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As principais exposições em cartaz na semana

Fotógrafo Antonio Guerreiro abre individual repleta de retratatos de personalidades na Galeria da Gávea

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

Antonio Guerreiro
Sandra Bréa em foto de Antonio Guerreiro: referência em retratos de personalidades (Foto: Antonio Guerreiro/Divulgação)
  • Sob coordenação da artista e professora Cristina Salgado, um grupo de integrantes do Programa de Pós-Graduação em Artes da Uerj mergulhou em estudos da tragédia grega de Antígona. Dos integrantes dessa turma, sete (Junia Penna, Bernardo Magina, Luisa Tavares, Claudia Tavares, Daniella Paoliello, Lucia Vignolli e Susana Anágua) exibem trabalhos inéditos na galeria, inspirados pelo tema. São pinturas, esculturas, fotografias e instalações site specific.
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  • Nascido na Espanha e radicado ainda criança no Brasil, para onde se mudou com a família, Antonio Guerreiro construiu, entre os anos 70 e 90, uma sólida reputação como fotógrafo de personalidades — na maioria das vezes a bordo de cliques carregados de sensualidade. Cerca de trinta registros compõem o acervo da individual Antonio Guerreiro – O Homem que Amava as Mulheres, em cartaz na Galeria da Gávea a partir de sexta (10). A seleção inclui fotografias célebres para revistas de moda e capas de disco, além de retratos inéditos em Polaroid. Como sugere o nome da exposição, boa parte das imagens traz musas que posaram para o artista, entre elas duas atrizes com quem foi casado: Sônia Braga e Sandra Bréa. A ala das beldades inclui ainda Luiza Brunet e Monique Evans, esta em curioso registro, de maiô cavado, ao lado do ator Tarcísio Meira.
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  • Trazidas ilegalmente ao Brasil por compradores não identificados, as dezenove obras reunidas nesta coletiva poderiam estar hoje ocupando residências particulares. Em vez disso, apreendidas no Porto do Rio pela Polícia Federal, foram doadas à coleção do Museu Nacional de Belas Artes e integram Apreensões e Objetos do Desejo: Obras Doadas pela Receita Federal ao MNBA. Trata-se de uma notável seleção, recheada de nomes de ponta, a exemplo do italiano Michelangelo Pistoleto, do inglês Antony Gormley e dos brasileiros Cildo Meireles, Sérgio Camargo, Daniel Senise e Jorge Guinle Filho. Algumas das criações preenchem lacunas no acervo do MNBA. É o caso de Óleo e Madeira Pintado à Mão, acrílica sobre tela feita por Beatriz Milhazes nos anos 90 — a instituição só possui obras da artista produzidas na década anterior. O indiano Anish Kapoor comparece com um dos trabalhos mais convidativos da mostra, uma enorme concha espelhada em que o visitante se vê, ao mesmo tempo, de corpo inteiro e em detalhes estilhaçados.
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  • Em Noturnos, a fotógrafa Betina Samaia apresenta dez imagens do Rio de Janeiro feitas à noite. Em alguns casos, o aumento do tempo de exposição da fotografia causa um interessante efeito.
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    Chelpa Ferro
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    Formado por Luiz Zerbini, Barrão e Sergio Mekler, o coletivo apresenta a instalação Sonorama. Nela, os artistas revestem o espaço com materiais acústicos reaproveitados do cotidiano e transformam a sala de exposição em uma espécie de grande estúdio musical improvisado.
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  • Os limites entre desenho e fotografia são, há alguns anos, objeto de investigação na obra da paulistana Claudia Melli. Na individual Lugares Onde Nunca Estive, essas fronteiras aparecem borradas. Enxuto, o acervo reúne dezessete trabalhos, sete deles inéditos. À primeira vista, as imagens sugerem um efeito de hiper-realismo, por vezes evocando a instantaneidade da fotografia no registro de objetos em movimento. A maior parte foi criada em nanquim sobre vidro, técnica pela qual a artista tem especial predileção. Alguns exemplares, produzidos mais recentemente, também incluem tinta acrílica — usada, por exemplo, no fundo azul de uma obra sem título da série Entre-Tempos, que mostra silhuetas de cavalos de carrossel.
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  • Pioneiros da arte computacional no mundo, os britânicos Paul Brown, Harold Cohen e Ernest Edmonds, além do alemão Frieder Nake, apresentam suas obras, incluindo trabalhos feitos especialmente para a exposição. Impressões digitais, instalações, pinturas, vídeos, aplicativos e projeções interativas compõem o acervo.
