25/5 a 31/5

As principais exposições em cartaz na semana

Gustavo Speridião e João Turin têm individuais estreando, respectivamente na Anita Schwartz Galeria de Arte e no MNBA

Por: Rafael Teixeira

Gustavo Speridião
Gráfica Utópica Imprime Melancolicamente o Pesadelo Instaurado com a Captura das Nuvens (2015): de Gustavo Speridião (Foto: Elisa Cohen/Anita Schwartz/Divulgação)
  • Galerias

    Afonso Tostes
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    Dedicado nos últimos anos à exibição de seu trabalho escultórico, o artista mineiro retoma os pincéis nesta bela individual. Batizada Das Amarras, a mostra reúne doze trabalhos produzidos neste ano e inspirados na Odisseia, poema épico de Homero — mais especificamente em Telemaquia, conjunto dos primeiros quatro cantos da obra, que narra a volta do herói Odisseu para casa, depois de lutar na Guerra de Troia. Nesse trecho, Telêmaco, o filho do protagonista, suspeitando que o pai esteja vivo, sai à procura de pistas sobre seu paradeiro. Vestígios, de certa forma, não faltam nas criações de Tostes. Nelas, o artista combina óleos sobre tela com objetos encontrados por ele em passeios na Praia de Grumari, na Zona Oeste. São pedras, tocos de madeira, partes de barcos, redes de pesca, galhos, fios de cobre, ossos e penas de animais que, quase sempre suspensos por linhas, se interpõem entre as pinturas predominantemente azuis, evocativas do céu e do mar. Na mais impactante de todas, um pedaço de embarcação de 3 metros de comprimento por 1,30 metro de altura, com uma corda dependurada e um osso de baleia suspenso, parece condensar o espírito da mostra.
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  • Cerveny estrela Glossário dos Nomes Próprios, com trinta obras. À exceção da pintura sobre linho que dá nome à mostra, todas as outras criações são desenhos com nanquim em papel de arroz, técnica a que ele começou a se dedicar após uma viagem à China, em 2013.
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  • Imagética (1968-2015), de Ana Vitória, apresenta 26 trabalhos em quatro salas do terceiro piso. Na maioria deles, ela desconstrói a ideia convencional de fotografia — como se vê em Mergulho na Imagem (2009), com a cena de uma mulher em queda aplicada sobre tijolos de vidro.
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  • Trazidas ilegalmente ao Brasil por compradores não identificados, as dezenove obras reunidas nesta coletiva poderiam estar hoje ocupando residências particulares. Em vez disso, apreendidas no Porto do Rio pela Polícia Federal, foram doadas à coleção do Museu Nacional de Belas Artes e integram Apreensões e Objetos do Desejo: Obras Doadas pela Receita Federal ao MNBA. Trata-se de uma notável seleção, recheada de nomes de ponta, a exemplo do italiano Michelangelo Pistoleto, do inglês Antony Gormley e dos brasileiros Cildo Meireles, Sérgio Camargo, Daniel Senise e Jorge Guinle Filho. Algumas das criações preenchem lacunas no acervo do MNBA. É o caso de Óleo e Madeira Pintado à Mão, acrílica sobre tela feita por Beatriz Milhazes nos anos 90 — a instituição só possui obras da artista produzidas na década anterior. O indiano Anish Kapoor comparece com um dos trabalhos mais convidativos da mostra, uma enorme concha espelhada em que o visitante se vê, ao mesmo tempo, de corpo inteiro e em detalhes estilhaçados.
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  • Em Uma Diva, uma Louca, uma Macumbeira/Meu Deus, Ela É Demais, a artista brasiliense apresenta cinquenta pinturas inéditas, em tamanhos variados, nas quais cenas esdrúxulas desvendam o nonsense político e social em que vivemos.
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  • Com quase sessenta anos de carreira, o artista mineiro desfruta de merecido reconhecimento da crítica e de seus pares, mas seu nome ainda tem reduzido alcance junto ao grande público. Atração no CCBB, a alentada retrospectiva Pintura & Permanência pode corrigir esse desequilíbrio. Mais de 100 trabalhos estão reunidos na individual, perpassando todas as fases e os interesses temáticos do pintor. Estão lá, por exemplo, dezenas de paisagens, reproduzidas nas pinceladas algo expressionistas que se tornaram sua marca. Nativo de Juiz de Fora, Bracher retratou Ouro Preto, cidade onde se radicou, além de outros cenários de Minas Gerais, mas também se voltou para imagens de Brasília e do Rio. Seus marcantes autorretratos também estão presentes, assim como alguns dos retratos que fez para amigos, como Chico Buarque, Milton Nascimento e Bibi Ferreira — em alguns deles, o verso da tela também é apresentado, o que permite ler a dedicatória do pintor.
