3/8 a 9/8

As principais exposições em cartaz na semana

Coletiva que abre no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica na segunda (3), Álbum de Família aborda relações de parentesco

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

Daniel W. Coburn
Place Setting (2014), de Daniel W. Coburn: coletiva evoca questões familiares (Foto: Divulgação)
  • Em Exposição de Galeria, Ana apresenta suas Pinturas-Alvo e Pinturas-Degrau (telas e chassis cortados  e articulados por dobradiças), Molduras Inconformadas (molduras, passpartout e  placas de acrilico que escapam de uma estrutura planar) e O Artista, uma espécie de máquina que fica chutando a parede do espaço.
    Saiba mais
  • Questões íntimas são evocadas na coletiva que ocupa todas as salas do Centro de Arte Hélio Oiticica a partir de segunda (3). Batizada de Álbum de Família, a mostra vai além do trivial para sugerir perspectivas mais diversificadas, perpassando temas como diferentes configurações de matrimônio, abuso de poder e violência doméstica, além de ausência, perda e solidão. Estão reunidos cerca de quarenta trabalhos, em técnicas distintas. Entre os vinte artistas escalados figuram os brasileiros Adriana Varejão, Fábio Morais e Anna Bella Geiger, o americano Bill Viola e a sul-africana Candice Breitz — que, em Mother (2015), reúne estrelas de Hollywood em papéis maternos que interpretaram no cinema.
    Saiba mais
  • Com dez anos de carreira completados em 2014, o carioca Antonio Bokel mescla passado e presente na individual La Nature d’Or. Elementos que sempre impregnaram a sua obra, como as referências à arte urbana e as evocações à poesia concreta (descoberta pelo artista através do poeta paulistano Augusto de Campos) convivem com novidades em sua trajetória, a exemplo da inserção do dourado, que pontua boa parte dos trabalhos exibidos, e do uso da madeira como suporte — em criações como Geometria Descritiva Azul Orgânico (2015). Com curadoria de Mario Gioia, a mostra preenche todo o primeiro piso do espaço na Gávea com dez trabalhos em técnica mista, sete gravuras, nove fotografias, quatro esculturas e um vídeo. O preço das obras vai de 2 000 a 30 000 reais.
    Saiba mais
  • Nascido na Espanha e radicado ainda criança no Brasil, para onde se mudou com a família, Antonio Guerreiro construiu, entre os anos 70 e 90, uma sólida reputação como fotógrafo de personalidades — na maioria das vezes a bordo de cliques carregados de sensualidade. Cerca de trinta registros compõem o acervo da individual Antonio Guerreiro – O Homem que Amava as Mulheres, em cartaz na Galeria da Gávea a partir de sexta (10). A seleção inclui fotografias célebres para revistas de moda e capas de disco, além de retratos inéditos em Polaroid. Como sugere o nome da exposição, boa parte das imagens traz musas que posaram para o artista, entre elas duas atrizes com quem foi casado: Sônia Braga e Sandra Bréa. A ala das beldades inclui ainda Luiza Brunet e Monique Evans, esta em curioso registro, de maiô cavado, ao lado do ator Tarcísio Meira.
    Saiba mais
  • Trazidas ilegalmente ao Brasil por compradores não identificados, as dezenove obras reunidas nesta coletiva poderiam estar hoje ocupando residências particulares. Em vez disso, apreendidas no Porto do Rio pela Polícia Federal, foram doadas à coleção do Museu Nacional de Belas Artes e integram Apreensões e Objetos do Desejo: Obras Doadas pela Receita Federal ao MNBA. Trata-se de uma notável seleção, recheada de nomes de ponta, a exemplo do italiano Michelangelo Pistoleto, do inglês Antony Gormley e dos brasileiros Cildo Meireles, Sérgio Camargo, Daniel Senise e Jorge Guinle Filho. Algumas das criações preenchem lacunas no acervo do MNBA. É o caso de Óleo e Madeira Pintado à Mão, acrílica sobre tela feita por Beatriz Milhazes nos anos 90 — a instituição só possui obras da artista produzidas na década anterior. O indiano Anish Kapoor comparece com um dos trabalhos mais convidativos da mostra, uma enorme concha espelhada em que o visitante se vê, ao mesmo tempo, de corpo inteiro e em detalhes estilhaçados.
    Saiba mais
  • Centros culturais