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  • Natural de Estrasburgo, na França, a artista divide residência entre Paris e Rio há quase vinte anos. Em que pese tal proximidade, além do prestígio entre seus pares, seu nome é pouco conhecido do público daqui — uma lacuna que pode ser corrigida com uma visita à bela individual Temporama, em cartaz no MAM. Como sugere o nome, o tempo é evocado no diálogo entre o passado e o presente da trajetória de Dominique: em um salão de 1 800 metros quadrados, no 2º piso, convivem onze obras do início de sua carreira, nos anos 80, e uma única criada para a exposição: uma piscina cenográfica em que a artista surge em reproduções nas quatro bordas, caracterizada como Marilyn Monroe. Para contemplar a leva de produções mais antigas, o visitante circunda o “espelho-d’água”, em uma provocativa interlocução das obras com o espaço — ideia cara a Dominique e reforçada na aplicação de filme vermelho de um lado e azul de outro nas janelas do salão. No percurso, esbarra-se com trabalhos curiosos, a exemplo de uma estante com livros que sustentam as prateleiras e tijolos em seu lugar.
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  • Aluno da Escola Naval de Nápoles, o italiano foi oficial da Marinha de Guerra de seu país entre 1849 e 1855. A admiração pelo mar logo seria incorporada a outro de seus objetos de apreço: as artes plásticas. Como pintor, Martino (1838-1912) acabou se especializando em marinhas, de veleiros singrando paisagens tranquilas a violentos combates entre navios. Uma parcela enxuta, mas representativa, dessa enorme produção, cultivada ao longo de uma vida inteira, está reunida na individual em cartaz no Museu Nacional de Belas Artes. Mesmo as pequenas dimensões de boa parte dos óleos não escondem a beleza da pincelada do artista, na qual a riqueza de detalhes convive harmoniosamente com um aspecto geral por vezes meio enevoado. Algumas obras do acervo guardam relação com o Brasil, país onde Martino se radicou em 1868. Encarregado oficialmente por dom Pedro II, ele registrou os eventos da Guerra do Paraguai, travada de 1864 a 1870. Entre os episódios do conflito, imortalizados em toda a sua dramaticidade por seus pincéis, está a Batalha Naval do Riachuelo, ocorrida em 1865, em impactante tela presente na mostra. Além dos óleos, há belos desenhos que revelam certa urgência em sua execução.
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    Efrain Almeida
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    Em Uma Pausa em Pleno Voo, o artista cearense Efrain Almeida apresenta séries de trabalhos inéditos na cidade, além da instalação Uma Coisa Linda, com 150 esculturas de pássaros. Simultaneamente, o Paço Imperial também recebe uma individual de Ricardo Ventura, com dezenove trabalhos escultóricos e uma instalação.
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  • Um dos principais ilustradores de capas da indústria fonográfica brasileira, o artista gráfico tem cerca de quarenta trabalhos exibidos. Estações multimídia apresentam depoimentos do próprio Andreato sobre sua obra.
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    Força na Peruca
    Veja Rio
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    Onze artistas de diversas formações, áreas de atuação e estilos apresentam obras em torno dos temas cabelos e perucas. São eles: Anna Bella Geiger, Alfa Siqueira, Batman Zavareze, Bruno Veiga, Cabelo, Denise Araripe, Denise Moraes, Gabriela Gusmão, Guilherme Secchin, Jefferson Svoboda e Toz.
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    FotoRio 2015
    Veja Rio
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    Seis exposições de fotografia, todas parte da atual edição do FotoRio, ocupam simultaneamente o Centro Cultural Correios. Cinco delas são individuais: de Ana Carolina Fernandes, Zeca Linhares, Alécio de Andrade, Maria Buzanovsky e Ana Rodrigues. A coletiva Na Palma da Mão reúne fotos feitas com celular, uma amostra das cerca de 300 imagens enviadas após uma convocatória pública.
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  • Embora seu nome seja pouco conhecido do grande público, Turin (1878-1949) é tido como um dos mais importantes escultores brasileiros. Oitenta peças de sua autoria estão presentes na individual.
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  • Em Horizontes Artificiais, o pernambucano exibe desenhos, feitos com carvão, pastel e tintas, que retratam cidades iluminadas.
