3 PERGUNTAS PARA...

Hyldon

O cantor e compositor de soul se apresenta na quinta (5) no Teatro Rival

Por: Rachel Sterman - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Integrante da santíssima trindade do soul brasileiro, ao lado de Tim Maia e Cassiano, o cantor e compositor surgiu na década de 70 com o sucesso Na Rua, na Chuva, na Fazenda. Ainda é lembrado por seu maior hit, mas não fica parado. Em 2009, gravou seu primeiro DVD ao vivo e o CD Soul Brasileiro, este com participação de, entre muitos outros, Nação Zumbi, Zeca Baleiro, Céu e Alceu Valença. No relançamento do disco, que foi remixado no ano passado, Hyldon se apresenta na quinta (5) no Teatro Rival, com os convidados Dalton, Tunai e MC Yasmin, sua filha.

Depois de tantos anos de estrada ainda dá para viver de música? Nunca fiz nada artístico visando a dinheiro, até porque se esse fosse meu objetivo eu não seria músico e compositor. O que me norteou nesses anos todos foi produzir uma obra que durasse e que fosse lembrada, ainda que depois de quarenta anos. Meu lema sempre foi escrever cartas para a posteridade sem esperar resposta, como disse Villa-Lobos.

Seu público se renovou? Sem dúvida. Depois que apareci na MTV, a garotada do hip-hop me reconhece na rua. Além disso, faço muitas parcerias com artistas da nova geração, e isso contribui para que eu me aproxime das pessoas. Nos meus shows, a variação de idade é grande, às vezes tem filhos que conheceram minha música pela internet e levam os pais junto. O MV Bill, por exemplo, já me sampleou na música Dizem que Sou Louco. Esse tipo de iniciativa ajuda a me manter atual.

Você não se cansa de cantar Na Rua, na Chuva, na Fazenda há décadas, em todos os shows? Eu tive a fase de negar essa canção. Hoje sinto muito orgulho de ter produzido algo que atravessou gerações, o que é raro no mercado atual. Muita gente não sabe, mas essa música estourou bem antes de a Paula Toller gravá-la, em 1994. Ela faz parte da memória afetiva das pessoas e ainda emociona o público. Feliz do artista que tem um sucesso como o meu, que abrange todas as idades e classes sociais.

Fonte: VEJA RIO