    Claudia Andujar
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Tão alto quanto constante, o nível de excelência das mostras de fotografia realizadas no Instituto Moreira Salles já se tornou uma marca do endereço. A situação segue inalterada na individual da consagrada artista suíça, radicada no Brasil na década de 50. Resultado de uma pesquisa de dois anos no arquivo da fotógrafa, No Lugar do Outro traz um apanhado de sua trajetória desde a chegada a São Paulo — cidade que ela clicou para instigantes ensaios experimentais, com uso de filme infravermelho, entre outros recursos. Uma das salas é dedicada à série Famílias Brasileiras, de registros do cotidiano de quatro grupos: uma família baiana, dona de próspera fazenda de cacau, outra de classe média paulistana, a terceira formada por pescadores, isolada em uma praia de Ubatuba, em São Paulo, e, por fim, um clã mineiro de profundos valores religiosos. Especialmente interessante é a produção da fotógrafa para a revista Realidade, onde trabalhou de 1966 a 1971. Nesse lote encontram-se registros impactantes do trabalho do médium Zé Arigó em Congonhas do Campo, Minas Gerais. Sua rotina incluía impressionantes operações a sangue-frio. Fotografias de natureza feitas durante as primeiras viagens de Claudia à Amazônia, no começo dos anos 1970, algumas de contornos quase abstratos, completam o acervo.
    Saiba mais
  • Os limites entre desenho e fotografia são, há alguns anos, objeto de investigação na obra da paulistana Claudia Melli. Na individual Lugares Onde Nunca Estive, essas fronteiras aparecem borradas. Enxuto, o acervo reúne dezessete trabalhos, sete deles inéditos. À primeira vista, as imagens sugerem um efeito de hiper-realismo, por vezes evocando a instantaneidade da fotografia no registro de objetos em movimento. A maior parte foi criada em nanquim sobre vidro, técnica pela qual a artista tem especial predileção. Alguns exemplares, produzidos mais recentemente, também incluem tinta acrílica — usada, por exemplo, no fundo azul de uma obra sem título da série Entre-Tempos, que mostra silhuetas de cavalos de carrossel.
    Saiba mais
  • Pioneiros da arte computacional no mundo, os britânicos Paul Brown, Harold Cohen e Ernest Edmonds, além do alemão Frieder Nake, apresentam suas obras, incluindo trabalhos feitos especialmente para a exposição. Impressões digitais, instalações, pinturas, vídeos, aplicativos e projeções interativas compõem o acervo.
    Saiba mais
  • Natural de Estrasburgo, na França, a artista divide residência entre Paris e Rio há quase vinte anos. Em que pese tal proximidade, além do prestígio entre seus pares, seu nome é pouco conhecido do público daqui — uma lacuna que pode ser corrigida com uma visita à bela individual Temporama, em cartaz no MAM. Como sugere o nome, o tempo é evocado no diálogo entre o passado e o presente da trajetória de Dominique: em um salão de 1 800 metros quadrados, no 2º piso, convivem onze obras do início de sua carreira, nos anos 80, e uma única criada para a exposição: uma piscina cenográfica em que a artista surge em reproduções nas quatro bordas, caracterizada como Marilyn Monroe. Para contemplar a leva de produções mais antigas, o visitante circunda o “espelho-d’água”, em uma provocativa interlocução das obras com o espaço — ideia cara a Dominique e reforçada na aplicação de filme vermelho de um lado e azul de outro nas janelas do salão. No percurso, esbarra-se com trabalhos curiosos, a exemplo de uma estante com livros que sustentam as prateleiras e tijolos em seu lugar.
    Saiba mais
  • Aluno da Escola Naval de Nápoles, o italiano foi oficial da Marinha de Guerra de seu país entre 1849 e 1855. A admiração pelo mar logo seria incorporada a outro de seus objetos de apreço: as artes plásticas. Como pintor, Martino (1838-1912) acabou se especializando em marinhas, de veleiros singrando paisagens tranquilas a violentos combates entre navios. Uma parcela enxuta, mas representativa, dessa enorme produção, cultivada ao longo de uma vida inteira, está reunida na individual em cartaz no Museu Nacional de Belas Artes. Mesmo as pequenas dimensões de boa parte dos óleos não escondem a beleza da pincelada do artista, na qual a riqueza de detalhes convive harmoniosamente com um aspecto geral por vezes meio enevoado. Algumas obras do acervo guardam relação com o Brasil, país onde Martino se radicou em 1868. Encarregado oficialmente por dom Pedro II, ele registrou os eventos da Guerra do Paraguai, travada de 1864 a 1870. Entre os episódios do conflito, imortalizados em toda a sua dramaticidade por seus pincéis, está a Batalha Naval do Riachuelo, ocorrida em 1865, em impactante tela presente na mostra. Além dos óleos, há belos desenhos que revelam certa urgência em sua execução.
    Saiba mais
  • Centros culturais