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  • Austríaco de nascimento, o fotógrafo radicou-se no Brasil em 1939, fugindo do nazismo. Seu talento com as câmeras foi empregado com notável afinco no Rio, onde, estima-se, Klagsbrunn (1918-2005) clicou mais de 100 000 fotos. Aproximadamente 200 delas estão na alentada individual em cartaz no Museu de Arte do Rio. À parte uma minúscula parcela de registros de outros lugares, o foco recai sobre cenas cariocas, flagradas em lindas composições em preto e branco. Figuras populares, como um engraxate na Cinelândia (com o já demolido Palácio Monroe ao fundo) e dançarinos de gafieira, dividem espaço com o luxo dos bailes no Theatro Municipal e dos páreos no Jockey Club. Retratos de personalidades, a exemplo de Oscar Niemeyer, Oscarito e Bibi Ferreira, também contribuem para embelezar o acervo.
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    Made in Brasil
    Veja Rio
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    Inaugurada em 2013, a Casa Daros abriga, desde o início, obras de artistas brasileiros em seus salões. Faltava, porém, uma coletiva de peso inteiramente voltada para eles — questão resolvida com Made in Brasil. O acervo exposto reúne mais de sessenta trabalhos de oito autores. Logo na entrada, o hipnótico vídeo Entre os Olhos, o Deserto (1997), de Miguel Rio Branco, dá as boas-vindas ao visitante com belas fotografias que se sucedem na parede. Em uma mesma sala estão agrupados 23 objetos de Waltercio Caldas, todos relacionados à ideia de livro, permitindo uma rara apreciação em conjunto dessa vertente de sua obra. Convidativa e algo misteriosa, a instalação Missão/Missões (Como Construir Catedrais), de Cildo Meireles, tem o piso repleto de moedas e o teto cheio de ossos ligados por uma torre de hóstias. Milton Machado, Ernesto Neto, Vik Muniz, Antonio Dias e José Damasceno são os outros nomes reunidos.
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  • Segunda mostra do Programa Curador Visitante, da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, a coletiva ficou a cargo de Bernardo José de Souza. O acervo exibido reúne 38 artistas brasileiros e estrangeiros em diversos espaços da EAV. Esculturas, objetos, vídeos, videoinstalações, fotografias e performances compõem a seleção.
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    Maria de Todos Nós
    Veja Rio
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    O universo de Maria Bethânia inspira as obras de mais de uma centena de artistas plásticos, fotógrafos, poetas e músicos que integram a coletiva. Entre os nomes reunidos estão Batman Zavareze, Carlos Bracher, Luiz Áquila, Irmãos Campana, Chicô Gouvêa, Suzana Queiroga, Flávio Colker, Gringo Cardia, Hélio Eichbauer, Lenise Pinheiro, Mana Bernardes, Miguel Paiva, Moreno Veloso e Ziraldo, entre outros.
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  • De acordo com as palavras de Mário de Andrade (1893-1945), apenas dois pintores de sua época “contavam mesmo” no panorama da cultura brasileira: Lasar Segall (1891-1957), lituano radicado no país no início da década de 20, e o paulista Candido Portinari (1903-1962). Entre esses expoentes do modernismo nas artes plásticas brasileiras estabeleceu-se certa rivalidade, evocada na mostra. Em Mário de Andrade e Seus Dois Pintores: Lasar Segall e Candido Portinari, são as ideias e opiniões do escritor que orientam a seleção e a disposição das cinquenta obras apresentadas, todas produzidas entre 1913 e 1943. Organizada sob a curadoria de Anna Paola Baptista, a exposição reúne trabalhos representativos de ambos, a exemplo de Os Eternos Caminhantes (1919) e Pogrom (1937), de Segall, e Mestiço (1934) e A Barca (1941), de Portinari. Pintados pelo primeiro em 1927 e pelo segundo oito anos depois, dois retratos de Mário de Andrade também fazem parte da seleção.
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  • Concebida pelo empresário e colecionador Raymundo de Castro Maya, a obra que dá nome à exposição foi lançada em 1965 — e ganhou reedição nos 450 anos da cidade. Trata-se de um livro sobre a história do Rio, com texto de Gilberto Ferrez e trabalhos de Jean-Baptiste Debret, Victor Meirelles e Marc Ferrez, entre outros. Uma série dessas criações está na coletiva.
