3 PERGUNTAS

Para Zélia Duncan

A cantora está às voltas com o próximo disco e com o musical Tô Tatiando, no qual estreia nesta terça (27) no Rio

Por: Carolina Barbosa - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Aos 48 anos, desde os 17 dedicada à música, a cantora está às voltas com dois projetos. Um deles é o próximo disco, Zélia Duncan Canta Itamar Assumpção - Tudo Esclarecido. O segundo é um desafio surpreendente: depois de rodar por outras capitais brasileiras, ela estreia na cidade, na terça (27), o musical TôTatiando, inspirado na obra do músico da vanguarda paulistana Luiz Tatit. Sob a direção de Regina Braga, Zélia vai soltar a voz no Theatro Net Rio, mas também mostrará seus dotes de atriz, interpretando personagens das canções. A montagem foi registrada em DVD, que deve ser lançado no início de 2013.

Por que fazer um musical em vez de um show? O Tatit, assim como Itamar, é um compositor que ouço há muito tempo. Quando comemorei trinta anos de carreira, em 2011, convidei a Regina (Braga) para fazer este espetáculo. Queria trabalhar com a música dele, mas numa abordagem teatral, porque enxergo um personagem em cada uma de suas canções. Estou sempre à procura de estímulo, novidades para o palco. E essa é uma aventura para mim, que sou cantora. Em cena, preciso ter uma pegada de atriz.

Essa é sua primeira experiência dramática? Cheguei a fazer o curso da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) durante um ano e meio, no fim dos anos 80. Na época, fiz uma participação substituindo uma atriz na peça O Mambembe, dirigida pelo Amir Haddad. Foi uma experiência sensacional, mas eu já era cantora, não era conhecida ainda e queria fazer minha carreira musical dar certo.

Você vai enfrentar uma nova categoria de crítica, a teatral. Isso a preocupa? Nasci em Niterói e me criei em Brasília, mas o Rio foi a cidade que escolhi. Estou ansiosa para estrear aqui, onde a visibilidade é grande, mas me sinto fortalecida depois de passar por São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba. No dia, estarei com minhas borboletas no estômago, é claro, mas não dá para fazer nada pensando só na crítica. Prefiro lembrar do que já deu certo até agora, na receptividade do público nos outros lugares por onde o espetáculo já passou.

Fonte: VEJA RIO