    Efrain Almeida
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Em Uma Pausa em Pleno Voo, o artista cearense Efrain Almeida apresenta séries de trabalhos inéditos na cidade, além da instalação Uma Coisa Linda, com 150 esculturas de pássaros. Simultaneamente, o Paço Imperial também recebe uma individual de Ricardo Ventura, com dezenove trabalhos escultóricos e uma instalação.
    Saiba mais
  • Um dos principais ilustradores de capas da indústria fonográfica brasileira, o artista gráfico tem cerca de quarenta trabalhos exibidos. Estações multimídia apresentam depoimentos do próprio Andreato sobre sua obra.
    Saiba mais
  • Desmoronamento, Azul é o nome da exposição e também da única obra presente: uma instalação com 20 000 quilos de areia tingida de azul, formando uma elevação topográfica irregular.
    Saiba mais
  • Centros culturais

    Ficções
    Sem avaliação
    Encruzilhadas entre a arte contemporânea e o ato de narrar são evocadas na coletiva Ficções. Com curadoria da crítica Daniela Name, o acervo reúne mais de quarenta trabalhos produzidos por 33 artistas oriundos de diversos estados do país. A variedade se reflete também nas técnicas exibidas: entre outras, pintura, instalação, fotografia e escultura, além de vídeos. Nomes de ponta na cena artística brasileira, como Luiz Zerbini, que comparece com a tela A Onda (2014), e Adriana Varejão, de quem são apresentadas três fotografias, convivem com criadores mais jovens, a exemplo de Julia Debasse, Daniel Lannes e Pedro Varela.
    Saiba mais
  • Na individual O Peso de Cada Um, a artista exibe uma instalação, feita especialmente para o local, composta por três esculturas de grandes dimensões, duas suspensas e uma no chão, em aço inox espelhado e fosco.
    Saiba mais
  • O título da mostra, Algumas Coisas que Estão Comigo, remete a agrupamentos de objetos que acontecem por si em ações que ocorrem no tempo. O Periscópio, uma das obras da exposição, propõe uma visita ao espaço do sótão da galeria, mas estando no andar inferiro, por meio do instrumento que dá nome à obra. Outras obras que convidam a um diálogo com o espaço estão na mostra. 
    Saiba mais
  • Embora seu nome seja pouco conhecido do grande público, Turin (1878-1949) é tido como um dos mais importantes escultores brasileiros. Oitenta peças de sua autoria estão presentes na individual.
    Saiba mais
  • Em Horizontes Artificiais, o pernambucano exibe desenhos, feitos com carvão, pastel e tintas, que retratam cidades iluminadas.
    Saiba mais
  • Austríaco de nascimento, o fotógrafo radicou-se no Brasil em 1939, fugindo do nazismo. Seu talento com as câmeras foi empregado com notável afinco no Rio, onde, estima-se, Klagsbrunn (1918-2005) clicou mais de 100 000 fotos. Aproximadamente 200 delas estão na alentada individual em cartaz no Museu de Arte do Rio. À parte uma minúscula parcela de registros de outros lugares, o foco recai sobre cenas cariocas, flagradas em lindas composições em preto e branco. Figuras populares, como um engraxate na Cinelândia (com o já demolido Palácio Monroe ao fundo) e dançarinos de gafieira, dividem espaço com o luxo dos bailes no Theatro Municipal e dos páreos no Jockey Club. Retratos de personalidades, a exemplo de Oscar Niemeyer, Oscarito e Bibi Ferreira, também contribuem para embelezar o acervo.
    Saiba mais
  • Centros culturais