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  • A artista apresenta dois trabalhos: uma grande instalação feita com pedras tiradas de leitos de rios e uma série de treze obras chamada Achates, com pedaços de ágata (um tipo de quartzo) incrustados em partituras musicais. R$ 12 000,00 a R$ 25 000,00.
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  • Uma instalação do artista mexicano ocupa o Salão Monumental do MAM. Durante o período da exposição, essa obra, um cubo de isopor de cerca de 6 metros cúbicos, será continuamente transformada por um grupo de escultores brasileiros que trabalham para as escolas de samba no Carnaval.
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  • Em 1966, já morando no Rio havia quase uma década, o cearense Darcílio Lima (1944-1991) passou uma temporada na Casa das Palmeiras, instituição mantida pela psiquiatra Nise da Silveira e voltada para o tratamento por meio de atividades de expressão criativa e artística. Impressionada com o talento do paciente (que sofreria de distúrbios mentais até o fim da vida), a médica o apresentou ao pintor e professor Ivan Serpa. A partir daí, sua carreira artística ganharia um impulso que o alçaria à condição de expoente da arte surrealista no Brasil. Essa breve e marcante trajetória é celebrada em Um Universo Fantástico, individual com 65 obras que abre as portas no domingo (10), na Caixa Cultural. Os trabalhos presentes são, em sua maior parte, desenhos a bico de pena, com ênfase em temas místicos, sexuais e religiosos. Gravuras, duas pinturas, uma em madeira e outra em um vaso de cerâmica, além de três exemplares da serigrafia Che Guevara, de Antonio Manoel, aquarelada por Darcílio, completam o acervo.
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  • Uma caminhada de apenas nove quarteirões, no mesmo bairro de Ipanema, separa as duas individuais do artista carioca em cartaz na cidade. Tal proximidade geográfica reflete ainda certas adjacências estéticas. Em Uma Escultura na Sala, na Galeria Laura Alvim, Coimbra ocupa todo o espaço expositivo com uma única grande obra, composta de 29 cubos de tamanhos variados, produzidos com ferro, pintados com tinta automotiva preta e branca, vazados em duas de suas faces. Empilhadas ou justapostas (seu interior pode, inclusive, ser ocupado pelo visitante), as peças criam áreas e caminhos dentro do imóvel. Evocações à arquitetura, sem falar na idêntica paleta bicolor dos trabalhos, se fazem notar também na exposição de Coimbra em cartaz na Galeria Nara Roesler. Batizada, não por acaso, de Fatos Arquitetônicos, a mostra reúne treze obras de parede, feitas em MDF pintado, com relevos geométricos.
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  • Recomenda-se ter alguma folga de tempo e disponibilidade de entrega para a apreciação desta individual da artista finlandesa. Longamente batizada de Sobre Assuntos Desconhecidos, Natureza dos Milagres e Possibilidades da Percepção, a mostra no Oi Futuro Flamengo reúne vídeos (técnica na qual Eija-Liisa é expoente na cena contemporânea) que evocam temas como alteridade e relação do indivíduo com o mundo. A duração de cada um é variável, podendo chegar a quase trinta minutos — mas o mergulho na experiência é sempre recompensador. Algumas obras são exibidas em apenas uma tela, caso de Pescadores (2007), registro de uma luta inglória de homens para avançar com seu barco mar adentro, além da arrebentação. Os trabalhos mais envolventes, no entanto, são aqueles em que a artista compõe uma instalação com projeções de diversas partes de uma mesma cena que dialogam entre si, a exemplo de A Casa (2002), narrativa algo surrealista concebida a partir de entrevistas e debates com mulheres que sofriam de psicose.
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  • Um dos principais ilustradores de capas da indústria fonográfica brasileira, o artista gráfico tem cerca de quarenta trabalhos exibidos. Estações multimídia apresentam depoimentos do próprio Andreato sobre sua obra.
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  • Mais de setenta artistas brasileiros de diversas gerações promovem uma grande ocupação na Escola de Artes Visuais do Parque Lage: Palacete, Cavalariças, Capela e até a área verde receberão cerca de 100 obras na coletiva Encruzilhada. Estreia do programa Curador Visitante na instituição, a mostra foi organizada por Bernardo Mosqueira. Entre os artistas reunidos há nomes consagrados, a exemplo de Carlos Vergara, Cildo Meireles e Waltercio Caldas, ao lado de estudantes da EAV — entre outros, Carol Valansi, Maya Dikstein, Pedro Victor Brandão e Tiago Malagodi. Não há discriminação de técnica. Os visitantes vão encontrar no acervo do objeto Um Prato Cheio de Certezas (2009), de Nazareno Rodrigues, à escultura Crossing Colors (2013), de Jac Leirner, passando por desenhos, colagens, gravuras e vídeos.
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  • Centros culturais

