequenos para curtir a peça A Bruxinha Que Era Boa

A Bruxinha Que era Boa
O vice-bruxo (João Sant’Anna): diante das bruxinhas Diana Herzog, Carol Repetto, Lilia Wodraschka e Manuela Llerena (Foto: Guga Melgar)

Na Escola de Maldades da Floresta, a doce aprendiz de feiticeira Ângela (Diana Herzog) não consegue se enturmar com as colegas malvadas. Singela como seu ponto de partida, a peça de Maria Clara Machado não perdeu o encanto com o passar do tempo. Prova disso é a bem-sucedida trajetória da mais recente montagem de A Bruxinha que Era Boa. Após uma temporada de plateias cheias em 2014, a encenação volta ao circuito no sábado (14) em ritmo de festa: o texto, de 1955, está completando sessenta anos. Em sua quarta passagem pelo palco de O Tablado — companhia e escola de teatro fundada pela autora em 1951 —, o espetáculo ganhou pegada contemporânea. Em cena, os atores exibem figurinos de colorido pop, assinados por Lidia Kosovski e Kika de Medina, entre efeitos especiais proporcionados por detalhes como bambolês iluminados por lâmpadas de LED. Outro atrativo é a música ao vivo, interpretada com o apoio de um quarteto de instrumentistas. Dirigida por Cacá Mourthé, a peça concorre em seis categorias ao prêmio do Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude, a ser anunciado em cerimônia no próximo dia 20 (55min). Rec. a partir de 3 anos. Reestreia prevista para sábado (14).

O Tablado (147 lugares). Avenida Lineu de Paula Machado, 795, Lagoa, ☎ 2239-0229. Sábado e domingo, 17h. R$ 50,00. Bilheteria: a partir das 15h (sáb. e dom.). IC. 

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5 - Conhecer o Canastra Bar, nova casa em Ipanema

Canastra Bar
Mesas na calçada: ambiente informal (Foto: Felipe Fittipaldi)

Pequenino, o lugar tem como concorrente mais próximo o pé-sujo vizinho. Na fachada, além do nome do negócio, estão pintadas as palavras “vinhos”, “queijos”, “chopp” e “charcuteria”. Detalhe: chope não faz parte do cardápio. Esse ponto improvável, aberto em janeiro por três franceses que se conheceram na noite carioca, já atrai clientela numerosa com seu ambiente tremendamente informal — mesas espalhadas pela calçada e garçons sem uniforme que se confundem com a freguesia compõem o cenário de birosca. A lista do que realmente é servido por lá é enxuta, mas original e atraente. Na contramão da atual preferência por gordas cartas de cervejas artesanais, a única gelada disponível é a Stella Artois (R$ 8,00; 275 mililitros). Entre os vinhos, nada da terra natal dos sócios. Brie e camembert também passam longe da seção de tira-gostos.

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O trio de proprietários estrangeiros apostou em produtos brasileiros, o que distingue a empreitada e explica em parte o seu sucesso. É pedida acertada para amenizar o calor a garrafa do básico, porém refrescante e aromático, Don Guerino Victoria Chardonnay 2013 (R$ 60,00). O rótulo é trazido da Serra Gaúcha, como, aliás, praticamente todas as opções entre brancos, tintos, rosés e espumantes — a exceção à regra é um Villa Francioni Rosé (R$ 90,00), de Santa Catarina. Para beliscar, são sugestões atraentes a porção de cabra dengosa (R$ 17,00), com nacos de queijo de cabra, e o delicioso patê de campanha (R$ 18,00) feito por um conterrâneo dos donos, o chef Frederic Monnier, da Brasserie Rosário. Fatiado na hora, o presunto cru salamanca (R$ 23,00), que na verdade vem de São Paulo, chegou fresquinho. A propósito: sempre às terças, a casa oferece um festival de ostras frescas (R$ 40,00 a dúzia).

Rua Jangadeiros, 42, loja B, Ipanema, ☎ 99656-1960 e 96881-5775 (20 lugares). 18h/0h (sex. e sáb. até 1h; fecha seg.). Aberto em 2015.

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Fonte: VEJA RIO