    Made in Brasil
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Inaugurada em 2013, a Casa Daros abriga, desde o início, obras de artistas brasileiros em seus salões. Faltava, porém, uma coletiva de peso inteiramente voltada para eles — questão resolvida com Made in Brasil. O acervo exposto reúne mais de sessenta trabalhos de oito autores. Logo na entrada, o hipnótico vídeo Entre os Olhos, o Deserto (1997), de Miguel Rio Branco, dá as boas-vindas ao visitante com belas fotografias que se sucedem na parede. Em uma mesma sala estão agrupados 23 objetos de Waltercio Caldas, todos relacionados à ideia de livro, permitindo uma rara apreciação em conjunto dessa vertente de sua obra. Convidativa e algo misteriosa, a instalação Missão/Missões (Como Construir Catedrais), de Cildo Meireles, tem o piso repleto de moedas e o teto cheio de ossos ligados por uma torre de hóstias. Milton Machado, Ernesto Neto, Vik Muniz, Antonio Dias e José Damasceno são os outros nomes reunidos.
    Saiba mais
  • Segunda mostra do Programa Curador Visitante, da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, a coletiva ficou a cargo de Bernardo José de Souza. O acervo exibido reúne 38 artistas brasileiros e estrangeiros em diversos espaços da EAV. Esculturas, objetos, vídeos, videoinstalações, fotografias e performances compõem a seleção.
    Saiba mais
  • Centros culturais

    Marc Chagall
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Separados por quase dois séculos de história, o fabulista Jean de La Fontaine (1621-1695) e o pintor Marc Chagall (1887-1985) tiveram seus superlativos talentos reunidos em uma alentada série de 100 gravuras em metal, realizadas entre 1927 e 1930, nas quais o artista plástico ilustrava as histórias do autor. Esse representativo conjunto, editado pelo marchand Ambroise Vollard, é apresentado no Centro Cultural Correios, em mostra com curadoria do crítico de arte Enock Sacramento. Alternam-se nas paredes imagens em preto e branco, marcadas por uma profusão de traços que lhes emprestam certa densidade. Algumas obras são mais realistas, como a que retrata a fábula A Perdiz e os Galos. Em outras, o traço de Chagall assume sua reconhecida faceta onírica, evidenciada, por exemplo, nas figuras aparentemente voadoras presentes na gravura de O Cavalo que Quer se Vingar do Cervo. Na ambientação, árvores cenográficas são enfeitadas por dez dos trabalhos, dentre os quais cinco foram escolhidos para terem as histórias correspondentes musicadas pelo compositor Luciano Oze, em canções de pegada meio roqueira ouvidas pelo visitante por meio de alto-falantes.
    Saiba mais
  • Centros culturais

    Maria de Todos Nós
    Veja Rio
    Sem avaliação
    O universo de Maria Bethânia inspira as obras de mais de uma centena de artistas plásticos, fotógrafos, poetas e músicos que integram a coletiva. Entre os nomes reunidos estão Batman Zavareze, Carlos Bracher, Luiz Áquila, Irmãos Campana, Chicô Gouvêa, Suzana Queiroga, Flávio Colker, Gringo Cardia, Hélio Eichbauer, Lenise Pinheiro, Mana Bernardes, Miguel Paiva, Moreno Veloso e Ziraldo, entre outros.
    Saiba mais
  • Centros culturais

    Pablo Picasso
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Mal se despediu da elogiada mostra do abstracionista russo Wassily Kandinsky, o CCBB já abre suas portas para outro artista de peso, também ele o principal artífice de um estilo que desnorteou radicalmente o mundo da arte. Em Picasso e a Modernidade Espanhola — Obras da Coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, com abertura marcada para quarta (24), o foco, presumivelmente, recai sobre o pai do cubismo: Pablo Picasso (1881-1993) assina praticamente metade das quase 100 obras reunidas. Com curadoria do espanhol Eugenio Carmona, professor de história da arte da Universidade de Málaga, a mostra traz exemplares típicos do movimento notabilizado pela forma incomum de retratar o mundo, com diferentes pontos de vista de uma mesma figura chapados em um só plano. É o caso de Mulher Sentada Apoiada sobre os Cotovelos, óleo de 1939, no qual o artista retratou sua amante Marie-Thérèse Walter. Outra das várias mulheres com quem Picasso se envolveu, a artista iugoslava Dora Maar também aparece em uma pintura do mesmo ano. Embora não esteja presente à exposição, a obra-prima Guernica, na qual o pintor recriou, à sua maneira, o bombardeio da cidade espanhola homônima por aviões alemães, é evocada em uma série de estudos e esboços que ajudam a entender seu processo de criação. O acervo é completado por trabalhos de outros espanhóis que, em alguma medida, impulsionaram a história da arte rumo à modernidade, ainda que não a bordo do cubismo — a exemplo de Salvador Dalí, Juan Gris, Joan Miró e Joaquín Torres García. “É um conjunto rico e variado. Creio que trata-se de boa oportunidade para o visitante se entreter com arte e descobrir artistas menos conhecidos”, diz o curador.
    Saiba mais
  • Centros culturais