    FotoRio 2015
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    Seis exposições de fotografia, todas parte da atual edição do FotoRio, ocupam simultaneamente o Centro Cultural Correios. Cinco delas são individuais: de Ana Carolina Fernandes, Zeca Linhares, Alécio de Andrade, Maria Buzanovsky e Ana Rodrigues. A coletiva Na Palma da Mão reúne fotos feitas com celular, uma amostra das cerca de 300 imagens enviadas após uma convocatória pública.
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  • Na individual Lona, o artista carioca exibe dezoito pinturas inéditas em grandes dimensões. Segundo o próprio Speridião, o foco do trabalho passa por questões políticas. R$ 23 000,00 a R$ 54 000,00.
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  • Embora seu nome seja pouco conhecido do grande público, Turin (1878-1949) é tido como um dos mais importantes escultores brasileiros. Oitenta peças de sua autoria estão presentes na individual.
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  • Há quase quarenta anos vivendo no Rio, o artista americano tira das areias cariocas a inspiração para as pinturas exibidas em A Praia. A série retrata o cotidiano de banhistas na Zona Sul.
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  • Austríaco de nascimento, o fotógrafo radicou-se no Brasil em 1939, fugindo do nazismo. Seu talento com as câmeras foi empregado com notável afinco no Rio, onde, estima-se, Klagsbrunn (1918-2005) clicou mais de 100 000 fotos. Aproximadamente 200 delas estão na alentada individual em cartaz no Museu de Arte do Rio. À parte uma minúscula parcela de registros de outros lugares, o foco recai sobre cenas cariocas, flagradas em lindas composições em preto e branco. Figuras populares, como um engraxate na Cinelândia (com o já demolido Palácio Monroe ao fundo) e dançarinos de gafieira, dividem espaço com o luxo dos bailes no Theatro Municipal e dos páreos no Jockey Club. Retratos de personalidades, a exemplo de Oscar Niemeyer, Oscarito e Bibi Ferreira, também contribuem para embelezar o acervo.
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  • Centros culturais

