3 PERGUNTAS PARA...

...Maíra Freitas

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Joaquim Nabuco/ Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Cantar não estava nos planos da jovem pianista de formação clássica. A voz suavemente rouca ela revelou depois dos 20 anos, ao participar da gravação de uma canção de Noel Rosa com o pai, o sambista Martinho da Vila. Encantada, a dona da gravadora Biscoito Fino, Olívia Hime, convidou-a para gravar um CD de música popular. O disco de estreia de Maíra Freitas serve de base para a apresentação de terça (16) no Teatro Rival. Ao vivo, ela mistura MPB e alguns temas de seu repertório erudito.

Seu pai aprovou a opção pela música erudita? Ele tem muito orgulho disso, enche a boca para dizer que tem uma filha pianista clássica. Foi ele que me deu o primeiro piano, quando eu tinha 11 anos. Fizemos uma aposta em uma final de campeonato carioca. Ele é vascaíno e eu, flamenguista. Se o Flamengo ganhasse ele me dava um piano e se o Vasco ganhasse eu comprava uma caixa de cerveja para ele. E é claro que ganhamos.

Aí você começou a estudar? Não. Nessa época já estudava fazia quatro anos. Uma das primeiras lembranças que tenho da minha infância é um teclado rosa onde eu colava uns adesivos da Hello Kitty e da Barbie. Até hoje recorro ao piano quando estou triste ou quando preciso desabafar. É um grande companheiro. Eu tenho um instrumento de cauda em casa que ocupa a sala toda. Tive que escolher: ou a mesa de jantar ou o piano.

Você foi uma das fundadoras do bloco Exalta Rei, em homenagem ao Roberto Carlos. Como nasceu esse fenômeno do Carnaval de rua de 2009? Nasceu na mesa do bar, tinha que ser, duas semanas antes do Carnaval. Todo mundo já tinha tomado umas e outras, um monte de jornalistas e gente de cinema e só eu de músico. Achei muito legal e fui incumbida dos arranjos. Reuni uns amigos músicos, não éramos mais de seis, e fomos para a Urca. Quando chegamos, já tinha mais de 2?000 pessoas. A Urca estava parada, aí fomos em frente. Desfilamos e paramos em frente ao prédio do Rei. Quando ele apareceu na janela, mandando beijo, não acreditamos. Até choramos.

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Fonte: VEJA RIO