3 PERGUNTAS PARA...

... Gretchen

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(Foto: Redação Veja rio)

Sex symbol da década de 80, a cantora deu os primeiros passos na carreira artística ainda na adolescência, em um grupo com as irmãs. A guinada, que levou a hits como Melô do Piripiri e ao cinema, deu-se em 1977: ao participar de um programa de calouros do apresentador Silvio Santos, com uma versão de Dance a Little Bit Closer, de Charo, ela foi descoberta pelo produtor Santiago Malnati, autor de seus maiores sucessos. Essas e outras pérolas estão na coletânea Charme, Talento & Gostosura, organizada pelo pesquisador Rodrigo Faour, resultado da recuperação do acervo da gravadora Copacabana Discos. O lançamento do CD acontece na festa Santa MPB, na quarta (27), com a participação de Gretchen.

Entre as faixas menos conhecidas, alguma música da coletânea tem chance de voltar a tocar nas pistas? Não creio. Até porque eram músicas feitas para completar o disco, não foram quase executadas. É muito gratificante a iniciativa do Faour, mas não acho que essas composições vão voltar a ser tocadas. São músicas diferentes, não muito normais, não são populares como as que fizeram sucesso. No lançamento, vou cantar hits e outras faixas escolhidas pelo pessoal da festa. Tem Toda Mañana, que eu cantava em espanhol. Tem outra que o Jorge Ben Jor fez em minha homenagem, Ela Tem Raça, Charme, Talento e Gostosura. Ganhou clipe no Fantástico, mas passou uma vez e pronto.

Nos últimos anos, na cena funk carioca, surgiram cantoras e dançarinas com nome de frutas. Você se sente uma precursora desse movimento ou uma influência para elas? Em tudo o que envolver rebolado vão lembrar de mim, mas não acho que seja uma influência.Não tem nada a ver com o meu estilo. Não tem comparação nenhuma, não tem nada a ver com o trabalho que eu fiz e que faço até hoje. As minhas danças são diferentes. Hoje acho que passam dos limites.

Sua carreira artística provocou algum tipo de constrangimento quando você entrou para a Assembleia de Deus? Sou evangélica, mas não sou mais dessa igreja e, por enquanto, não estou frequentando nenhuma outra. Foi uma experiência muito boa, tanto que continuo evangélica. Prefiro não falar sobre esse assunto. É melhor a gente falar do disco, não é?

Fonte: VEJA RIO