3 PERGUNTAS...

... para Daniel Dantas

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Mônica Imbuzeiro / Ag. O Globo
(Foto: Redação Veja rio)

Papéis dos dois lados da Justiça, o certo e o errado, têm ocupado a carreira do ator carioca. Ele se prepara para viver um inescrupuloso comerciante de madeira no drama Na Selva das Cidades, de Bertolt Brecht, com estreia prevista para quinta (11), no Teatro I do CCBB. Na TV, vem gravando na pele do detetive Eustáquio, encarregado das investigações sobre o assassinato do empresário Salomão Hayalla, no remake O Astro, da Rede Globo. Curiosamente, na vida pessoal, move um processo internacional contra o La Stampa. Por engano, o jornal italiano publicou na primeira página, em 2008, uma foto dele para ilustrar a notícia da prisão de seu xará, o banqueiro baiano Daniel Dantas.

Em que pé está a ação judicial na Itália? O processo está correndo. Tenho dois advogados me representando lá. Como já se passaram três anos, a decisão deve estar para sair. Nem lembro exatamente se a ação é por danos morais ou algum outro termo jurídico parecido, mas tem uma questão nessa história. Quero visitar a Itália sem ter nenhum tipo de problema.

Como é sua participação na novela O Astro? Comecei a gravar em meados de julho o personagem Eustáquio. Ele está entrando no meio da trama porque é um dos detetives encarregados de investigar o assassinato do empresário Salomão Hayalla (interpretado por Daniel Filho). É um papel que vai ganhar cada vez mais destaque no decorrer dos capítulos, porque trabalha na solução do principal mistério da novela. Eustáquio é um policial graduado e com capacidade de transitar nos sofisticados ambientes da classe dominante. Tenho passado de cinco a seis horas por dia no estúdio.

Schlink, seu próximo personagem no teatro, tem falas em alemão. É difícil interpretar em outra língua? Começamos a ensaiar há dois meses, com a leitura do texto e a montagem das cenas. É um Brecht em início de carreira, quando tinha 23 anos, e a peça é considerada estranha. Tivemos de descobrir a essência dos personagens aos poucos. Quanto ao texto em alemão, é muito louco, porque você sabe o que está dizendo, mas não sabe o ritmo das palavras. Fiz uma anotação fonética para memorizar a sonoridade das sílabas. Mas é um trecho curto, no começo da apresentação.

Fonte: VEJA RIO