3 PERGUNTAS

Para Bruno Mazzeo

O ator estrela o monólogo cômico Sexo, Drogas e Rock?n?Roll, do americano Eric Bogosian, atração no Teatro do Leblon

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

Renato Rocha Miranda/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Você ficou quatro anos longe dos palcos. Por que tanto tempo? Parei de fazer Enfim, Nós (seu último espetáculo) porque quis. A peça continuava lotando aonde fosse, mas eu já não vibrava tanto ao dizer aquele texto. Estava em cartaz havia quatro anos, me sentia numa zona de conforto, o que nunca me interessa. Na sequência, emendei quatro filmes, projetos na TV, e o teatro acabou ficando de lado. Minha agenda é muito cheia sempre, então tudo tem de ser organizadinho, para montar o quebra-cabeça. Mas eu gosto assim.

Como o texto de Sexo, Drogas e Rock?n?Roll chegou às suas mãos? Quem leu primeiro foi a Luciana Fregolente, amiga minha e do diretor Victor Garcia Peralta. Ela disse que o texto era a minha cara. Li e me encantei com a crítica que o autor faz do sistema, suas hipocrisias, loucuras e contradições.

Como se trata de um monólogo, há quem se pergunte se a peça é um stand-up comedy. Isso o preocupa? Acho que muita gente pode ir com essa cabeça. Nem tanto por mim, porque eu nunca fiz stand-up comedy na vida, mas por este momento do humor, em que esse gênero ganhou muito espaço. E, como eu sou muito ligado a humor, acho natural essa confusão. Mas a dramaturgia da peça deixa claro logo de cara que o buraco é mais embaixo. Ou mais em cima, sei lá.

BÔNUS

A peça tem uma pegada roqueira o tempo todo. Qual é a sua relação com o gênero musical? Essa pegada era uma vontade minha desde quando resolvi montar a peça. Talvez essa seja a mais rock?n?roll de todas as montagens do texto encenadas mundo afora. Sou um fã completo do rock, daquele tipo saudosista que acha que hoje não se faz mais rock como antigamente.

Um tema que perpassa o texto é o do excesso ? de drogas, de álcool, de trabalho. Você é uma pessoa de excessos? No meu caso, só mesmo excesso de trabalho. E de amor pra dar.

Fonte: VEJA RIO