    Made in Brasil
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    Inaugurada em 2013, a Casa Daros abriga, desde o início, obras de artistas brasileiros em seus salões. Faltava, porém, uma coletiva de peso inteiramente voltada para eles — questão resolvida com Made in Brasil. O acervo exposto reúne mais de sessenta trabalhos de oito autores. Logo na entrada, o hipnótico vídeo Entre os Olhos, o Deserto (1997), de Miguel Rio Branco, dá as boas-vindas ao visitante com belas fotografias que se sucedem na parede. Em uma mesma sala estão agrupados 23 objetos de Waltercio Caldas, todos relacionados à ideia de livro, permitindo uma rara apreciação em conjunto dessa vertente de sua obra. Convidativa e algo misteriosa, a instalação Missão/Missões (Como Construir Catedrais), de Cildo Meireles, tem o piso repleto de moedas e o teto cheio de ossos ligados por uma torre de hóstias. Milton Machado, Ernesto Neto, Vik Muniz, Antonio Dias e José Damasceno são os outros nomes reunidos.
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  • Com 450 anos recém-completados, o Rio é alvo de uma espécie de crônica visual na exposição Paisagens Não Vistas, do artista carioca Marcos Chaves. Boa parte das mais de trinta obras exibidas, porém, desvirtua o senso comum dos cartões-postais da cidade. É o caso de uma de suas séries mais conhecidas, Sugar Loafer, com treze fotografias na seleção. O ponto em comum é a presença do Pão de Açúcar, mas desprovido do enquadramento turístico — em primeiro plano invariavelmente aparece um mendigo ou, no mínimo, algum indício de sua passagem pela cena. Com seis trabalhos expostos, a série Buracos é composta de flagrantes de crateras no asfalto, preenchidas de maneira insólita com todo tipo de objeto, para alertar o motorista que transita pela via. Tão belas quanto imponentes em suas dimensões são as quatro montagens fotográficas em que Chaves estilhaça uma paisagem em cubos que se elevam das paredes, causando um efeito tridimensional, como se vê em Arquipélago (2010).
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  • De acordo com as palavras de Mário de Andrade (1893-1945), apenas dois pintores de sua época “contavam mesmo” no panorama da cultura brasileira: Lasar Segall (1891-1957), lituano radicado no país no início da década de 20, e o paulista Candido Portinari (1903-1962). Entre esses expoentes do modernismo nas artes plásticas brasileiras estabeleceu-se certa rivalidade, evocada na mostra. Em Mário de Andrade e Seus Dois Pintores: Lasar Segall e Candido Portinari, são as ideias e opiniões do escritor que orientam a seleção e a disposição das cinquenta obras apresentadas, todas produzidas entre 1913 e 1943. Organizada sob a curadoria de Anna Paola Baptista, a exposição reúne trabalhos representativos de ambos, a exemplo de Os Eternos Caminhantes (1919) e Pogrom (1937), de Segall, e Mestiço (1934) e A Barca (1941), de Portinari. Pintados pelo primeiro em 1927 e pelo segundo oito anos depois, dois retratos de Mário de Andrade também fazem parte da seleção.
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  • Concebida pelo empresário e colecionador Raymundo de Castro Maya, a obra que dá nome à exposição foi lançada em 1965 — e ganhou reedição nos 450 anos da cidade. Trata-se de um livro sobre a história do Rio, com texto de Gilberto Ferrez e trabalhos de Jean-Baptiste Debret, Victor Meirelles e Marc Ferrez, entre outros. Uma série dessas criações está na coletiva.
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  • Entre as diversas ações que têm pipocado em comemoração dos 450 anos do Rio, esta imperdível mostra ocupa um lugar destacado. Possível somente graças a um consistente trabalho do Instituto Moreira Salles na restauração e conservação de fotos antigas, Rio: Primeiras Poses — Visões da Cidade a Partir da Chegada da Fotografia (1840-1930) reúne mais de 400 registros da cidade, pertencentes ao acervo da instituição. Sob a curadoria de Sergio Burgi, a alentada seleção traz pioneiros como Marc Ferrez (1843-1923), Georges Leuzinger (1813-1892) e Augusto Malta (1864-1957), entre muitos outros. Trata-se de fotografias para admirar sem pressa — à parte a beleza das imagens, há a graça de tentar localizar edifícios, monumentos e logradouros de hoje em cenas da virada do século XIX para o seguinte. Duas mesas interativas, sensíveis ao toque, potencializam a experiência: nelas, os visitantes podem ampliar dezenas de fotos, passear por seus detalhes e ainda descobrir, por meio de um mapa da cidade, o ponto exato onde foram clicadas. No fundo da galeria, uma projeção de 2,74 metros de altura por 9 metros de largura exibe outras imagens, todas de Ferrez, também expandidas de modo a revelar seus pormenores. Dois monitores apresentam fotosem estereoscopia, que, vistas com óculos especiais, criam um efeito tridimensional.
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  • A coletiva Rio — Uma Paixão Francesa reúne 75 fotografias e vídeos pertencentes a acervos de instituições da França: Centro Georges Pompidou, Maison Européenne de la Photographie, Société Française de la Photographie e Musée Nièpce. Entre os brasileiros presentes estão Augusto Malta e Rogério Reis, este com seu emblemático registro de jovens surfistas de trem.
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  • Centros culturais