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    Pablo Picasso
    Veja Rio
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    Mal se despediu da elogiada mostra do abstracionista russo Wassily Kandinsky, o CCBB já abre suas portas para outro artista de peso, também ele o principal artífice de um estilo que desnorteou radicalmente o mundo da arte. Em Picasso e a Modernidade Espanhola — Obras da Coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, com abertura marcada para quarta (24), o foco, presumivelmente, recai sobre o pai do cubismo: Pablo Picasso (1881-1993) assina praticamente metade das quase 100 obras reunidas. Com curadoria do espanhol Eugenio Carmona, professor de história da arte da Universidade de Málaga, a mostra traz exemplares típicos do movimento notabilizado pela forma incomum de retratar o mundo, com diferentes pontos de vista de uma mesma figura chapados em um só plano. É o caso de Mulher Sentada Apoiada sobre os Cotovelos, óleo de 1939, no qual o artista retratou sua amante Marie-Thérèse Walter. Outra das várias mulheres com quem Picasso se envolveu, a artista iugoslava Dora Maar também aparece em uma pintura do mesmo ano. Embora não esteja presente à exposição, a obra-prima Guernica, na qual o pintor recriou, à sua maneira, o bombardeio da cidade espanhola homônima por aviões alemães, é evocada em uma série de estudos e esboços que ajudam a entender seu processo de criação. O acervo é completado por trabalhos de outros espanhóis que, em alguma medida, impulsionaram a história da arte rumo à modernidade, ainda que não a bordo do cubismo — a exemplo de Salvador Dalí, Juan Gris, Joan Miró e Joaquín Torres García. “É um conjunto rico e variado. Creio que trata-se de boa oportunidade para o visitante se entreter com arte e descobrir artistas menos conhecidos”, diz o curador.
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    Pierre Verger
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    Em O Rio de Pierre Fatumbi Verger, o fotógrafo e etnólogo franco-brasileiro tem quinze de seus registros da cidade apresentados. As imagens foram produzidas ao longo das décadas de 40 e 50.
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  • Uma pesquisa no campo da poesia abre os espaços físicos das galerias e da área externa para que o poema migre para a visualidade através da palavra. Para dar início ao novo programa, que tem a curadoria de Alberto Saraiva, foram convidados os poetas Alex Varella, que apresenta A Invenção do Nome, e Omar Salomão, com Nebula – A Sombra das Nuvens Manchando a Cidade.
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    Ricardo Ventura
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    Na individual Atlas são apresentados dezenove trabalhos escultóricos e uma instalação, todos realizados nos últimos quinze anos de produção do artista. As obras tridimensionais transitam entre a rigidez da madeira e a fragilidade do vidro.
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  • Entre as diversas ações que têm pipocado em comemoração dos 450 anos do Rio, esta imperdível mostra ocupa um lugar destacado. Possível somente graças a um consistente trabalho do Instituto Moreira Salles na restauração e conservação de fotos antigas, Rio: Primeiras Poses — Visões da Cidade a Partir da Chegada da Fotografia (1840-1930) reúne mais de 400 registros da cidade, pertencentes ao acervo da instituição. Sob a curadoria de Sergio Burgi, a alentada seleção traz pioneiros como Marc Ferrez (1843-1923), Georges Leuzinger (1813-1892) e Augusto Malta (1864-1957), entre muitos outros. Trata-se de fotografias para admirar sem pressa — à parte a beleza das imagens, há a graça de tentar localizar edifícios, monumentos e logradouros de hoje em cenas da virada do século XIX para o seguinte. Duas mesas interativas, sensíveis ao toque, potencializam a experiência: nelas, os visitantes podem ampliar dezenas de fotos, passear por seus detalhes e ainda descobrir, por meio de um mapa da cidade, o ponto exato onde foram clicadas. No fundo da galeria, uma projeção de 2,74 metros de altura por 9 metros de largura exibe outras imagens, todas de Ferrez, também expandidas de modo a revelar seus pormenores. Dois monitores apresentam fotosem estereoscopia, que, vistas com óculos especiais, criam um efeito tridimensional.
