3 PERGUNTAS

Para Rogê

O cantor e compositor carioca que se apresenta nesta terça (15) na Miranda e quarta (16) no Circo Voador conta como foi compor a canção-tema da Olimpíada de 2016 e mais

Por: Rachel Sterman - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Não se deixe enganar pelo ar tranquilo exibido na foto ao lado: o cantor e compositor carioca está em todas neste verão. Na terça (15), dá expediente como integrante do grupo 4 Cabeça, na Miranda, e no dia seguinte sobe ao palco do Circo Voador, ao lado do parceiro Arlindo Cruz. Foi com o sambista e seu filho Arlindo Neto que Rogê assinou a composição da canção-tema da Olimpíada de 2016, Os Grandes Deuses do Olimpo Visitam o Rio de Janeiro. Em 2012 ele também lançou seu quarto álbum-solo, Brenguelé.

Você circula com facilidade por universos musicais bem distintos. Como esse trânsito influencia seu trabalho? Faço um tipo de música para dançar, falar das verdades brasileiras, levar as pessoas a refletir sobre nossa realidade. E, para abranger o maior público possível, meus parceiros são fundamentais. Trabalho com nomes que vão de Arlindo Cruz a Seu Jorge. Cada um traz, além da informação de suas composições, uma energia muito forte de seu trabalho individual.

Foi difícil evitar os clichês ? futebol, samba ? na composição do tema da Olimpíada? Tudo nasceu de muitos papos que tive com o Arlindo Cruz. Nossa grande sacada nessa música foi a ideia de fazer com que os deuses gregos viessem passear no Rio de Janeiro como turistas e, claro, ficassem encantados com as maravilhas naturais. É como se a cidade se transformasse na casa deles durante sua estadia, como acontece com a maioria dos gringos, né?

Como definir seu som? Minha matéria-prima musical é o samba. Não faço samba de raiz, mas misturo as derivações do gênero e aproveito o balanço inerente ao ritmo. Existe também muita influência do maracatu do Chico Science, do soul do Tim Maia e da Banda Black Rio. Não faço nada esperando ser pop, mas, se minha música se transforma em algo acessível, eu julgo que acertei.

Fonte: VEJA RIO