    Robert Rauschenberg
    Veja Rio
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    Em 1960, isolado em uma colônia de pescadores na Flórida, o artista texano dedicou-se a concluir uma série de trabalhos que recriavam graficamente os 34 cantos de Inferno, primeira parte de A Divina Comédia, clássico de Dante Alighieri. Nesse conjunto, Rauschenberg (1925-2008) usou uma técnica que investigava havia dois anos: a transferência de imagens de revistas, que recebiam solventes e eram posteriormente decalcadas. Utilizando ainda aquarela e lápis de cor, ele criou gravuras que, em 1965, seriam produzidas em uma edição fac-similar autorizada pelo próprio. Vêm daí as obras apresentadas, cada uma ao lado do respectivo canto. Trata-se de imagens que fogem do lugar-comum associado ao inferno — tão belas quanto alegóricas, são desafiadoras para qualquer um que deseje buscar nelas uma relação óbvia com o texto de Dante.
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  • Pontos de contato entre estética e conhecimento estão em foco na terceira edição da lúdica mostra Se Liga — Arte, Ciência e Imaginação, no CCBB. Como nas exposições anteriores, obras de artistas brasileiros e estrangeiros evocam, questionam, subvertem ou ironizam conceitos científicos. O acervo reúne trabalhos como The Minibook of Major Events, do americano Evan Lorenzen, um livro menor do que uma caixa de fósforos com páginas ilustradas por grandes episódios da história da humanidade. Também americano, Bedegeuse exibe colagens surrealistas que inserem elementos da flora e da fauna na anatomia humana. Entre os brasileiros presentes estão a cearense Luzia Simos, com criações hiper-realistas, e o mineiro Cao Guimarães, autor de uma videoinstalação batizada de Concerto para Clorofila. A parte mais divertida, porém, deve ser mesmo a das instalações e obras interativas desenvolvidas pelo estúdio carioca M’Baraká. Logo na primeira sala, por exemplo, haverá uma mesa com uma espécie de tangram (um tipo de quebra-cabeça chinês) que poderá ser manipulado pelo público.
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  • O nome da coletiva entrega uma carta de intenções: em foco está a construção da ideia de modernidade no Brasil por meio do olhar de mulheres artistas, notadamente Tarsila do Amaral (1886-1973), ou de obras que abordam o universo feminino. O alentado acervo não discrimina técnicas nem se prende à arte moderna: há óleos de Djanira pintados nos anos 50, uma escultura de Lygia Clark da emblemática série Bicho, produzida em 1960, vídeos de Lygia Pape feitos em 1975 e impressões digitais de Rosangela Rennó, de 2009. De Tarsila são exibidos 25 pinturas e dez desenhos, a maioria com as formas arredondadas pelas quais sua obra é comumente reconhecida, como em Composição (Figura Só), óleo de 1930.
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  • A coletiva aborda as relações entre arte, imagem e psicanálise, através de cerca de setenta obras pertencentes às coleções do MAM. Compõem o acervo sessenta artistas brasileiros e estrangeiros, como Artur Barrio, Anna Maria Maiolino, Djanira, Gustavo Speridião, José Damasceno, Mira Schendel, Vieira da Silva, Waltercio Caldas e Wesley Duke Lee.
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  • Palco de uma improvável sequência de ótimas exposições de fotografia nos últimos anos, o Instituto Moreira Salles acerta mais uma vez — e bem no centro do alvo — com esta belíssima individual. Em uma confluência rara, aqui estão reunidos um nome de indiscutível reputação em sua área, uma montagem impecável, uma seleção de obras tão numerosa quanto relevante e uma consistência artística que convive harmoniosamente com um irresistível apelo pop. Aos 76 anos e ainda fazendo seus cliques, o americano trouxe o status de arte para a fotografia colorida, até certa época considerada vulgar e própria apenas de publicitários e amadores. Em 1976, uma icônica exposição de suas fotos no MoMA de Nova York desnorteou os colegas e especialistas, acostumados ao habitual preto e branco. Parte significativa dessas imagens, dotadas de enorme senso de composição, está entre as 170 de A Cor Americana. Há, porém, outras séries, a exemplo da importante Los Alamos, produzida em viagens pelo sul dos Estados Unidos entre 1965 e 1974. As cores vibrantes do acervo não escondem um fio de melancolia, notável em personagens que parecem saídos de uma tela de Edward Hopper. Na mesma linha, o que dá a impressão de ser uma ode à modernização americana em fotos de carros, letreiros e outdoors deixa antever certa decadência.
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  • Centros culturais

    World Press Photo
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    Em sua 58ª edição, a coletiva é fruto de uma renomada premiação internacional dedicada ao melhor da produção fotojornalística de cada ano. Foram reunidos 145 trabalhos de 41 profissionais oriundos de dezessete países. O acervo, mais uma vez um deleite para apreciadores de fotografia, vai de imagens essencialmente noticiosas, dotadas de enorme senso de urgência, a registros nos quais o apuro estético é resultado de uma concepção mais demorada. Na primeira ala estão, por exemplo, retratos de recentes conflitos em Kiev, capital da Ucrânia, feitos pelo francês Jérôme Sessini. Nem um pouco violenta, mas também notável pelo flagrante que capturou, é a foto do chinês Bao Tailiang em que o craque argentino Lionel Messi aparece olhando fixamente para a taça da Copa do Mundo, na cerimônia de premiação, logo após perdê-la para a campeã Alemanha. Da segunda leva, chamam atenção as inacreditáveis fotos do americano Anand Varma, publicadas na revista National Geographic, com formigas que parecem saídas de um filme de terror servindo de hospedeiros para invasores parasitas. Em escala oposta, imagens feitas a 150 metros de altitude pelo polonês Kacper Kowalski convidam à admiração da forma antes mesmo que se entenda seu conteúdo — caso do enquadramento de um lago cercado por vegetação de colorido exuberante.
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Fonte: VEJA RIO