diversão

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

Por: Redação VEJA RIO

1 - Curtir os shows do palco Rio Marchinhas

Banda Fundição
Mariana Bernardes, Alfredo Del-Penho e Clarice Magalhães: vozes da Banda Fundição (Foto: Paprica Fotografia)

Encontro festivo já conhecido dos foliões cariocas, o projeto chega ao quinto ano de volta ao seu lugar de origem, o palco montado na grande praça diante dos Arcos da Lapa — em 2014  a programação ocupou a Praça Tiradentes. Estão previstas quatro noites de farra, a partir de sábado (14), quando entra em cena a roda de samba do Carioca da Gema. Em seguida, o consagrado grupo Casuarina, cria do bairro, passeia por faixas de seus seis discos lançados. No dia seguinte, a vez é da reunião de craques da Banda Fundição, responsável pelo acompanhamento dos concorrentes do Concurso Nacional de Marchinhas, organizado pela Fundição Progresso.

Entre seus quinze integrantes há músicos tarimbados, a exemplo de Marcelo Bernardes (sax alto), instrumentista de Chico Buarque, além dos cantores Alfredo Del-Penho, Mariana Bernardes e Clarice Magalhães. No programa do conjunto, marchinhas clássicas, como Allah-Lá-Ô e Índio Quer Apito, dividem espaço com finalistas recentes do concurso, entre elas as impagáveis Sauna Gay, Marcha da Maconha, Fucei Seu Feice e Adoro Celulite. O domingo (15) termina com o Bloco do Sargento Pimenta, tributo aos Beatles em forma de batucada, que promete uma homenagem aos cinquenta anos de lançamento do álbum Help!. Livre. 

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Arcos da Lapa. Rua dos Arcos, s/nº, Lapa. Sábado (14), a partir das 16h, e domingo (15), a partir das 19h. Grátis. 

2 - Assistir à peça Eu Não Dava Praquilo

Eu Não Dava Praquilo
Cássio Scapin: em Eu Não Dava Praquilo (Foto: João Caldas/Divulgação)

Com seus 12 anos, mais ou menos, Myrian Muniz (1931-2004) cismou que queria ser bailarina. Uma desastrosa experiência no Theatro Municipal, porém, quando derrubou outra dançarina e foi parar nas coxias, em cima da professora, enterrou suas pretensões — definitivamente, ela não dava para aquilo. Histórias como essa, pinçadas da vida de um dos maiores nomes das artes cênicas brasileiras, são desfiadas saborosamente por Cassio Scapin neste monólogo. Absolutamente magnético, ele dá voz ao pensamento real de Myrian: o texto, escrito pelo próprio Scapin em parceria com Cássio Junqueira, é baseado na biografia da atriz, diretora e professora e em uma entrevista gravada em vídeo. Temas como vocação, sucesso, trabalho, sexo, liberdade e, claro, teatro emergem das falas, proferidas com a típica voz rouca de Myrian. O ator, porém, não envereda pelo caminho mais fácil da caracterização física: sob direção cuidadosa de Elias Andreato, em um cenário cru, ele passa o tempo todo vestido com figurino neutro preto, utilizando apenas uma echarpe, cigarros e excelente trabalho de corpo para evocar a homenageada. Conhecedores da trajetória de Myrian podem tirar melhor proveito do espetáculo, mas, no fim das contas, mais do que um tributo ao seu ofício, trata-se em certa medida de uma aula sobre a vida, lição apropriada até mesmo para aqueles que nunca tenham entrado antes em um teatro (60min). 16 anos. Estreou em 8/1/2015.

Centro Cultural Banco do Brasil — Teatro I (175 lugares). Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. → Quarta a domingo, 19h. R$ 10,00. Bilheteria: a partir das 10h (qua. a dom.). Até 1º de março.

