3 PERGUNTAS PARA...

...Frejat

Por: Rafael Sento Sé - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Autor de sucessos do rock brasileiro desde os primórdios no Barão Vermelho, nos anos 80, o cantor e guitarrista poderia seguir tranquilo, apoiado nos hits de sempre. Há trinta anos entre palcos e estúdios, no entanto, o carioca Frejat prefere arriscar-se, volta e meia, em novos caminhos musicais. No Citibank Hall, na quinta (19), ele vai mostrar pela primeira vez a versão completa do espetáculo de canções dançantes do pop nacional que exibiu, em parte, no último Rock in Rio. Na conversa, explica por que tirou Seu Jorge do repertório e como o disco de estreia do Barão, de 1982, virou um trauma.

Por que a opção por um show mais dançante?

Vim de um disco meio melancólico (Intimidade entre Estranhos), com músicas e histórias novas. Era um show mais contemplativo. Este é bem diferente mesmo, a proposta é fazer o público dançar. Reúno canções conhecidas que eu gostava de ouvir. Vou de Renato Russo a Tim Maia. Uma das versões que funcionaram melhor foi a de A Felicidade Bate à Sua Porta, de Gonzaguinha, sucesso com as Frenéticas.

Seu Jorge começou no repertório, mas não está mais. Houve resistência do público?

Não que eu tenha percebido. Acho o Seu Jorge um artista de muita relevância hoje e o conheço desde os tempos do Farofa Carioca. Tirei porque, na hora em que você leva as canções para o palco, uma coisa que imaginava de um jeito acaba não ficando bem.

O lançamento do disco de estreia do Barão completa trinta anos em 2012. Vocês vão comemorar?

Ainda não está certo, mas pretendemos reunir o grupo para fazer uma turnê curta. Entre nós está tudo combinado, só estamos definindo como viabilizar. Queremos fazer algo bonito. Também devemos relançar o nosso primeiro disco remixado. Naquela época

o artista não participava do processo de mixagem, então o que se ouve no disco não é o que fizemos. Tem sons de teclado horrorosos e uns timbres de guitarra esquisitos. Era um dos maiores traumas da nossa carreira. Ouça abaixo a regravação de A Tal da Felicidade.

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Fonte: VEJA RIO