diversão

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

Por: Redação VEJA RIO

1 - Curtir o samba de Martinho da Vila no Theatro Net Rio

MARTINHO DA VILA
Martinho da Vila: novo show celebra sambas-enredo (Foto: Divulgação)

Aos 76 anos, o sambista esbanja talento por todas as variações do gênero musical que abraçou. Nascido na cidade fluminense de Duas Barras, trouxe a inspiração do interior em canções como Calango Vascaíno. Na capital, fez a festa: espalhou sua voz rouca, cadenciada, por temas românticos, sucessos da batucada (os dele e os alheios) e sambas-enredo. Essa última lista, a dos hinos das escolas para os desfiles de Carnaval, inspira a apresentação que acontece no sábado (13), no Theatro Net Rio. No começo do ano, Martinho lançou o histórico projeto Enredo, registro em disco, DVD e livro das suas contribuições nessa seara. O repertório vai de Carlos Gomes, seu primeiro samba-enredo, composto em 1957, na Aprendizes da Boca do Mato, até A Vila Canta o Brasil, Celeiro do Mundo, defendido pela Vila Isabel no Sambódromo em 2013. No palco, Martinho divide os trabalhos com três filhos, Maíra Freitas (piano), Juju Ferreirah (voz) e Tunico da Vila (percussão), além de Claudio Jorge (violão), Ivan Machado (baixo), Paulinho Black (bateria) e Wanderson Martins (cavaquinho). Também são esperados ao vivo fenômenos da avenida como Carnaval de Ilusões (1967), Quatro Séculos de Modas e Costumes (1968) e Yayá do Cais Dourado (1969), os três primeiros que emplacou na Vila Isabel, hoje clássicos irretocáveis. Completam o programa hits do ano inteiro, a exemplo de O Pequeno Burguês, Canta Canta Minha Gente, Ex-Amor e Mulheres. 12 anos.Theatro Net Rio — Sala Tereza Rachel (704 lugares).

Rua Siqueira Campos, 143 (Shopping dos Antiquários), sobreloja, ☎ 2147-8060 e 2148-8060. Sábado (13), 21h. R$ 80,00 (balcão) e R$ 110,00 (plateia). Bilheteria: 10h/22h (seg. a sex.); a partir das 10h (sáb.). IR.www.theatronetrio.com.br.

+ Confira os demais destaques de shows

2 - Assistir à peça Chuva Constante, com Malvino Salvador

Chuva Constante
Augusto Zacchi e Malvino Salvador: amigos e parceiros de trabalho em rota de colisão (Foto: Evandro Holabey/Divulgação)

Melhores amigos desde a juventude, Joey (Augusto Zacchi) e Denny (Malvino Salvador) estenderam essa camaradagem ao trabalho na políciade Chicago, em que são parceiros. Nem as diferenças de temperamento entre ambos — o primeiro é mais centrado, enquanto o outro é passional — parece abalar a lealdade mútua cultivada ao longo de anos. As bases desse vínculo, no entanto, escondem uma fragilidade: o solitário Joey ama secretamente a mulher de Denny, marido agressivoe infiel. Um trágico erro cometidoem uma situação de trabalho, que não convém revelar de antemão, vai pôr em xeque não apenas a amizade como a própria honra de cada um. Sucesso na Broadway, com as estrelas do cinema Daniel Craig e Hugh Jackman nos papéis dos policiais, Chuva Constante, de Keith Huff é um petardo contra o maniqueísmo: como se verá, a fleuma de Joey e a impulsividade de Denny são apenas a camada mais visível da personalidade de ambos. A direção de Paulo de Moraes valoriza a dinâmica entre Zacchi e Salvador e habilmente concilia dois polos: de um lado, a pegada altamente cinematográfica da trama e dos diálogos (não por acaso, Steven Spielberg já mostrou interesse em transformar a peça em filme), e, de outro, uma abordagem plenamente teatral, evocativa na crueza do cenário e na carpintaria dramática que costura diálogos e narrações (90min). 14 anos. Estreou em 9/10/2014.

Teatro do Leblon — Sala Marília Pêra (462 lugares). Rua Conde Bernadotte, 26, Leblon, ☎ 2529-7700. → Quinta a sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 70,00 (qui.), R$ 80,00 (sex. e dom.), R$ 90,00 (sáb.). Bilheteria: a partir das 15h (qui. a dom.). Cc: D, M e V. Cd: todos. IC. Estac. (R$ 20,00, preço único). Até o dia 21.     

