Beira-mar

Ator Pauli Betti vai revelar segredos de sua vida no palco

Sucesso como o blogueiro Téo Pereira na novela Império, o artista conta que mamou até os 7 anos e que era o responsável pelas internações do pai, esquizofrênico, com camisa de força. “Cresci com medo de ficar doente também”

Por: Daniela Pessoa

paulo betti
Paulo Betti: monólogo autobiográfico (Foto: Divulgação)

Estreia em 19 de março, no Centro Cultural dos Correios, uma história que promete surpreender mais do que a do afetadíssimo blogueiro Téo Pereira, interpretado pelo ator Paulo Betti na novela das 9. No ano em que celebra quatro décadas de carreira, o artista resgata memórias da infância e da adolescência no monólogo Autobiografia Autorizada, escrito por ele mesmo. “Fiz anotações a vida inteira e acabei reunindo histórias loucas sobre mim e minha família”, diverte-se o caçula de catorze irmãos, filho de uma empregada doméstica analfabeta. “Fico com pudor de me expor, e medo de a peça ficar chata. Dá um pânico, mas estou lendo para a minha terapeuta e ela ficou impressionada”, garante. Algumas curiosidades:

› Quando nasceu, em 1952, as irmãs jogaram seu umbigo no galinheiro para que ele crescesse com amor pelos animais.

› Foi criado em Sorocaba, no interior de São Paulo. O avô, imigrante italiano, viveu em semiescravidão na fazenda de um senhor negro.

› Mamou até os 7 anos. “Minha chupeta eram os seios da minha mãe.”

› O pai de Betti era esquizofrênico, e o ator era responsável por suas internações, com camisa de força. “Cresci com medo de ficar doente também.”

LEIA MAIS NA COLUNA BEIRA-MAR DA SEMANA:

+ Luana Piovani, Bárbara Paz e Josie Pessoa soltam os cachorros nas redes sociais: a semana da tormenta

+ Após abrir e fechar vários restaurantes, chef Olivier Cozan abre creperia francesa no Jockey Club 

+ Autora do catálogo de endereços da high society, Lourdes Catão encontra dificuldades para fechar patrocínios e reclama da atual elite carioca

+ Cineasta Estevão Ciavatta, marido de Regina Casé, fala sobre Amazônia, tema de seu documentário no Fantástico. "Aprendi a falar com as árvores"

Fonte: VEJA RIO