Cariocas do ano

Flávio Augusto da Silva

Arrojado e autoconfiante,o empresário do Jabour é o primeiro brasileiro a ter um time de futebol no exterior

Por: Sofia Cerqueira - Atualizado em

flavio
(Foto: Leo Aversa)

Durante a última Copa do Mundo, a euforia dos torcedores americanos, que lotaram estádios onde os jogos foram transmitidos nos Estados Unidos, comprovou que o futebol (ou soccer, como eles chamam por lá) finalmente se transformou em um esporte popular no país. Surpresa para muitos, mas não para o carioca Flávio Augusto da Silva, 42 anos. O empresário já havia apostado alto naquele mercado, tornando-se o único brasileiro a ser dono de um time no exterior. Para isso, investiu 110 milhões de dólares na compra da agremiação Orlando City, na Flórida. Com o aporte financeiro, a equipe ganhou estofo para chegar à primeira divisão americana, a Major League Soccer (MSL), e anunciou a contratação do meia Kaká, que estreia nos gramados de lá em 2015. “Não comprei o time por aventura, mas porque enxerguei ali uma grande oportunidade”, enfatiza o empresário, que tem mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais.

Nascido no Jabour, bairro espremido entre Bangu e Santíssimo, na Zona Oeste, Flávio reúne todas as características creditadas aos empreendedores natos. É arrojado, autoconfiante e dono de um poder de motivação invejável. Aos 23 anos, em 1995, sem falar uma palavra de inglês e com 20 000 reais raspados do cheque especial, criou uma rede de escolas para o ensino rápido do idioma, a Wise Up. No ano passado, o negócio, com 400 unidades e 160 000 alunos, foi vendido por 877 milhões de reais. Envolvido em múltiplas empreitadas, Flávio lançou em julho uma plataforma digital que orienta jovens a pôr em prática suas ideias. Também é dono de uma empresa que prepara esportistas para disputar bolsas em universidades americanas. Há um mês lançou o livro Geração de Valor, pela editora Sextante, em que fala sobre o braço social de suas empresas na internet e que já está em quarto lugar na lista dos mais vendidos.

Fonte: VEJA RIO