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3 - Pegar um cineminha com Homens, Mulheres & Filhos

homens mulheres e filhos
Os atores Rosemarie DeWitt e Adam Sandler:casal entediado busca parceiros pela internet (Foto: Divulgação)

De todos os filmes que abordaram a influência da internet no cotidiano da sociedade, eis o melhor. É, também, o mais interessante longa de Jason Reitman, diretor de Juno (2007) e Amor sem Escalas (2009). As qualidades vão do roteiro arguto, extraído do livro homônimo de Chad Kultgen, lançado pela Editora Record, à escolha do elenco, que inclui Ansel Elgort (de A Culpa É das Estrelas) e o comediante Adam Sandler. Em um amplo panorama das relações atingidas pelo mundo virtual, Sandler e Rosemarie DeWitt interpretam um casal fatigado pelo tempo buscando parceiros na rede. Há outros dois casos igualmente críveis: o do garotão de 15 anos (Travis Tope) que só se excita ao ver mulheres no computador e o da mãe frustrada profissionalmente (papel de Judy Greer) dedicada a publicar fotos sensuais de sua filha adolescente (Olivia Crocicchia) num site para torná-la famosa. Em um universo de relacionamentos movidos pelo impulso e pela urgência, Reitman propõe um registro cujos assuntos (anorexia, infidelidade, vício em videogame e celular...) são abordados de forma objetiva e, muitas vezes, incômoda. Direção: Jason Reitman (Men, Women & Children, EUA, 2014, 119min). 16 anos. Estreou em 4/12/2014. 

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4 - Apreciar as fotografias da exposição Limiares — A Coleção Joaquim Paiva no MAM

Diane Arbus
Lady Bartender at Home with a Souvenir Dog, New Orleans: da americana Diane Arbus (Foto: Diane Arbus/Reprodução)

Dono de uma das mais expressivas coleções de fotografias do país,o diplomata Joaquim Paiva cedeu,em 2005, o seu acervo ao MAM, em regime de comodato. Uma fatia desse conjunto está presente na mostra Limiares — A Coleção Joaquim Paiva no MAM, representativa da coleção em seu ecletismo: há retratos, flagrantes de cenas cotidianas, registros de caráter documental e flertes com as artes plásticas, sem um fio condutor que não o próprio interesse de Paiva. Entre os destaques estão trabalhos da americana Diane Arbus (1923-1971), nos quais ela volta a câmera para seus conhecidos alvos: indivíduos marginalizados ou de aparência algo estranha. Nomes importantes do fotojornalismo brasileiro, como Orlando Brito e Evandro Teixeira, também marcam presença. vindas do acervo do MAM, obras em outras técnicas convivemcom as fotos de Paiva. São trabalhos de Luiz Zerbini, Nuno Ramos e Anna Maria Maiolino, entre outros artistas.

Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, ☎ 3883-5600. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado e domingo, 12h às 19h. R$ 14,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e, na quarta, a partir das 15h, para todos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 14,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até 18 de janeiro de 2015.

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5 - Levar as crianças para se divertir com A Caligrafia de Dona Sofia

A Caligrafia de Dona Sofia
Dira Paes, Flavio Bauraqui e Carlos Careqa: paixão por poemas (Foto: Leandro Pagliaro/Divulgação)

Apaixonada por poesia, uma professora aposentada decora as paredes de sua casa com seus poemas preferidos, para, assim, poder lê-los a qualquer momento. Quando o espaço acaba, ela passa a escrever os versos em cartões, que são distribuídos entre os moradores da cidade. Inspirada no livro homônimo do pernambucano André Neves, a peça A Caligrafia de Dona Sofia traz a atriz Dira Paes, em sua estreia no teatro infantil, no papel da simpática senhora. Como no livro, a poesia dá o tom: há um narrador, vivido por Carlos Careqa, que conta a história em versos. Um sensível carteiro, vivido por Flavio Bauraqui, ajuda a propagar as palavras, a sabedoria e a imaginação da protagonista. Com apenas quatro apresentações gratuitas neste fim de semana na Casa França-Brasil, a peça dirigida por Luciana Buarque põe os pequenos no papel de moradores que recebem os cartões. Curiosidade: Dona Sofia foi inspirada em uma professora de pintura do autor, que, assim como a personagem, também escrevia poemas pela casa (50min). Rec. a partir de 2 anos. Estreia prevista para este sábado (6).

Casa França-Brasil (350 lugares). Rua Visconde de Itaboraí, 78, Centro, ☎ 2332-5120. Sábado (6) e domingo (7), 11h30 e 15h30. Grátis. Distribuição de senhas meia hora antes de cada apresentação.

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Fonte: VEJA RIO