RETRATOS DA CAPOEIRA

Maria Buzanovsky clica roda no Cais do Valongo

Hoje um monumento preservado e aberto à visitação, lugar foi porta de entrada para cerca de 500 000 escravos africanos no Brasil

Por: Rafael Teixeira

Maria Buzanovsky
Um dos registros de Maria Buzanovsky: a partir de domingo (8) no Museu de Arte do Rio (Foto: Maria Buzanovsky/Divulgação)

Marco geográfico da história da escravidão no Brasil, o Cais do Valongo foi a porta de entrada no país para cerca de 500 000 africanos. Em 1911, o lugar foi aterrado pelo prefeito Pereira Passos, só vindo a ser redescoberto um século depois, durante as obras de revitalização da Zona Portuária. Mensalmente, o sítio arqueológico recebe uma roda de capoeira que, ao longo do ano passado, foi alvo da câmera da niteroiense Maria Buzanovsky. Cerca de quarenta desses registros estão na mostra Memórias do Valongo: Capoeira, Identidade e Diversidade, que abre no domingo (8), no MAR. São belas imagens em preto e branco que prestam homenagem ao lugar, hoje um monumento preservado e aberto à visitação pública.

Museu de Arte do Rio. Praça Mauá, s/nº, Zona Portuária, ☎ 3031-2741. → Terça, 10h às 19h; quarta a domingo, 10h às 17h. R$ 8,00. Grátis às terças. Meia-entrada para estudantes de escolas particulares e universitários. De quarta a domingo, grátis para alunos e professores da rede pública, crianças de até 5 anos e pessoas com mais de 60 anos. Até 7 de março. A partir de domingo (8).     

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Fonte: VEJA RIO