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3 - Pegar um cineminha com Dois Dias, Uma Noite

dois dias, uma noite
Marion Cotillard: jornada exaustiva para recuperar o emprego (Foto: Divulgação)

Os irmãos e diretores belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne têm uma carreira escorada em dramas contemporâneos e familiares, a exemplo de A Criança (2005) e O Garoto da Bicicleta (2011). Voltam ao tema abordando a crítica fase econômica na Europa neste novo trabalho e acertam na mosca com uma situação plausível. Vencedora do Oscar por Piaf e candidata ao prêmio neste ano, Marion Cotillard entrega-se com intensidade à personagem Sandra, uma mulher casada e mãe de um casal de filhos. Saindo de uma depressão, ela toma um baque ao saber que foi demitida de uma pequena fábrica onde trabalha, no interior da Bélgica. Pior ainda é o motivo da dispensa: seus colegas optaram por ter um bônus de 1 000 euros em troca de ver Sandra no olho da rua. Encorajada pelo marido (Fabrizio Rongione) a procurar os funcionários para reverter o caso, ela embarca numa exaustiva (e por vezes humilhante) jornada durante o fim de semana. O desenrolar da triste história reflete a visão de mundo dos Dardenne. No microcosmo da sociedade, o egoísmo e a solidariedade andam juntos, e a justificativa para Sandra, de cada um dos personagens, traduz o pensamento da humanidade diante das crises. Direção: Jean-Pierre e Luc Dardenne (Deux Jours, Une Nuit, França/Bélgica/Itália, 2014, 95min). 12 anos. Estreou em 5/2/2015.

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4 - Conferir as obras sobre a história do Rio no IMS

Passeio publico
Visão do Passeio Público do Rio por volta de 1817: viagem no tempo (Foto: Franz-Joseph-FrühbeckColeção-Martha-e-Erico-StickelAcervo-Instituto-Moreira-SallesFranz-Joseph-FrühbeckColeção-Martha-e-Erico-StickelAcervo-Instituto-Moreira-Salles)

Com cerca de 20 metros quadrados, a Pequena Galeria do Instituto Moreira Salles faz jus ao nome por suas exíguas dimensões, mas a riqueza das mostras ali abrigadas compensa com sobras o potencial contratempo. A história se repete nesta reunião de mais de cinquenta itens do acervo iconográfico do IMS, entre desenhos e gravuras. Textos sobre o Rio publicados na imprensa pelo escritor Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882) inspiram a seleção de obras do início do século XIX. Trata-se de uma prazerosa viagem no tempo para apaixonados pelo Rio, que devem se deter diante dos trabalhos, especialmente as paisagens. Em ilustração feita por volta de 1817, em nanquim e aquarela, do austríaco Franz Joseph Frühbeck, por exemplo, o conhecido Passeio Público, no Centro, surge com uma beleza bucólica que não tem hoje, cercado apenas por poucas edificações.

Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, ☎ 3284-7400 e 3206-2500. → Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Estac. grátis. Visitas guiadas na quinta e na sexta, às 17h. Até 12 de abril.

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5 - Tomar bons drinques no bar Usina 47

Usina 47
Salão de decoração única: trunfo do bar (Foto: Felipe Fittipaldi)

No mesmo endereço já funcionaram a boate Melt e a House of Music, que mantinha programação diária  de festas na pista do 2º andar. Desde a primeira semana de janeiro, o espaço de cima é reservado para eventos e o salão no térreo, reformado, foi arejado pela abertura de grandes janelões. O novo negócio no ponto é um bar de decoração peculiar, com paredes de tijolos aparentes, tubos, andaimes, porta pantográfica e uma máquina de ponto enfeitando o ambiente. Alex Miranda e Lelo Forti assinam a extensa carta de drinques executada por Clarissa Kinder. Na lista, o usina (R$ 28,00) leva gim Beefeater, suco e xarope de melancia, sour mix e Tabasco. Pedida agradável, promete cair no gostodas meninas. Nas variações em torno do gim-tônica, o ferro (R$ 36,00), feito de Hendrick’s, gengibre e limão-siciliano, se mostrou refrescante e aromático. Aplaque a fome beliscando o delicioso gratinado de queijo de cabra com pimenta e damasco (R$ 32,00) ladeado por torradas de pão de fermentação natural. Outra dica, a porção de bolinhos de arroz integral recheados de mussarela (R$ 32,00, seis unidades) podia estar mais crocante.

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Rua Rita Ludolf, 47, Leblon, ☎ 2249-9309 (180 lugares). 19h/2h (sex. e sáb. 18h/3h; dom. 18h/0h; fecha seg.). Aberto em 2015.

Fonte: VEJA RIO