3 PERGUNTAS

Para Carlos Lyra

Pioneiro da bossa nova, o músico apresenta, de graça, no Espaço Eletrobras Furnas, o espetáculo Além da Bossa. No repertório, pérolas menos conhecidas do gênero e inéditas

Por: Rachel Sterman - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Afinal, onde nasceu a bossa nova: no Beco das Garrafas? Nunca fiz show lá, nem me lembro de ter visto João Gilberto, Tom ou Vinicius se apresentando por lá. Considero o Beco um reduto dos músicos da época. Era para lá que eles corriam depois de trabalhar, para tocar juntos. Nós nos reuníamos na casa da Nara Leão, do (pianista) Bené Nunes, no Bar do Plaza e nas areias da Praia de Copacabana.

Você diz que a bossa nova não se resume apenas à batida do violão. Por que afirma isso? Foi essa sonoridade a mais divulgada a partir do sucesso de Garota de Ipanema. Mas bossa nova é, na verdade, um conjunto de melodia elaborada, harmonia sofisticada, letra coloquial e interpretação cool. Só quando todos esses fatores se unem você pode chamar de bossa nova.

Como você faz para se reiventar após tantos anos de estrada? Além de ler Balzac, Proust, Jorge Luis Borges e Carpeaux, ouço os eternos clássicos e vejo filmes de boa qualidade. Nada, também, como uma boa encomenda, de teatro, cinema, comercial ou o que for, para eu me reiventar, entrando no clima sugerido. Nada me inspira mais do que um grande desafio.

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Fonte: VEJA RIO