3 PERGUNTAS PARA...

... Pedro Freire

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Evangelia Kranioti / Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Filho dos atores Herson Capri e Malu Rocha, esse paulistano de 30 anos tem quase uma década de trajetória nos bastidores como cineasta, roteirista, tradutor e preparador de atores. No teatro, foi assistente de direção de Enrique Diaz (em In on It) e de Bia Lessa (em Orlando). No cinema, repetiu a função ao lado de Karim Aïnouz, no longa O Céu de Suely, e rodou o curta O Teu Sorriso, selecionado para a competição do Festival de Veneza em 2009. Em sua estreia como diretor de teatro, Pedro Freire encena o drama Outros Tempos, de Harold Pinter, a partir de sexta (1º), no Espaço Sesc.

Dá segurança ou medo estrear na direção com a peça de um autor consagrado? Vou te confessar que me sinto como se estivesse à beira do abismo. Mas também me sinto com um paraquedas e uma vontade imensa de pular nesse abismo. Escolhi um texto bom para ter um material de qualidade para trabalhar. Estou seguro, porque já trabalhei com diretores experientes e conto com a minha formação. Aos 18 anos fui para Madri estudar direção teatral na Casa da América. Aos 21, eu me mudei para Cuba, onde cursei direção cinematográfica na Escuela de San Antonio de Los Baños e aprendi a ser diretor de atores.

Ter também traduzido o texto ajuda no seu trabalho como encenador? Ajuda, na medida em que me faz compreender profundamente o que o autor escreveu. Essa é a minha terceira tradução, depois de Conversando com Mamãe (em cartaz com Beatriz Segall e Herson Capri) e de O Protagonista (ainda não montada). Com certeza é um texto complicado, mas passamos um mês inteiro fazendo leituras e tirando as nossas percepções das falas.

Você está rodando um documentário sobre o ator Paulo José. Em que pé está essa produção? Já dirigi sete curtas, mas esse será o meu primeiro longa. Vai se chamar Paulo José na Medida do Impossível. Tenho trinta horas de material gravado com sua intimidade profissional, registros dele ensaiando e dirigindo. Paulo José tem 74 anos e está gravando um personagem importante em novela (é o Plínio de Morde & Assopra, da TV Globo). Quando terminarem seus compromissos no Projac, vamos retomar as filmagens. Meu objetivo é chegar a 100 horas de material para começar a editar. Já estou com tudo em cima, equipe e patrocínio, para lançar o filme em 2012.

Fonte: VEJA RIO