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  • Entre as diversas mostras realizadas desde o início de 2015 em celebração aos 450 anos do Rio, esta merece destaque pela especificidade do seu recorte. Trata-se, como o nome já entrega, de um alentado panorama das transformações ocorridas na cidade a partir do século XVIII, época em que o Rio de Janeiro se tornou a capital do Vice-Reino do Brasil, embora não se prenda exclusivamente a esse período. A curadoria primou pela diversidade: com cerca de 700 peças, o acervo inclui itens como gravuras de Jean-Baptiste Debret, talhas de Mestre Valentim, fotografias de Augusto Malta e até uma obra de Adriana Varejão. Na profusão de trabalhos, desvenda-se um Rio que não existe mais, entre ilustrações de escravos e índios e paisagens como a de um bucólico Passeio Público retratado do seu terraço. Também chamam atenção dezenas de objetos antigos, de móveis a instrumentos de tortura, passando por talheres, castiçais, leques e enfeites. Peças de arte sacra da coleção do próprio Museu de Arte do Rio, além de artefatos vindos de diversas igrejas da cidade e de acervos particulares, compõem uma expressiva e bela fatia da exposição.
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  • A coletiva Rio — Uma Paixão Francesa reúne 75 fotografias e vídeos pertencentes a acervos de instituições da França: Centro Georges Pompidou, Maison Européenne de la Photographie, Société Française de la Photographie e Musée Nièpce. Entre os brasileiros presentes estão Augusto Malta e Rogério Reis, este com seu emblemático registro de jovens surfistas de trem.
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    Robert Rauschenberg
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    Em 1960, isolado em uma colônia de pescadores na Flórida, o artista texano dedicou-se a concluir uma série de trabalhos que recriavam graficamente os 34 cantos de Inferno, primeira parte de A Divina Comédia, clássico de Dante Alighieri. Nesse conjunto, Rauschenberg (1925-2008) usou uma técnica que investigava havia dois anos: a transferência de imagens de revistas, que recebiam solventes e eram posteriormente decalcadas. Utilizando ainda aquarela e lápis de cor, ele criou gravuras que, em 1965, seriam produzidas em uma edição fac-similar autorizada pelo próprio. Vêm daí as obras apresentadas, cada uma ao lado do respectivo canto. Trata-se de imagens que fogem do lugar-comum associado ao inferno — tão belas quanto alegóricas, são desafiadoras para qualquer um que deseje buscar nelas uma relação óbvia com o texto de Dante.
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  • Conhecido por sua pesquisa sobre a relação entre homem e natureza, o artista nasceu em Manaus, foi criado em Recife e mora no Rio há quatro anos. Para esta mostra, ele criou uma instalação, batizada como Tombo, com troncos de palmeiras imperiais.
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  • Um dos mentores do tropicalismo, Rogério Duarte já era multimídia bem antes de o adjetivo se popularizar. Facetas do artista gráfico, músico, compositor e poeta — cuja produção se espraiou para além do movimento que ele ajudou a criar — estão contempladas em Marginália 1, retrospectiva de sua carreira em cartaz a partir deste domingo (21) no MAM. O acervo reúne cerca de setenta obras, entre capas de disco, cartazes e publicações de sua autoria. Um de seus trabalhos mais conhecidos, o pôster do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha, faz parte da seleção. Objetos pessoais, como notas, esboços, rabiscos, fotos, vídeos, estudos e poemas, dão um panorama do universo criativo do artista, que aderiu a outro movimento, o hare krishna, e vive em Salvador.
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  • O nome da coletiva entrega uma carta de intenções: em foco está a construção da ideia de modernidade no Brasil por meio do olhar de mulheres artistas, notadamente Tarsila do Amaral (1886-1973), ou de obras que abordam o universo feminino. O alentado acervo não discrimina técnicas nem se prende à arte moderna: há óleos de Djanira pintados nos anos 50, uma escultura de Lygia Clark da emblemática série Bicho, produzida em 1960, vídeos de Lygia Pape feitos em 1975 e impressões digitais de Rosangela Rennó, de 2009. De Tarsila são exibidos 25 pinturas e dez desenhos, a maioria com as formas arredondadas pelas quais sua obra é comumente reconhecida, como em Composição (Figura Só), óleo de 1930.
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  • Ícones da cidade, as pedras portuguesas são o tema da mostra Tatuagens Urbanas e o Imaginário Carioca, que ocupa o Museu Histórico Nacional. Fotografias, vídeos, documentos e objetos vindos de museus brasileiros e estrangeiros contam a história desse tipo de calçamento, herdeiro histórico dos mosaicos romanos, convertido em instituição de Portugal e, posteriormente, difundido em países lusófonos. Exemplares marcantes desses pisos na cidade, como o calçadão da orla de Copacabana, aparecem em fotos de várias épocas. Especialmente curioso, um dos módulos da exposição reúne móveis, joias, obras de arte e itens de moda inspirados pelas calçadas do Rio.
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Fonte: VEJA RIO