3 PERGUNTAS PARA

... Cleo Pires

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

A comédia romântica Qualquer Gato Vira-Lata, que estreia na sexta (10), é o quarto longa-metragem da atriz carioca Cleo Pires, de 28 anos. Ela divide o filme com o galã Malvino Salvador e interpreta sua primeira protagonista no cinema.

Sua carreira começou devagar, oito anos atrás, e hoje você é uma estrela. Foi algo planejado? Ao contrário do meu irmão Fiuk, que domina o palco há muito tempo, eu não sabia o que queria fazer. Só descobri a paixão pela minha profissão quando as oportunidades foram surgindo. Gosto de fazer coisas diferentes, sou curiosa e tenho tendência a desenvolver minhas habilidades em várias áreas. Por isso, tateei bastante, senti o terreno. Depois do meu primeiro filme, Benjamim, em 2003, apareceram outros trabalhos. Se fosse pela cabeça dos outros, eu teria sido a protagonista do remake da novela Cabocla (o original foi estrelado por seus pais, o cantor Fábio Jr. e a atriz Gloria Pires, em 1979). As coisas precisam obedecer à minha lógica. Agora tenho mais controle sobre o que faço. Se chegar uma responsabilidade, eu vou dar conta. Antigamente, ficaria completamente perdida.

Você já posou nua, mas nunca se arriscou a fazer teatro. Por quê? Já recebi convites. A diretora Monique Gardenberg me chamou para Inverno da Luz Vermelha. Adorei a personagem, que ficou com a Marjorie Estiano. Mas, na mesma época, pintou o convite para estrelar Araguaia e achei que estava na hora de voltar às novelas. Sou tímida e não me jogo de cabeça nas coisas, preciso observar primeiro. Em vez de ajudar e me deixar cautelosa, isso me bloqueia. Agora, estou em férias da TV. Ainda não consegui ficar completamente descansada, mas essa nem é a minha vontade. Quero fazer cursos de interpretação, partir para novas experiências. Uma amiga teve aulas com a preparadora de elenco Fátima Toledo. Fiquei apaixonada pelo método dela.

Como você encara a personagem grudenta que interpreta no filme? A Tati e o romantismo dela não têm absolutamente nada a ver comigo. Ela está contaminada por regras sociais de como uma mulher deve ser e não assume quem ela realmente é. Mas a personagem passa por uma transformação ao longo da história, e disso eu gosto.

Fonte: VEJA RIO