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Felipe Bronze: “O Rio é minha referência no quesito receptividade”

Chef se inspira na cidade para receber bem e manter a mente aberta para novidades

Por: Redação Veja Rio - Atualizado em

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Felipe Bronze, embaixador do movimento Com o Rio de Braços Abertos, é um carioca que se sente cidadão do mundo e busca estar sempre antenado com novas culturas, sabores e tendências (Foto: DIVULGAÇÃO)

Embaixador do movimento Com o Rio de Braços Abertos, o chef Felipe Bronze é um dos nomes mais festejados da gastronomia brasileira contemporânea. Seu sobrenome é quase um rompante de modéstia frente ao número de prêmios que acumula: são mais de quinze - entre eles o de Chef do Ano por três vezes consecutivas pela Veja Rio (em 2011, 2012 e 2013), tricampeonato inédito na história dos prêmios gastronômicos da revista. Na edição de 2014 da premiação, os dois restaurantes que comanda atualmente abocanharam três troféus: o Oro levou o pódio nos quesitos melhor sobremesa e melhor sommelier (a argentina Cecília Aldaz, sua mulher); e o Pipo, seu estabelecimento mais recente, inaugurado um ano antes, foi eleito o gastrobar número um da cidade.

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(Foto: Divulgação)

 O “mago da cozinha”, como ficou conhecido em todo o país ao estrelar o quadro de mesmo nome no Fantástico, acredita que sua principal característica é a busca constante por evolução. Sua trajetória começou em Nova York, onde estudou no Culinary Institute of America e teve a oportunidade de estagiar nos badalados Nobu e Le Bernardin, em Manhattan. Voltou para o Rio em 2001 e não parou mais: começou assinando o menu comemorativo de 15 anos do Sushi Leblon, depois partiu para a chefia executiva do Zuka e encarou o primeiro voo solo no Z Contemporâneo, de culinária asiática. Agora, à frente do Oro e do Pipo, já começa a pensar em ir mais longe e levar para outros destinos a carioquice das duas casas.  

A seguir, Felipe Bronze conta um pouco mais sobre sua trajetória e revela o que está preparando para 2015. Confira.

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(Foto: Divulgação)

 Sua formação foi feita no exterior, mas os ingredientes tipicamente brasileiros costumam ser as vedetes das suas criações. Além dessa mistura de referências, que outros truques o mago da cozinha utiliza para se destacar no cenário gastronômico?

Acredito que seja algo natural para quem trabalha com o que gosta, como é o meu caso. Sou carioca mas me sinto verdadeiramente cidadão do mundo, e vivo numa busca incansável por novas técnicas e novos ingredientes. Essa busca constante por evolução é a minha maior característica.

Restaurante, gastrobar e televisão: como é administrar tantas frentes de trabalho diferentes?

Isso só é possível porque faço questão de estar sempre cercado de pessoas que trabalham melhor do que eu. Sempre investi em novos profissionais, gosto de ensinar porque também absorvo um pouco da energia e das vibrações de quem busca ser um profissional responsável e comprometido.

De que forma o Rio te inspira no quesito trabalho?

O Rio é uma metrópole cosmopolita e acolhedora, e é minha referência especialmente no quesito receptividade – no meu caso, espelho isso ao estar sempre aberto a novas culturas, novos sabores, novas tendências.

Quais projetos irão sair do forno em 2015?

Muitas novidades na TV: tem o The Taste Brazil, reality no qual eu sou jurado na banca de avaliadores, ao lado dos chefs Claude Troisgros e André Mifano; e o Que Seja Doce, reality de confeitaria em que atuarei como apresentador. O Oro e o Pipo continuam sendo total prioridade, mas também já penso em levar a carioquice das duas casas para outras praças.

Na sua opinião, o que é estar "Com o Rio, de Braços Abertos"? 

É estar em sintonia e pulsar junto com a cidade. Saber receber e mostrar nosso melhor lado, mas também manter-se crítico e atento com todos os acontecimentos. Lembrar sempre que estamos todos no mesmo barco, então é dar os braços e contribuir para todos possam viver numa cidade cada vez melhor.

Seu lugar preferido no Rio: 

A praia do Leblon.

Um achado imperdível na cidade

Tomar um drink no Bar dos Descasados, no Hotel Santa Tereza.

Um carioca que te inspira: 

Meu amigo Dudu Garcia, que é uma síntese do espírito carioca, pois é versátil e se sente em casa em qualquer lugar. Artista plástico, DJ, praticante de jiu-jitsu e surfista, ele fica tão à vontade tomando caldinho de feijão no morro quanto se estivesse curtindo a vida em Saint Tropez.

Fonte: VEJA RIO