Memória da Cidade

Tropicalista Torquato Neto ganha homenagem em show e exposição

Artista, que muito curtiu a Tijuca e a Ladeira dos Tabajaras, além do bar Lamas, no Flamengo, é lembrado em show e mostra de fotografias

Por: Lula Branco Martins

Torquato Neto
(Foto: Acervo Torquato Neto)

No mês em que faria 70 anos, Torquato Neto ganha show e exposição em sua homenagem. Morto em 1972, aos 28 anos, foi um dos principais nomes da Tropicália, movimento musical que sacudiu o fim da década de 60. Piauiense de Teresina, havia chegado ao Rio em 1963, e viveu intensamente a cidade, que definia como “o lugar que plantei para mim”: morou na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, depois na Tijuca, e era frequentador do Lamas, centenário café-restaurante do Flamengo. A foto acima, ele numa árvore, foi tirada em 1971, durante as filmagens de Nosferatu no Brasil, de Ivan Cardoso. No média-metragem, Torquato interpretava um vampiro que fazia vítimas à luz do dia, em plena praia, no Alto da Boa Vista ou mesmo no Aterro. Letrista inspirado, teve parceiros como Gilberto Gil, Caetano Veloso e Edu Lobo (confira ao lado) e deixou versos que seriam musicados muitos anos após seu suicídio — sufocou-se com gás, dentro do banheiro de casa —, a exemplo de Go Back (“só quero saber do que pode dar certo / não tenho tempo a perder”), dos Titãs. Para celebrá-lo, seu primo George Mendes organizou a mostra de fotos As Faces do Poeta, e Patrícia Mellodi estreia na terça (4) o espetáculo Anjo Torto, ambos os eventos realizados no Teatro Candido Mendes, em Ipanema.

Infografico
(Foto: Reprodução/Veja Rio)

 

Fonte: VEJA RIO