    As Primeiras Cores do Rio
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Primeiro método economicamente viável de obtenção de imagens em cores, o autocromo começou a ser comercializado pelos irmãos Louis e Auguste Lumière, pioneiros do cinema, na Europa em 1907. Apenas dois anos depois, paisagens do Rio já eram registradas pelo mesmo processo graças ao banqueiro e mecenas francês Albert Kahn, que mandou à época uma série de fotógrafos para diversas partes do mundo com o objetivo de documentar os mais variados aspectos da vida humana. Vinte dessas imagens preciosas, atribuídas a Auguste Léon, estão reunidas em mostra enxuta, mas de incontestável valor histórico, no CCBB. No caminho inverso das pinturas hiper-realistas, as fotografias por vezes enganam os olhos e se assemelham a telas algo nostálgicas. Como de hábito nesse tipo de exposição, as fotos propiciam a viagem ao passado de uma Rua Paissandu, no Flamengo, ainda repleta de casarões, e do Corcovado sem a estátua do Cristo Redentor.
    Saiba mais
  • Uma pesquisa no campo da poesia abre os espaços físicos das galerias e da área externa para que o poema migre para a visualidade através da palavra. Para dar início ao novo programa, que tem a curadoria de Alberto Saraiva, foram convidados os poetas Alex Varella, que apresenta A Invenção do Nome, e Omar Salomão, com Nebula – A Sombra das Nuvens Manchando a Cidade.
    Saiba mais
  • Centros culturais

