CARIOCAS DO ANO

Ana Paula Araújo

Com talento para improvisar e credibilidade nas informações, ela chegou à bancada do telejornal de maior audiência do país

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Com talento para improvisar e credibilidade nas informações, Ana Paula Araújo brilhou na cobertura da invasão da polícia ao Complexo do Alemão, permanecendo durante seis horas ininterruptas no ar. E chegou à bancada do telejornal de maior audiência do paí (Foto: Redação Veja rio)

Há um ano, o Brasil assistia pela TV às impressionantes imagens da ocupação policial da Vila Cruzeiro. A operação, um marco no combate ao narcotráfico no Rio, foi um ponto de inflexão não só para a cidade como para a jornalista Ana Paula Araújo, 39 anos. Naquele dramático 25 de novembro de 2010, ela ficou no ar das 11h29 às 17h52, sem intervalos comerciais, narrando a invasão. Durante mais de seis horas, engoliu apenas um suco de laranja e um achocolatado, enquanto eram exibidas imagens da favela. Nos três dias seguintes, voltou a se plantar horas e horas diante das câmeras. Com voz firme, raciocínio rápido e habilidade para improvisar, Ana Paula se destacou na cobertura. A partir dali, adquiriu status de estrela na equipe de jornalismo da Globo e, como recompensa, passou a apresentar o Jornal Nacional uma vez por mês. "Essa experiência foi um divisor na minha vida. Não me imaginava na bancada do jornal mais importante do país", diz ela, que chegou a ser cogitada para substituir a titular, Fátima Bernardes. A escolhida, no final, foi Patrícia Poeta.

A ótima fase profissional foi coroada com outro momento emocionante. No dia 26 de setembro, ela subiu ao palco do Lincoln Center, em Nova York, ao lado de William Bonner, para receber o Internacional Emmy Awards 2011 na categoria Notícia. O Jornal Nacional sagrou-se vencedor justamente pela cobertura da invasão do Complexo do Alemão. Para manter o pique, voltou a ficar no ar por quatro horas ininterruptas durante a ocupação da Rocinha, no domingo (13). Nascida no Rio mas criada em Juiz de Fora, Ana Paula trabalhou anteriormente como repórter em cinco emissoras de rádio e nas TVs Rio e Manchete. À frente do RJTV - primeira edição, ela é um caso raro de apresentadora que dispensa o teleprompter (aparelho que exibe os textos que serão ditos no ar). Lê no monitor o tema das reportagens e improvisa os comentários. "Estou feliz com o reconhecimento", agradece Ana Paula, que é mãe de Melissa, 5 anos. "Mas o grande prêmio mesmo é continuar a fazer meu trabalho e ter o retorno diário do público."

Fonte: VEJA RIO