    Ricardo Ventura
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Na individual Atlas são apresentados dezenove trabalhos escultóricos e uma instalação, todos realizados nos últimos quinze anos de produção do artista. As obras tridimensionais transitam entre a rigidez da madeira e a fragilidade do vidro.
    Saiba mais
  • Entre as diversas ações que têm pipocado em comemoração dos 450 anos do Rio, esta imperdível mostra ocupa um lugar destacado. Possível somente graças a um consistente trabalho do Instituto Moreira Salles na restauração e conservação de fotos antigas, Rio: Primeiras Poses — Visões da Cidade a Partir da Chegada da Fotografia (1840-1930) reúne mais de 400 registros da cidade, pertencentes ao acervo da instituição. Sob a curadoria de Sergio Burgi, a alentada seleção traz pioneiros como Marc Ferrez (1843-1923), Georges Leuzinger (1813-1892) e Augusto Malta (1864-1957), entre muitos outros. Trata-se de fotografias para admirar sem pressa — à parte a beleza das imagens, há a graça de tentar localizar edifícios, monumentos e logradouros de hoje em cenas da virada do século XIX para o seguinte. Duas mesas interativas, sensíveis ao toque, potencializam a experiência: nelas, os visitantes podem ampliar dezenas de fotos, passear por seus detalhes e ainda descobrir, por meio de um mapa da cidade, o ponto exato onde foram clicadas. No fundo da galeria, uma projeção de 2,74 metros de altura por 9 metros de largura exibe outras imagens, todas de Ferrez, também expandidas de modo a revelar seus pormenores. Dois monitores apresentam fotosem estereoscopia, que, vistas com óculos especiais, criam um efeito tridimensional.
    Saiba mais
  • Entre as diversas mostras realizadas desde o início de 2015 em celebração aos 450 anos do Rio, esta merece destaque pela especificidade do seu recorte. Trata-se, como o nome já entrega, de um alentado panorama das transformações ocorridas na cidade a partir do século XVIII, época em que o Rio de Janeiro se tornou a capital do Vice-Reino do Brasil, embora não se prenda exclusivamente a esse período. A curadoria primou pela diversidade: com cerca de 700 peças, o acervo inclui itens como gravuras de Jean-Baptiste Debret, talhas de Mestre Valentim, fotografias de Augusto Malta e até uma obra de Adriana Varejão. Na profusão de trabalhos, desvenda-se um Rio que não existe mais, entre ilustrações de escravos e índios e paisagens como a de um bucólico Passeio Público retratado do seu terraço. Também chamam atenção dezenas de objetos antigos, de móveis a instrumentos de tortura, passando por talheres, castiçais, leques e enfeites. Peças de arte sacra da coleção do próprio Museu de Arte do Rio, além de artefatos vindos de diversas igrejas da cidade e de acervos particulares, compõem uma expressiva e bela fatia da exposição.
    Saiba mais
  • A coletiva Rio — Uma Paixão Francesa reúne 75 fotografias e vídeos pertencentes a acervos de instituições da França: Centro Georges Pompidou, Maison Européenne de la Photographie, Société Française de la Photographie e Musée Nièpce. Entre os brasileiros presentes estão Augusto Malta e Rogério Reis, este com seu emblemático registro de jovens surfistas de trem.
    Saiba mais
  • Um dos mentores do tropicalismo, Rogério Duarte já era multimídia bem antes de o adjetivo se popularizar. Facetas do artista gráfico, músico, compositor e poeta — cuja produção se espraiou para além do movimento que ele ajudou a criar — estão contempladas em Marginália 1, retrospectiva de sua carreira em cartaz a partir deste domingo (21) no MAM. O acervo reúne cerca de setenta obras, entre capas de disco, cartazes e publicações de sua autoria. Um de seus trabalhos mais conhecidos, o pôster do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha, faz parte da seleção. Objetos pessoais, como notas, esboços, rabiscos, fotos, vídeos, estudos e poemas, dão um panorama do universo criativo do artista, que aderiu a outro movimento, o hare krishna, e vive em Salvador.
    Saiba mais
  • Nascido em Macaíba, pequena cidade do Rio Grande do Norte, em 1932, Rossini Perez mudou-se com a família na década seguinte para o Rio. Por aqui, viria a descobrir sua vocação artística, desenvolvida a partir de aulas com mestres como Oswaldo Goeldi, Iberê Camargo e Fayga Ostrower. A cidade foi tema de suas obras já a partir dos anos 50, quando Perez, morador da Zona Portuária, se dedicou a retratar barcos, morros e favelas cariocas, especialmente em gravuras — embora sua produção tenha se espraiado por outras técnicas. Parte significativa dessa trajetória, cerca de 200 trabalhos, está em Rossini Perez, entre o Morro da Saúde e a África, mostra que ocupa o Museu de Arte do Rio a partir de terça (28). Obras de artistas que se relacionam com Perez, a exemplo de Anna Bella Geiger e Thereza Miranda, que, como ele, participaram do Ateliê de Gravura do MAM no fim dos anos 50, também estão no acervo.
    Saiba mais
  • Centros culturais

    Sobre Papel
    2 avaliações
    A mostra reúne cinquenta obras de treze artistas que utilizam o papel como suporte ou referência.
    Saiba mais
  • O nome da coletiva entrega uma carta de intenções: em foco está a construção da ideia de modernidade no Brasil por meio do olhar de mulheres artistas, notadamente Tarsila do Amaral (1886-1973), ou de obras que abordam o universo feminino. O alentado acervo não discrimina técnicas nem se prende à arte moderna: há óleos de Djanira pintados nos anos 50, uma escultura de Lygia Clark da emblemática série Bicho, produzida em 1960, vídeos de Lygia Pape feitos em 1975 e impressões digitais de Rosangela Rennó, de 2009. De Tarsila são exibidos 25 pinturas e dez desenhos, a maioria com as formas arredondadas pelas quais sua obra é comumente reconhecida, como em Composição (Figura Só), óleo de 1930.
    Saiba mais
  • Dez artistas selecionadas pelo curador Guilherme Bueno comparecem à coletiva com 28 obras em diferentes técnicas e suportes, como pintura, desenho, fotografia, objetos, escultura e instalação.
    Saiba mais
  • A coletiva aborda as relações entre arte, imagem e psicanálise, através de cerca de setenta obras pertencentes às coleções do MAM. Compõem o acervo sessenta artistas brasileiros e estrangeiros, como Artur Barrio, Anna Maria Maiolino, Djanira, Gustavo Speridião, José Damasceno, Mira Schendel, Vieira da Silva, Waltercio Caldas e Wesley Duke Lee.
    Saiba mais

Fonte: VEJA RIO